sábado, outubro 13, 2007

Amanhecer LXXXVII


Esta manhã acordei com uma imagem de infância - um recanto da casa da minha Avó Raquel, na aldeia do Livramento (Oeste).
O poial da cozinha com o cortinado de chita aos quadradinhos, preso com o esticador.
Na parede, o forno a lenha para cozer o pão - o saboroso pão escuro, à moda saloia.
No lado esquerdo, uma bilha e um pote de barro, guardavam a água da fonte, fresca e limpa para beber e cozinhar.
No cantinho à direita, o apoio onde se cozinhava lentamente, ao calor das brasas de lenha de videira - a sopa de feijão encarnado com massinhas de pevide com um sabor exclusivo, inimitável, inesquecível, tão única que nem mesmo a minha Mãe, conseguia fazer, por mais que tivesse tentado.
O segredo da confecção: a qualidade da água, do feijão e das batatas da horta, o tempo, o lume de lenha e o ar, o ar impoluto, especial daquela aldeia da zona Oeste.

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