quarta-feira, março 16, 2011

a fonte 569


Para não ir mais longe,
hoje ficamos aqui por Lisboa,
no Jardim do Príncipe Real,
com outra face de uma fonte
(obra de ferro forjado,
ou será bronze?)
já publicada aqui "a fonte 560".

terça-feira, março 15, 2011

Rio interior


Vejam só...
as coisas interessantes que se aprendem
ao andar a pé pelas ruas da minha cidade.
Ou...
alguém devia ensinar este filósofo de rua
a utilizar o "facebook" ou um "blog" para
divulgar as suas lucubrações filosóficas.

segunda-feira, março 14, 2011

a ver navios 111


E chega uma altura da vida em que ...

"É indiferente, morrer ou viver
já pouco importa, tanto faz.
Mas se não puder viver em paz,
apetece deixar-se morrer."

(Coisas que passam pela cabeça de uma pessoa, no silêncio da madrugada, naqueles minutos que precedem a alvorada, momentos decisivos para o renascer de mais um dia ou não...)

domingo, março 13, 2011

A Fonte 568



Há já muitos anos, há décadas mesmo,
que eu não via esta fonte da Praça D. Pedro IV, em Lisboa, assim tão bem rodeada de gente, de povo vivo, activo.
Aqui, diluido no seio do meu povo, ontem à tarde senti-me algumas vezes transportado no tempo, até um passado que vivi com muita emoção.

sábado, março 12, 2011

Amanhecer CCLVIII


Esta flor, não sei como se chama,
dá-se bem na minha casa.
Floresceu durante o tempo frio,
com uma cor bem quente - Vermelha.
Gostava mais de um Cravo,
a flor adequada ao dia de hoje,
a lembrar Abril e o Maio de 74.
Mas este ano o Inverno foi rijo
e ainda dura.
Tarda em aquecer o tempo.
Não floriram ainda, no meu quintal,
os Cravos Vermelhos.

quinta-feira, março 10, 2011

A Fonte 567


Fonte da Misericórdia, Portalegre
A data 1906 (ou 1908) está inscrita por cima do brasão de armas da cidade gravado em relevo, no mármore branco com laivos vermelhos e negros.

Não escolhi o melhor enquadramento para fazer a fotografia - os automóveis estão a mais na imagem. Infelizmente, em muitas ruas e recantos das zonas históricas das nossas cidade é permitido o trânsito e estacionamento de automóveis. É assim, o que se há-de fazer..?

quarta-feira, março 09, 2011

Santo(a)s da Casa



MARVÃO

Uma antiga porta da igreja,
o lugar do santo, hoje está bem ocupado por aquela que tem tido uma paciência de santa para me aturar no dia-a-dia, desde há 30 anos.

terça-feira, março 08, 2011

a Fonte 566

Em noite de Carnaval,
havia em Castedo, um costume curioso. Era o das pulhas ou casamentos:
Homens munidos de grandes funis colocavam-se em morros fronteiros da aldeia e dali anunciavam, uns para os outros, casamentos de pessoas que muito bem entendiam, intrometendo­-se frequentemente na vida privada.
Ultimamente as pulhas são “deitadas” cada vez menos, tendo praticamente desaparecido.


Um dos Miradouros de Castedo do Douro, Alijó
Adeus, adeus, ó Castedo.
Com que fazeis a vindima?
Com talhadas de botelha
e rabinhos de sardinha.

Adeus, adeus, ó Castedo,
Quem te correra aos tiros,
c’uma pistola de prata
cargadinha de suspiros.

(Cancioneiro Popular Duriense)

domingo, março 06, 2011

a ver navios 123



Há muitos, muitos anos (provavelmente mais do que terá esta carcaça de traineira do rio), os miúdos e miúdas da minha rua, ocupavam uma parte do tempo livre com jogos e brincadeiras em plena rua.
Desses, recordo hoje esta cantilena, que servia de base a uma inocente e animada brincadeira na qual participava normalmente um grupo grande de rapazes e raparigas, à mistura.

Que linda falua,
que lá vem, lá vem,
é uma falua,
que vem de Belém.

Eu peço ao Sr Barqueiro
que me deixe passar,
tenho filhos pequeninos
não os posso sustentar.

Passará, não passará,
algum deles ficará,
se não for a mãe à frente,
é o filho lá de trás.

sábado, março 05, 2011

Amanhecer CCLVII



Desde esta janela virada a sul,
avistamos uma nesga de sol que irrompe, enfim, por entre um halo nas núvens que teimavam em prolongar a noite.
É uma réstia de esperança, uma promessa de mais animação para o Sábado Gordo, na cidade que agora desperta lá em baixo no vale, aos pés deste altaneiro Castelo do Sul.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...