terça-feira, julho 30, 2019

Paisagens d'ouro


Douro, o rio... meandros, lugares, vista de uma janela do comboio.
Viagem inesquecível - não tenho habilidade, não me sinto, nem pouco mais ou menos, letrado suficiente para juntar aqui as palavras suficientes para descrever as emoções, sensações da subida do vale do Douro em comboio - paisagem maravilhosa.

segunda-feira, julho 29, 2019

As Eclusas


Barragens do Rio Douro

É sempre impressionante a entrada do navio no poço de uma eclusa para ultrapassar o desnível de uma barragem.
Provoca-me sempre algum temor, em especial a da barragem do Carrapatelo - tem 35 metros de altura, a maior eclusa do Douro e uma das maiores do mundo.

domingo, julho 28, 2019

Azul Douro


Porto - Rio Douro - Gaia

Magnífica, inesquecível a viagem de barco entre a Régua e o Porto!



sábado, julho 27, 2019

Amanhecer DCLXXXII


Porto, Portugal

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
erigida sobre um monte
no meio da neblina.


sexta-feira, julho 26, 2019

quinta-feira, julho 25, 2019

Memorial mas pouco


São Pedro das Cabeças, Castro Verde
Bem interessante, este conjunto erigido no século passado, para assinalar o local onde se pensa ter ocorrido a mais importante batalha da conquista de território aos Mouros, para expansão do Condado Portucalense.
A lápide tem gravado um poema de Fernando Pessoa, dedicado a D. Afonso Henriques, de Portugal.

Pois bem, dista mais de 20 kms de Ourique este ermo, apontado como um dos lugares prováveis da Batalha de Ourique - 25 de Julho de 1139 - tudo isto são suposições...

Talvez por se encontrar fora dos tradicionais circuitos turísticos, o lugar é pouco conhecido e pouco visitado pelos portugueses - não se lembram da história do torrão natal, ou serão mal agradecidos..?

terça-feira, julho 23, 2019

Tapa e destapa


Praia das Maçãs, Sintra
Aqui na foz do rio das Maçãs,
tal como o denso nevoeiro que tapa e destapa o sol,
também as marés ora levam, ora trazem de volta as areias,
destapando e voltando a tapar as grandes rochas,
que quando estão à vista para nós, parecem novas,
mas na verdade já aqui "moram" faz muitas épocas.

segunda-feira, julho 22, 2019

Bicho coiso


É um... "Coiso", não sei o nome, nem a família.

Não parece, mas é, um bicharoco bem vivo, apesar de imóvel e muito quietinho.
Quando se encontra agarrado às plantas, é difícil distingui-lo de um pauzinho solto.

Quando lhe toquei ou simplesmente soprei, ele abriu e elevou duas grandes antenas que aqui estão unidas na frente - direita da imagem.

domingo, julho 21, 2019

Viajando com USB


Autocarro da Carreira Sintra-Cascais
Isto faz-me lembrar uma musiquinha engraçada de "S. Pedro", que ouvi na rádio.
Anda apanhar sol
Sai de casa rapaz
Só conheço um remédio

Anda apanhar sol
Anda apanhar sol
Estás preso a um cabo USB
Tens dedos só para comunicar
Conversas só a escrever
Viajas sem sair do lugar
Tens que ir lá mexer
Tens que ir lá tocar
E eu, bem mandado, lá fui.
Entrei no autocarro e fui até Cascais apanhar sol.

(https://www.youtube.com/watch?v=gFAqai_5tI4)

sábado, julho 20, 2019

Amanhecer DCLXXXI


Azenhas do Mar, Sintra

O sol continua bem escondido.
Só depois de almoço, talvez lá para as duas da tarde, ele se atreva a romper a espessa camada de humidade, a extensa nuvem baixa, que cobre a costa oeste nos dias em que o calor aperta, mas apenas para o lado de lá do Monte da Lua, a Serra de Sintra.



sexta-feira, julho 19, 2019

A Fonte 742


Ucanha, Tarouca

Ia jurar que tinha na ninha colecção a fotografia de uma fonte em granito.
No entanto, desapareceu dos meus arquivos, por isso aqui fica a imagem de outra fonte local - a ponte/torre que foi fonte de rendimentos para o senhorio do couto, até ao tempo do rei D. Manuel I que decidiu acabar definitivamente com esses privilégios feudais.
Paciência, espero poder um dia lá voltar, não só pela fonte, mas principalmente para revisitar a "Tasquinha do Matias" - o lugar perfeito para um almoço típico regional, com vista para o Rio Varosa e para a Ponte e Torre da Ucanha.
E porque "nem só de pão vive o homem", também vou rever o interior da Torre de Portagem e logo ao lado a Casa onde nasceu Leite de Vasconcelos - o grande vulto da cultura portuguesa (sec. XIX e XX), licenciado em medicina, que se dedicou à etnografia e arqueologia, sendo o fundador do Museu Nacional de Arqueologia.

