domingo, janeiro 21, 2007

no regresso


Foi mesmo há bocadinho,
no regresso do fim de semana,
parei por uns momentos no cimo duma colina com vista para o Oeste.
Entre mim e o sol, o ar fica mais fresco:

é a névoa que se adensa;
a humidade que sobe desde o fundo do vale, lá em baixo
e começa a filtrar os raios de sol rasantes.
Tenho tempo, espero, vou ver o pôr-do-sol.
Não, mudei de ideias, já não quero ver o sol a esconder-se;
lá, atrás daquela último monte, o mais distante, fica a aldeia onde estão guardadas muitas memórias da minha infância;
e nesta hora, não me apetece recordar esses belos tempos;
não me apetece sentir a nostalgia do tempo,
nem a saudade das pessoas desses tempos
que ficaram muito para além daqueles montes,
distantes, lá muito longe no calendário
e agora, aqui tão perto no mapa da estrada;
nem quero pensar nisso,
Tristeza? Não sei, talvez?
Ligo a câmara, tiro a fotografia e... em seguida, fecho os olhos! Não quero ver o pôr-do-sol.
O barulho das luzes dos farois dos carros que passam na autoestrada, ali ao meu lado, fez-me despertar - não é tarde nem é cedo - retomo o caminho para casa.

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