segunda-feira, novembro 03, 2008

Autoretrato 29


Uma imagem volátil, um reflexo fugaz,
captado (na porta duma Capela do Convento de S. Francisco de Alenquer) num instante de breve paragem na minha caminhada pela vida, em busca de mim.

E continuando por esse mundo fora, a ver se me encontro, vou deparando com imagens de mim enquanto procuro a minha imagem - a minha verdadeira imagem, a que não se vê por fora.

2 comentários:

Anónimo disse...

Bicho:
É mais fácil encontrar uma agulha num palheiro, do que pessoas como tu e eu, nos encontrarmos, a nós mesmos.
Somos mutantes, imprevisiveis. Aquilo que julgamos ser hoje, amanhã já mudou. É díficil para alguém, viver connosco. Mas o pior, é termos nós, que viver toda a vida, na incerteza de quem somos. Deus queira que, um dia tu te encontres. Eu já começo a desesperar de um dia, saber quem é a verdadeira
Maria

O Bicho disse...

Para mim, não é "o pior, termos nós, que viver toda a vida, na incerteza de quem somos" - o pior é ter a certeza, que um dia sou um e no outro dia já sou outro.
E mais difícil ainda é eu ter que viver comigo mesmo.
A alternativa seria optar pela dissociação, mas chegar a esse estado implica chamar a atenção dos serviços de neuropsiquiatria.

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