quinta-feira, janeiro 19, 2006

Alternativas


  • Qual a solução para o dilema "Preso por ter cão e preso por não ter cão"?
  • Qual a alternativa para a parábola "O velho, o Rapaz e o Burro"?
  • Qual a saída possível para escapar ao "Processo de Kafkiano"?

Já sei, pois claro, está visto que tudo isto não passa de um monte de suposições, ideias parvas que estão a invadir a minha consciência. Pode ser, mas... que porra, de onde é que elas vieram? E porque vieram? Essas coisas não caiem do céu! Será isto o princípio de uma fatal desorientação ou dissociação psico-social galopante, ou os prodromos de uma doença mental eminente?
Pode ser uma vulgar psicose ou uma neurose, que um qualquer psicólogo (ou até talvez um psiquiatra) consegue identificar sem hesitação. Depois de um bocadinho de introspecção, reflexão e consulta dos manuais da especialidade, o diagnóstico mais provável aponta para uma dissociação que se encontra numa fase de agravamento.
Cá p'ra mim trata-se de uma afecção, conhecida como "Perturbação Maníaco-depressiva", cada dia mais disseminada no seio desta nossa "civilação global" em que a solidão é a contradição.
Quanto à etiologia, tudo aponta para o que é mais frequente, os vulgares problemas afectivos mal resolvidos. O resultado de um lento acumular de emoções não expressas exteriormente. Aos poucos, o "depósito vai enchendo" até que chega a um nível de concentração tal que torna impossível a coexistência pacífica das emoções enclausuras.
A partir de certo ponto, desencadeiam-se os inevitáveis conflitos interiores, que varrem o subconsciente como um tornado, arrastando para a consciência todo o lixo, tudo o que há de pior á superfície do planeta - o pensamento, o raciocínio, aquilo que, dizem (os entendidos), distingue o homem da besta. Um ser racional descontrolado é mil vezes mais perigoso que o mais selvagem predador da terra ou do mar.
Quando a razão, é subjugada por conflitos internos - frustações, de sentimentos recalcados, processos de atracção-repulsa pendentes - a mente completa entra em estado de guerra. A mais destruidora das guerras é a Guerra Civil. Dentro desta Nação que é a minha mente decorrem batalhas fratricidas entre os Estados que a compõem (ou decompõem), o consciente, o subconsciente, o inconsciente, as emoções, a afectividade, os instintos e... sei lá que mais.
E depois, num conflito interno, a ingerência externa (amigos, companheiros, familiares, conselheiros, médicos) é bem recebida por uma facção, mas pode ser combatida por outras, originando por vezes "mal entendidos" que podem acabar por se transformar num futuro "mal estar" de relacões.
Quando esta guerra terminar (pois de algum modo terá um fim), não sei quem terá capacidade para avaliar os estragos e preparar a recuperação, no caso de subsistir, física ou psiquicamente, recuperação possível.

(razão, tinha o Mestre Almada...)

3 comentários:

Anónimo disse...

Esquece,faz um retiro,e nasce de novo, a vida está á tua espera e nós também, mas,não demores,estamos em cuidados.

O Bicho disse...

Voltei, estou lavado por dentro, por fora nem tanto, passei a tarde a percorrer a Barra do Tejo.
O Fotociclista em acção.

Anónimo disse...

Como vez na Porcalhota criei uma guerra para ver se a tua hormona da adrenalina saí, e assim melhorar o teu estado de espirito.

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