segunda-feira, agosto 04, 2008

a Fonte 261


Como diz o povo e com razão, "tristezas não pagam dívidas".

Por isso cá vai, à saúde, à nossa e das nossas queridas, que, apesar da ausência física, estão sempre connosco - eu falo por mim, que sou assim, mas tenho quase a certeza que os outros quatro companheiros de "comes e bebes" estão na mesma onda.

Ora bem, quando acabar de beber a minha taça desta cascata por onde escorre a primeiríssima produção de sempre, Exclusiva, de Espumante Reserva 2006 arinto/moscatel "CONFRARIA" para acompanhar as Ostras gratinadas (na telha de barro) em forno de lenha, vou continuar na mesma, triste e acabrunhado, com muitas saudades da minha amada, mas vou adormecer muito mais depressa e dormir mais sossegado a pensar

- "AMIGOS, QUE BOM QUE É TER AMIGOS AO PÉ!"

domingo, agosto 03, 2008

hoje chorei


(estou feito maricas; tenho-me uma raiva do caraças; só me apetecia cortar metade de mim; retirar do meu ser, este lado hiper-sensível, porque me faz chorar; que desencadeia emoções difíceis de controlar; sentimentos que não consigo evitar nem ao menos ocultar)


e vou acabar o dia a chorar
é esquisito este sentimento
apatecia-me ir e não voltar
agora que estou de partida
sinto já uma imensa saudade
o conflito que carrego comigo
tem muito peso - um lamento
a contradição da minha vida
procuro conforto de um amigo
dos bons tempos da mocidade

não imaginava a vida assim.
ainda mal acabei de crescer,
acreditem porque é verdade
isto que eu vos estou a dizer:
"vou a gostar de outra cidade
que não a Lisboa onde nasci"

sem a minha querida Lisboa?
vai ser possível? não acredito.
só de pensar nisso, fico à toa
de tal maneira tão esquisito,
que até a inspiração, perdi...

Nova Yorque será o princípio,
espero eu que não, o do fim...

e chegada a Hora


(o relógio, que por acaso, trabalha e tudo e bem certinho, fui eu que fiz; o boneco, foi obra de uma artista de Constância do Ribatejo)

Há-de chegar uma hora em que,
a cobardia não mais controla o instinto de sobrevivência.

Há-de chegar uma altura em que,
ele vai deixar de ser o palerma e vai dizer, BASTA!!!

Há-de chegar um tempo em que,
de repente, sem saber como, a sua vida muda de cor.

Subitamente, para quem não considera possível haver uma mudança.
Inesperadamente, para quem não se apercebe dos repetidos avisos.
Inexplicavelmente, para quem não atribui importância aos protestos.

...e Basta! Minha Besta!!!
Vamos lá tomar uma Aspirina p'ra ver se a coisa melhora.

sábado, agosto 02, 2008

Amanhecer CXXIX


CXXIX => 129

Certo?! Ainda me lembro da Numeração Romana!
As coisas que antigamente a gente aprendia, para nunca mais esquecer, na 4ª Classe da Escola Primária...

Mas, voltando ao início:
mais ou menos 129 semanas, a dividir por 52, dá cerca de de 2 anos e meio, desta lenga-lenga do "Amanhecer" do Fotociclista, ao Sábado.

Hoje estou com um bocado de pressa, por isso, deixo aqui apenas o meu Girassol amarelo, para quem gostar de vê-lo.

quinta-feira, julho 31, 2008

Esquecimentos

O que é que eu ia dizer?
Esqueci-me.
Qual a fotografia que era para por aqui?
Esqueci-me.

quarta-feira, julho 30, 2008

a ver navios 22

Caíque

embarcação de pesca, transporte e comércio, usada essencialmente na pesca do alto com aparelhos de linhas e anzóis.

De desenho fino e alongado, 18 a 20 metros comprimento, 5,5 metros de largura, cerca de 30 toneladas, proa alta e popa rasa, convés corrido com 3 escotilhas a meio.
Armava 2 velas de bastardo ou latinas, em 2 mastros colocados em 2 direcções opostas -um para vante e outro mais curto para ré.

Consoante os ventos usava ainda outras velas como a polaca, a cachapana, o cachamarim e a traquetina. Quando não havia vento era possível mover-se com a ajuda de três pares de remos.

A tripulação poderia ir até 35 homens e 1 ou 2 cães de água que eram usados para procurar o peixe que se desferrava dos anzóis.

a Fonte 260


Damaia

O quê? Mais fontes?
Pois, não acabaram.
Esta não foi fotografada por mim - encontrei-a no Arquivo fotográfico da C.M. de Lisboa.

A fonte, já desapareceu há muito, ainda eu era um puto que percorria, livre e despreocupadamente, muitas vezes sozinho, as veredas que serpeavam os campos de trigo e tremoço dos arredores da Porcalhota.

Os dois arcos do Aqueduto das Águas Livres davam acesso à "passagem de nível" junto à antiga Estação da Damaia.

E eu, empurrando o meu "carrinho feito de uma cana com volante e duas rodas de arame de fardo", parei aqui muitas vezes, para beber água, quando fazia a caminhada desde a Porcalhota até ao Bairro Taxa (Buraca) para passar as tardes em casa de um colega de escola, porque ele não tinha mais ninguém com quem brincar apesar de ter um sótão cheio daqueles brinquedos que eu só conhecia de ver nas montras do Chiado, no Natal - imaginem que ele até tinha carrinhos "Corgi Toys" e "Dinky Toys".

de ontem


(Quarta-feira, fim de Julho)
Ai, hoje sinto-me como se fosse ontem
Quando parecia não haver o amanhã,
Que afinal já chegou, e até já passou,
Com as flores que secaram no prado.
Entrei agora no futuro de um passado,
Um qualquer, esquecido, que murchou.
Por entre o verde intenso da Hortelã,
Espero que as novas Zínias despontem.

terça-feira, julho 29, 2008

sem maneiras


Chegada a hora de podar as roseiras,
Cortar ramos velhos e folhas secas.
Lá estava eu, no quintal, em cuecas.
- Oh Bicho, vê lá se tens maneiras...

segunda-feira, julho 28, 2008

Amanhecer CXXVIII


Olha só, solidão,
P´ró que me havia de dar..!
Isto de estar às 6 da manhã
Aqui solitário à beira da praia
a ver nascer o dia, com os olhos
A querer fechar;
A cabeça a precisar de sossego,
O corpo a precisar de repouso,
O espírito inquieto.
Não sei o que se passa, mas
Alguma coisa não está bem;
Algo se passa…
Que não é a meu gosto;
Estou sem graça,
Olho no espelho para alguém
Sem alegria no rosto
Nem sinto o contentamento
De ainda me poder ver
Não sei o que é isto,
Quando o Sol chegar,
Eu vou-me deitar.
Será que ainda existo?

domingo, julho 27, 2008

a ver navios 21



Chego a um tempo em que
Sinto que já está tudo feito.
Não penso fazer mais nada,
Mas, vou ficar aqui só a ver?
Que ideia!
Vou, no entanto, continuar a
- Escrever, sem ser um livro.
- Plantar, sem ser uma árvore.
- Coisar, sem fazer um filho.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...