segunda-feira, julho 28, 2008

Amanhecer CXXVIII


Olha só, solidão,
P´ró que me havia de dar..!
Isto de estar às 6 da manhã
Aqui solitário à beira da praia
a ver nascer o dia, com os olhos
A querer fechar;
A cabeça a precisar de sossego,
O corpo a precisar de repouso,
O espírito inquieto.
Não sei o que se passa, mas
Alguma coisa não está bem;
Algo se passa…
Que não é a meu gosto;
Estou sem graça,
Olho no espelho para alguém
Sem alegria no rosto
Nem sinto o contentamento
De ainda me poder ver
Não sei o que é isto,
Quando o Sol chegar,
Eu vou-me deitar.
Será que ainda existo?

1 comentário:

Anónimo disse...

Oh Bicho!
Então tu vais a águas para o Bombarral, e ficas assim? Olha que, o Gaeiras branco, costuma curar todos os males do corpo e do espírito. Pelo menos, era a opinião de "Alguém, que Deus já lá tem", que não foi o Malhôa, não pintava, mas em matéria de "águas", era um grande mestre. Tinha, fama e proveito.
Deixa-te de "angústias metafisicas", Bicho.
Olha, que já a Lili Caneças, mulher de grande inteligência, sabedoria e conhecimento da vida diz: "Viver, é o contrário de estar morto". Medita nesta grande verdade.
Maria

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