quinta-feira, abril 02, 2009

Janela sem par

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E vem à janela
ó minha rica donzela
vem asinha, vem cá
anda ver quem aqui está.

Soubera eu cantar
e mesmo de dia, sem luar
com uma "ganda" lata
te faria uma serenata.

Deita o teu olhar sobre mim
e deixa-te ficar quieta, assim
quero tirar-te um retrato
para mandar pintar num prato.

Não te "armes em foleira"
porque hoje é quinta-feira
ou vou-me embora daqui
sem saber se gosto de ti.

Para ti, querida pequena
escrevi isto sem ter pena
só com lápis e borracha
sobre a tampa d'uma caixa.

(a minha poesia, com parelhas de poemas, sem par)

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