sábado, junho 16, 2007

FloRosa


Não parece nada mal; quer dizer, não tem aspecto de quem está mesmo à beira de fenecer.
Mas, a verdade é que, amanhã esta beleza, já era!
Toda esta frescura, ilusória vivacidade, não dura mais que um dia, ou dois, quando muito, depois de abrir as frágeis pétalas para expor os òrgãos do interior do cálice.

A Rosa que te dei

E a rosa que te dei
Não foi criada num jardim
Por isso tinha mais significado para mim
A rosa que te dei
Era uma terna e simples flor
Que fez nascer em nós
Um grande amor
E a rua, no mês de junho
Tinha balões, e riso de crianças
O velho da concertina
E a menina que tinha loiras tranças
Dediquei-te uma canção fora de moda
Mas que me era tão querida
Guardei-a entre as mil folhas, desse romance.
Que é o livro da vida.


(José Cid, 1974)

1 comentário:

Carla D'elvas disse...

estás muito inspirado!!!
amanhã é domingo ;)
prepara-te!!!!!carladomar@gmail.com

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