terça-feira, abril 07, 2009

tristeza... enfim


aqui no cimo de Cabeço de Vide

Naquela tarde luminosa de Abril
sozinha no mirante do pelourinho
o olhar perdido no horizonte do sul
já não tem ninguém para conversar
não restam memórias para reviver
amigos foram desistindo e ela resiste
a vida é assim, muitas vezes triste
os turistas que apreciam a paisagem
dizem "boa tarde" e passam ao lado
tiram a fotografia e seguem viagem
parece indiferente mas vendo bem
aquele rosto fechado inexpressivo
tem vincada uma tristeza sem fim
que tocou a minha sensibilidade
imagino-a donzela nos anos vinte
pelo campo correndo em liberdade
conhecê-la então e vê-la agora assim
passaram muitas, muitas Primaveras...

segunda-feira, abril 06, 2009

a fonte 364


Amorfa, sem nada de notável para assinalar - é grande, chata e não tem água.

Aqui há dias ela estava em Évora e penso que, hoje lá continua a estar, no mesmo sítio - eu deixei-a lá ficar...

a ver navios 70


Eu tive uma amiga de Peniche
que morava no Sítio da Nazaré.
A minha amiga e colega, Aliche,
nunca me deixava andar a pé.


(A imagem, o dia, o sítio... não percebi muito bem o que é que hoje aqui me fez recordar a Dra. Aliche S.R. - um beijo para ela, onde quer que se encontre.)

domingo, abril 05, 2009

a fonte 363


Há coisas e há lugares que "não lembram a ninguém", como este sítio que surgiu no meu caminho como que vindo do nada. Não me passava pela cabeça que existia uma aldeia no Alentejo chamada Veiros. Entre Estremoz e Monforte, este lugar que já foi importante e até tem (ou melhor, teve) um Castelo e uma Fonte Nova.

Quando percorro as estradas desse nosso Portugal longínquo (longínquo, por se encontrar tradicionalmente longe das nossas vidas) acontece-me muitas vezes deixar o caminho em que sigo e mudar de direcção, fazer um desvio para ver o que é que há num qualquer lugar que não conheço - movido por não sei que impulso, há quem lhe chame "glimpse", sem saber o que vou encontrar, às vezes nada, mas tenho esta mania e pronto, não resisto - e por causa disso já perdi alguns jantares e algumas horas de descanso mas também por isso, já vivi muitos bons momentos de agradáveis surpresas.

sábado, abril 04, 2009

Amanhecer CLXIV


Descobri esta espécie de cacto - não sei como se chama, nem qual a origem - que tem uma florescencia espantosa.

sexta-feira, abril 03, 2009

a fonte 362

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Muito especial.

Uma fotografia a pedido, na cidade de Hania.
Na Ilha de Creta, onde os deuses encerraram o Minotauro no Labirinto de Dédalo.
Esperamos "miúda" que, à semelhança de Teseu, não percas "o fio à meada" do novelo de lã que te permita encontrar um dia destes, o caminho de regresso a casa.

a ver navios 69


Na margem direita do Sado
por entre o denso arvoredo
em cima de um liso penedo
deixei-me ficar assentado

bebendo um copo de vinho
ao meu lado no frapé frio.
fixo o olhar nas águas do rio
esperando ver um golfinho.

Da foz vem a fresca aragem
que traz o cheiro a maresia.
Então sinto a barriga vazia
e mando-lhe uma mensagem:

Diga-me lá ó minha amiga,
Falta muito para o almoço?
Estou aqui que nem posso!
Tenho um rato na barriga...

(para uma amiga de entre o Tejo e Sado)

quinta-feira, abril 02, 2009

Janela sem par

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E vem à janela
ó minha rica donzela
vem asinha, vem cá
anda ver quem aqui está.

Soubera eu cantar
e mesmo de dia, sem luar
com uma "ganda" lata
te faria uma serenata.

Deita o teu olhar sobre mim
e deixa-te ficar quieta, assim
quero tirar-te um retrato
para mandar pintar num prato.

Não te "armes em foleira"
porque hoje é quinta-feira
ou vou-me embora daqui
sem saber se gosto de ti.

Para ti, querida pequena
escrevi isto sem ter pena
só com lápis e borracha
sobre a tampa d'uma caixa.

(a minha poesia, com parelhas de poemas, sem par)

Porta Aberta


Hoje,

depois de ler "O GOSTO DA ESCRITA", da Maria,
em viagem pelas terras durienses,

depois de ler os "MOMENTOS DA VIDA", do Kim,
em viagem pelas noites parisienses,

depois de ver o "CHE: GUERRILHA", do Benicio del Toro,
em viagem pela história boliviana,

não tenho mais nada a acrescentar e vou sair de mansinho, sem barulho, por esta Porta (Oriental) do Castelo de Palmela, que encontrei aberta...

a fonte 361

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PALMELA

Bom, já que estou aqui no terreiro do Castelo, vou recordar um episódio aqui ocorrido ao tempo do Principe Perfeito, el-Rei D. João II:
«O Bispo (de Évora), ao tempo da morte do Duque (de Aveiro), estava com a
Rainha, e aí o foi chamar, da parte d’el-rei, o capitão Fernão Martins; e em
saindo fora, foi logo preso e levado com muita gente e muito recado ao Castelo
de Palmela e metido em uma Cisterna sem água que está dentro da Torre de
Menagem, onde daí a poucos dias depois faleceu, e dizem que com peçonha.»
- Garcia de Meneses, que então era Bispo em Évora.
- Garcia de Resende, o Cronista nascido em Évora.
- Bicho de Fotociclista, o Fotógrafo de serviço em Évora.

Obs.:
apesar de (reparei agora) a imagem ser igualzinha à que ilustra a página da Wikipedia, esta foto é minha, captada "in loco" anteontem.

quarta-feira, abril 01, 2009

Mentirinha


É mentira, é mentira
É mentira, sim senhor
Eu nunca pedi um beijo
Quem mo deu foi meu amor!!!

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...