terça-feira, janeiro 09, 2007

a Fonte 51


Na Chança, ou Chancelaria - Alentejo.

A fonte que estás aqui a ver,
lonje vai o tempo, em que ela tinha
sempre muita água a correr;
em passando aqui, todo o gado vinha
uma e outra vez matar a sede.
Hoje é apenas uma grande banheira
colada à sombra duma parede.
"Um dia... há-de correr água à maneira,
quando acabar este tempo de poupança!"
Promete o Presidente da Junta da Chança.



(Poesia de improviso, dedicada à gente da Chança,

ditada pela minha costela (esquerda) alentejana.)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Vontade de dizer


Apetecia-me escrever poemas de dizer;
dizer que tenho vontade, muita, de escrever,
para dizer o que tenho vontade de dizer,
e não consigo escrever: Oh, coisas parvas.

Esta noite sonhei muito, com tudo o que receio,
mas não só, felizmente, sonhei também com o resto,
misturando o sonho, com o sono dos inocentes.
Coisas sem pés nem cabeça, sem nexo, sem origem,
sem dono; onde realmente nasceram aquelas ideias
que me povoaram o espírito durante toda a noite?
Ou teriam sido apenas, não mais do que, três segundos?

Não sei como dizer, mas mais nada tenho que explicar.
Não, talvez para alguns, seja preciso mesmo explicar,
mas pensando bem, não vale a pena... pois não;
se precisam que eu tenha de explicar coisas destas,
então não. Não vejo necessidade de explicar nada.
Não chegam lá. Por isso, ficamos assim... até ver!!!

O Barco do Amor



Comprei este barco telecomandado para o meu "Bilo" (Miguel, 8 anos).
Finalmente!
Andava há muito tempo com essa ideia, oferecer ao meu filhote (e a mim, que sempre quis e nunca tive) um barquinho com controlo remoto, que servisse de pretexto para passarmos umas horas os três (pai, filho e barco) juntos a brincar ao ar livre, nos lagos dos jardins desta cidade, que eu adoro e conheço bem.
Ontem estivemos, grande ideia, num dos mais admiráveis mirantes de Lisboa, com lago. O jardim de Montes Claros, no extremo Oeste do Parque Florestal do Monsanto tem um lago mesmo à maneira para o nosso barquito.
E foram horas de alegria e brincadeira que fizeram inveja (eu bem percebi) a muitos miúdos e pais que passeavam por ali, à tardinha, com os filhos, as bolas e os cãezinhos de família.

Houve mesmo uma miudinha, dos seus 8 anos, que pediu,
"deixas-me experimentar dar uma volta com o teu barquinho?" - e o Miguel deixou.
Um outro miúdo, que deambulava por ali, dizia para o pai,
"ofereceste-me um barquinho igual a este, pelo Natal, e afinal..?" - e esse pai confessava-me, enquanto o puto dava chutos nas bolotas de ciprestes,
"mas porque é que eu nunca me lembrei de vir aqui para este lago, brincar com ele?"

Fiquei satisfeito (contente comigo mesmo), foi bom ouvir isto. É uma sensação tão boa, perceber como uma simples atitude, pode vir a fazer uns quantos putos felizes. Espero encontrar, naquele lago, na próxima semana, mais pais e filhos a fazerem corridas com os barquinhos telecomandados.


Só um pequeno senão:
gente miúda que atira com lixo para dentro do lago... está mal, muito mal. Se eu vir alguém fazer isso, vou-me zangar de verdade!!!

domingo, janeiro 07, 2007

amanhecer 50 e tal


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hoje o sol demorou a levantar a neblina que se estendeu desde o Vale do Tejo em Lisboa e arredores, até lá para o fim do Alentejo..
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sábado, janeiro 06, 2007

Amanhecer de novo



Porque hoje é Sábado, o primeiro do Ano, temos um amanhecer diferente:


a fotografia desta madrugada, foi tirada algures,
entre o Vale da Ribeira de Colares e o Vale da Ribeira da Seda,
no caminho entre o mar azul da Praia das Maçãs e os prados verdes do Alto Alentejo.
até logo..

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Pensamento do dia (1)



a relva, a vaca e o amor


O AMOR É COMO A RELVA.

PLANTA-SE E ELA CRESCE.

VEM UMA VACA E ESTRAGA TUDO..!


(Jorge Nuno, 2007)
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quinta-feira, janeiro 04, 2007

a Fonte 50



Lisboa - junto à Igreja da Graça, à direita o Miradouro, à esquerda a Villa Sousa e a Travessa das Mónicas, ao fundo a Costa do Castelo.

por identificar



Menino e Mãe em Bronze - Lisboa - Bairro da Graça.

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Está no Céu o menino,
Quando sua mãe o embala.
Ouve-se o coro divino
Dos anjos, a acompanhá-la.

Como num altar de ermida,
Ando no teu coração;
Para ti sou mais que a vida
E trago o mundo na mão.

(Jaime Cortesão)
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quarta-feira, janeiro 03, 2007

a Fonte 49



Junto ao Santuário da Sra. da Rocha em Linda-a-Pastora.
No Vale do Rio Jamor - entre Carnaxide e Queijas (Oeiras).


Sete rapazinhos e um coelho, brincadeira, etc. etc. na toca, etc. etc. entrada, buraco, etc. etc. os 7 descobriram várias ossadas, antiga gruta funerária, etc. etc. voltaram em 31 de Maio de 1822 e encontraram uma pequenina Imagem de Nossa Senhora, Padroeira de Portugal.
A descoberta foi rapidamente divulgada e muita gente acorreu a ver a tal gruta que, na verdade, (ainda) é digna de se visitar e a prestar culto à Imagem aparecida até que,
D. João VI (cognominado O Clemente) achou o lugar pouco próprio para prestar culto público à Imagem e mandou trasladar esta para a Sé de Lisboa, onde se manteve durante 61 anos até que,
Tomás Ribeiro (homem de muita fé) ao passar férias na região, tomou conhecimento da tristeza do povo por lhe terem levado a Milagrosa Imagem dali para a Sé e com os seus esforços e grande influência, conseguiu devolver a Imagem da Nossa Senhora, aparecida na Gruta da Rocha, ao lugar original e fez com que,
Hintze Ribeiro (nome de triste memória) mais os Príncipes Reais e a Rainha D. Amélia, viessem inaugurar em 1893, o que passou a ser o santuário mariano mais visitado da região de Lisboa, onde se realizam anualmente grandes festejos, comemorativos da aparição.

terça-feira, janeiro 02, 2007

para pensar



Com loucos, ébrios e néscios, a vitória não traz glória e a derrota é vergonhosa.

(Eis uma afirmação que, ouvi dizer a um pensador Brasileiro, dá que pensar)

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Ano Sete



Pois bem, cá estamos finalmente... e, ora bem, de novo nos encontramos num Ano Sete.
Acerca de um ano Sete há sempre muitas coisas para dizer... só que, agora não me lembro de tudo.
Desculpem os amigos (e os outros) leitores, mas há muita confusão na minha cabeça.
"Coisa própria da época" - podemos dizer, mas não é só!!!
Há muitas coisas mais, muitas emoções, muitas indecisões... não sei por onde começar, este Ano Sete???

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...