segunda-feira, janeiro 26, 2009

O Amor em Portugal (4)


("Correio da Manhã" de 25/01/2009) uma inacreditável história de vida:

[Tolerância]
Durante uma rara ida ao mercado, em Argel, Elsa deixou que o crucifixo, que usava por debaixo da camisola, ficasse à vista e o pior aconteceu.
«Apercebo-me da situação e só vejo uns "senhores" com alguma idade, virem direitos a mim. Levei uma sova tão grande com sacas de batatas que fui para o hospital inconsciente. Estive 23 dias em coma.»
[e ela ainda lhes chama senhores..?]

[Igualdade]
Quando se mudou para a Argélia, onde casou com um Mustafa muçulmano, a sua vida transformou-se num pesadelo. Na bagagem levava roupa, que nunca viria a usar, e... um certificado de virgindade, passado pelo médico de família, a única coisa essencial para quem vai dar o nó com um argelino.

[Liberdade]
Durante dez anos, Elsa T. foi proibida pelo marido de sair de casa, de conduzir ou de estender a roupa, porque poderia ser vista por outros homens.

Conseguiu, a muito custo, fugir e hoje recorda a sua história, mas... apesar de tudo, ela não dá razão a D. Policarpo quando este diz que é um perigo casar com um muçulmano. Faria tudo outra vez...

[Masoquismo?] ou [a confirmação do velho adágio: "Quanto mais me bates..!"?]

2 comentários:

Anónimo disse...

Bicho:
A senhora deve mesmo gostar de pancada e maus tratos.
Só há uma coisa em que lhe dou razão: não concordo com o D.Policarpo. Em matéria de casamentos, diz o nosso povo: "não os faças nem os desfaças". Eu, que por acaso só estou casada pelo Registo, acho que não é uma assinatura ou uma qualquer cerimónia, que fazem um casamento. Mas cada um deve fazer o que sente e não reger-se pelo que dizem os outros.
Beijo
Maria dos Alcatruzes

Anónimo disse...

Bicho!

Casar, não sei!
Cada caso é um caso, pois já namorei por mais de ano com um muçulmano, residente em Paris, e apesar da crença e habitos, tudo era moldado nos limites da coerencia e respeito, nada de radicalismo.
Assim, concordo com vocês, esse tal de D.Policarpo, não tem razão
SPUK

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