terça-feira, janeiro 20, 2009

Um Bolero

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Un cigarrillo, la lluvia y tú

Un cigarrillo, la lluvia y tú
Me trastornan.

Dejo mis labios sobre tu piel
Me vuelvo loco
La posesión del momento
Ya se olvidó del invierno
Y a la ventana se asoman
Buscando sus brazos muertos
Supieron mirar desde el cristal
Que locura
..


Um clássico (1965) de Alberto Cortez, que se transformou numa recordação residente na minha memória para sempre, desde a época (1971?) em que uma versão deste Bolero, esteve nos tops da nossa rádio.
A palavra exacta - nostalgia ou melancolia?
Não sei, só sei «que me invadia uma tão grande e estranha sensação de paz e ao mesmo tempo ansiedade, quando, naquele tempo, antes de sair de casa para mais um dia de trabalho nos Estúdios do Lumiar, eu parava por alguns momentos à janela, fumando languidamente (gosto da palavra) um cigarro, olhando, por olhar, o movimento na rua molhada de chuva, lá fora, enquanto escutava esta música, no programa da manhã da estação de rádio, sei lá qual.»

Hoje, a manhã chuvosa, o dia de céu carregado e a escrita dos "Alcatruzes da Roda", trouxeram-me estas coisas à lembrança. Então, pesquisei na Net e consegui ouvir um bocadinho de uma versão da música - «o efeito? Quase igual a "dantes"...»


2 comentários:

Cristina disse...

Terrible ta photo!
Bionne fin de journée.

Anónimo disse...

Bicho:
O que tu foste buscar!
Que recuerdos me hay traído este Bolero!
Bailes de garagem, doutros tempos, com o meu pai a ver se a distância entre mim e o meu par, estava certa! Músicas que me soam nos ouvidos, como outrora.
"Volver", "Nostalgia", "Diana", "You are my destiny"...
Que sombras foste buscar!
Maldito dia cinzento, cheio de sombras e lembranças.
Olha, vou fumar o cigarrito da ordem.
Beijo
Maria

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