domingo, março 12, 2006

portas do tempo I


[Colares - Sintra]

O tempo, não mora aqui.
O tempo infinito passou por aqui, não parou.
Ele não pára, tem sempre pressa o tempo nunca tem tempo para parar um pouco e sossegar.
Avança sempre, não recua, não vacila, nem uma só esitação.
Monotonia cadenciada.
"Não há tempo a perder" - não se consegue perder o tempo não se perde, encontra-se e gasta-se, consome-se.
"Só para ganhar tempo" - ganha-se dinheiro (e gasta-se), ganham-se amizades, ganham-se cabelos brancos, o tempo não se ganha, é de borla, não se paga, ele está aí por todo o lado, sempre disponível para ser utilizado, usado, gozado, não acaba nunca, desde tempos imemoriais até... sabe-se lá quando!??

(acreditem, foi isto que eu pensei, quando vi esta porta)

2 comentários:

Anónimo disse...

Apenas na união de dois corpos o tempo parece parar,mas, não ele não para,parar é morrer,vamos é viver.VIVA A VIDA Maria

Anónimo disse...

Adoro este fotografia.
texto muito lindo.
Bom domingo,beijinhos

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