quinta-feira, julho 18, 2019

Couto Feudal


Ucanha, Tarouca

O território de Ucanha, inserido no couto de Algeriz, foi doado pelo rei Afonso I de Portugal, à viúva de Egas Moniz, a qual por sua vez o doou ao Mosteiro de Santa Maria de Salzedas (Ordem de Cister) de que ela foi a fundadora.
No mundo feudal as passagens sobre os rios eram escassas, e por isso era habitual a cobrança de portagem nesses pontos, constituindo um rendimento extra para os senhores da terra.
Os direitos de travessia desta ponte, implicaram a construção de um arco provido de uma porta, na cabeceira da ponte e, sobre ele, um edifício fortificado destinado a armazenar os produtos cobrados pelo senhorio (o Mosteiro) a todos os que entravam no couto, seguindo a antiga via romana.
Isto levou à fixação de um conjunto de funcionários encarregados da segurança e cobrança das portagens, sendo construídas instalações e casas num aglomerado que se veio a chamar a “Vila da Ponte” - actual Ucanha.
Num pequeno nicho que abriga uma escultura de Nossa Senhora do Castelo, encontra-se a inscrição gótica:
“Esta obra mandou fazer Dõ Fedo Abble de Salzedas e DM M / III.º L X V 'era domini' 1465”.
O dito abade D. Fernando era sobrinho de D. Nuno Álvares Pereira.

Não faz mal, de vez em quando evocar um bocadinho de história, a história de Portugal.


quarta-feira, julho 17, 2019

Torre de Portagem


Ucanha, Tarouca

A ponte e torre da Ucanha.

O rio Varosa nasce na Serra de Leomil e corre para norte até desaguar no Douro.
Ao longo do curso podemos encontrar várias pontes romanas e medievais.
É assim que em pleno vale do Varosa, se encontra uma raridade - obra única - não existe outra construção igual nem parecida em Portugal.
A "Torre de Portagem" (século XV) com uma volumetria impressionante, assenta sobre a ponte mais antiga, reconstruída sobre outra de origem romana. 

terça-feira, julho 16, 2019

Pelo Seguro


Diz o provérbio:
"O Seguro morreu de velho!"
O meu vizinho "camone", concorda e diz:
"Better safe than sorry!"

segunda-feira, julho 15, 2019

A Fonte 741


Ribeira de Santarém

Chafariz de Palhais - muitas vezes me matou a sede a fresca água corrente das bicas deste chafariz,  durante as marchas-corridas da minha recruta de miliciano do exército, que decorreu nos nos meses de Julho e Agosto em Santarém, uma das terras mais quentes de Portugal.



domingo, julho 14, 2019

Tomada da Pastilha


Efemérides:

  • Praia das Maçãs - 14 de Julho de 2019 - dia de obrigar o nosso gato a tomar a pastilha, remédio para prevenção de infestações parasitárias diversas.
  • Santarém - 14 de Julho de 1969 - dia em que me apresentei na Escola Prática de Cavalaria para tomar a pastilha "LM", uma espécie de vacina produzida no Laboratório Militar contra diversas afecções a que eram sujeitos os "instruendos" milicianos daquela época.
  • Paris - 14 de Julho de 1789 - dia que assinala de forma significativa o início da Revolução Francesa, com o assalto (Tomada da Bastilha) a simbólica fortaleza-prisão de Paris. 

Das três datas aqui assinaladas, somente a última, de há 230 anos, ficará para a História.


sábado, julho 13, 2019

Amanhecer DCLXXX


Parque das Nações, Lisboa

Na Gare do Oriente, de partida para outra viagem.
Dou comigo admirar o legado da "Expo98" - extraordinários projectos de arquitectura concebidos e realizados para o grande evento internacional que foi a Exposição Mundial de 1998, em Lisboa.


sexta-feira, julho 12, 2019

Arcos

Évora

Constato a existência de arcos como estes em diversas ruelas da cidade capital do Alto Alentejo.
Pormenores de arquitectura civil - para que servem?
Sustentação e separação, ou ligação das empenas dos edifícios?
Ou simplesmente e apenas una forma decorativa...


quinta-feira, julho 11, 2019

Barrancos DOP


Barrancos, Alentejo
A Cruz de Aviz, gravada a fogo no couro do presunto, garante que o produto cumpriu todas as fases de produção do Presunto de Barrancos DOP, cuja qualidade é há muito reconhecida, e que beneficia do estatuto "Denominação de Origem Protegida".
Ora aqui está uma coisa que a gente não sabia antes de aqui ter estado, no festival da Capital do Presunto alentejano.

quarta-feira, julho 10, 2019

Cataventos


Barrancos, Alentejo

Eu tenho visto trabalhos interessantes,
nestes artefactos (mais decorativos do que utilitários) nas torres e chaminés do Alentejo.




terça-feira, julho 09, 2019

Fronteiras do Ardila


Rio Ardila, Alentejo
A meio caminho entre Barrancos e Amareleja, atravessamos este manso rio.
Aqui ele é fronteira natural que separa o Baixo e o Alto Alentejo - o distrito de Beja na margem esquerda e o de Évora na margem direita.
Além ao fundo, por detrás daqueles montes, o mesmo rio Ardila percorre a agreste paisagem, desenhando sinuosamente a fronteira entre Portugal e Espanha.

segunda-feira, julho 08, 2019

Gloterando ou badalando


Barrancos, Alentejo
Gloterar - som produzido pelo bater do bico das cegonhas. Não é um som vocal, como se poderia inflectir da palavra "glote".

