sábado, janeiro 03, 2009

a Fonte 320s


Depois dos "navios", mais uma recidiva: a série das "fontes", também vai continuar.

Prossegue com
uma fonte-cisterna de água do velho castelo, sobre a qual estão outras duas fontes;
duas fontes que às vezes fazem nascer a água nos meus olhos, a maioria das vezes de alegria (graças aos céus!); mas também são fontes de preocupações, de cuidados - como se diz, "nascem com eles, os meus cabelos brancos, crescem com eles, as minhas rugas"; mas compensam quando outras tantas vezes, são as minhas fontes de orgulho.
São as fontes de juventude - o princípio e o fim da juventude - 10 anos e 20 anos.
São as fontes de ternura - estar próximo deles, ainda que, por vezes, invisível, é reconfortante:
- quando à noite passo a minha mão ao de leve pela cabeça de um para o sossegar durante um sonho agitado, resultado de um dia mais atribulado na escola;
- quando vou tapar os ouvidos dela com as minhas mãos, enquanto ela esconde a cara de encontro ao meu pescoço, para não ver nem ouvir a trovoada.

2 comentários:

Anónimo disse...

Ora aqui está um Bicho pouco conhecido: o Bicho pai babado e atento.
Gosto deste Bicho. É lindo o que sentes, é lindo o que escreveste.
Sabes? Quando era pequena, tinha um medo horrivel da trovoada. A minha avó tapava-me a cabeça, deitada nos seus joelhos e rezava alto uma oração a Santa Bárbara. Hoje ainda tenho medo, mas já não tenho avó.
Continua a tapar os ouvidos à tua filha, Bicho. É bom ter alguém que nos ajude nas "trovoadas" que a vida nos prepara.
Beijo
Maria

Kim disse...

A fonte que temos nos olhos, às vezes - surte esse efeito.

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