Badalar - tocar um sino que está fixo, batendo nele com o badalo suspenso no seu interior, puxando uma corda.
Pois bem, não ouvi o badalar do sino do relógio marcando as 5 horas da tarde, ouvi isso sim, nitidamente o gloterar da cegonha que construiu a sua morada nesta torre - é como se o relógio tivesse um enorme cuco.




domingo, julho 07, 2019

A Fonte 740


Igreja Paroquial de Barrancos

No interior da igreja setecentista dedicada a Nossa Senhora da Conceição,
pode ver-se este curioso painel de azulejo na parede sobre a "pia" de água benta.
A tradução é: "ÁGUA BENTA É PARA NÓS SALVAÇÃO E VIDA".


sábado, julho 06, 2019

Amanhecer DCLXXIX


Praça do Giraldo, Évora

O meu passeio matinal pelas ruas (ruelas, calçadas, praças, etc.) dentro das muralhas da velha cidade património mundial da Unesco, pode-se dizer que se tornou um vício.
Passaram 50 anos, desde a minha primeira estadia - não voluntária, forçada, pela minha condição de miliciano do exército português - em 1969, era ainda tempo da guerra.
Apesar de tudo, nunca me farto desta terra...





quinta-feira, julho 04, 2019

Entrada de Lisboa



Aqueduto das Águas Livres (Campolide, Lisboa)

Enquanto esperava o comboio para o Sul, deu-me para imaginar o tempo em que o passadiço do aqueduto aqui por cima era o caminho ideal para atravessar o fundo vale de Alcântara, por quem entrava em Lisboa, vindo da região saloia, Sintra e arredores.
Assim foi até meados do século XIX, quando foi decidido encerrar a passagem a fim de pôr cobro a uma inusitada onda de "suicídios" - mais de 70 - que ali ocorreram em três anos.
Descobriu-se depois que havia um culpado desses "suicídios". Era Diogo Alves (o mais terrível assassino de Lisboa) que usando chaves falsas, se movimentava discretamente pelo interior das galerias do aqueduto, de forma a surpreender as suas vítimas, as quais, depois roubadas eram lançadas do topo do grandes arcos para baixo - deste modo não haveria testemunhas e as autoridades pensavam tratar-se de suicídios.
A história (estive a ler) deste "serial killer" Galego é deveras impressionante.


quarta-feira, julho 03, 2019

Farto de praia


Praia das Maçãs, Sintra

Tenho saudades do outro Portugal, o interior, o mais verde,
o que tem outros cheiros que não o das algas e do mar salgado...

É hora de viajar!



terça-feira, julho 02, 2019

Pequenas Bonitas


Praia Pequena, Sintra
Bem bonita, a "pequena camone", enfiada dentro do justinho fato de "surf", caminhando acelerada pela rampa de terra batida de acesso à praia.
Deixou a "camping car" estacionada no caminho junto à falésia, e lá vai ela, com a prancha debaixo do braço, chinelando e acenando entusiasmada em direcção ao areal e ao mar, lá em baixo.
Bem bonita, a "pequena praia", coberta de areia fina e limpa que esconde completamente todas as rochas - com areal assim, a pequena parece grande - fazendo lembrar tempos áureos em que a praia tinha o seu restaurante-esplanada encostado à falésia.
Quem diria que este ano o mar se encarregou de transportar para aqui, uma parte do areal da Praia das Maçãs, que agora tem montes de pedregulhos à vista, na orla marítima.



segunda-feira, julho 01, 2019

No Alto da Vigia


Sítio Arqueológico do Alto da Vigia (Praia das Maçãs, Sintra)
As informações mais antigas sobre a existência de um santuário romano junto à foz do Rio de Colares, são da autoria de Francisco d’Ollanda, (arquitecto, ilustrador) que em 1571 no seu tratado “Da Fábrica Que Falece à Cidade de Lisboa” fez a descrição e o desenho das estruturas que então observou e que pertenceriam ao templo romano.

(Publicação original na Biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda)
De então para cá, o sítio da Vigia foi sucessivamente explorado (devassado) por alguns arqueólogos estrangeiros, que terão levando consigo o que haveria de mais significativo ou interessante.
Os pouquíssimos elementos que restaram, estão a ser investigados por equipas do museu arqueológico de Odrinhas.
Passo aqui, de vez em quando e não encontro novidades nas escavações que decorrem há alguns anos. No entanto, pelo que li num relatório "online", houve achados importantes.

("http://museuarqueologicodeodrinhas.cm-sintra.pt/escavacoes/1/alto-da-vigia.html")





Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...