sábado, maio 31, 2008

Amanhecer CXIX



O pequeno-almoço, aqui não, isso não dá.
O bom é, sentar sob o alpendre a apreciar a vista e respirar o ar puro, enquanto se bebe um aperitivo a fazer tempo para o Almoço. Onde?

Na Quinta do Chão do Prado, em Bucelas, onde se prova (e bebe-se) um verdadeiro Espumante de Arinto, que pode escolher para companhar as entradas ou os pratos principais do restaurante.

O sítio, a paisagem, a comida, a bebida (o Espumante de 2004 tem 12,5º), o serviço, a simpatia (da Mafalda), tudo excelência e simplicidade.

Recomendo (mas não para muita gente) este pequeno espaço, para um almoço em sossego, a dois ou a quatro.

sexta-feira, maio 30, 2008

a Fonte 243


Belas (Sintra).
Se estiverem a pensar lá ir para apreciar esta Fonte, não vale a pena, é má ideia e é tempo perdido.
Mas,
se for para comer uns "Fofos" ainda quentinhos à saída do forno e beber um "Abafado" ou um "Moscatel" na Casa dos Fofos de Belas, aqui pertinho desta miserável fonte, Ah, sim!!!
Isso sim,
vale a pena, pois essa fábrica caseira com 200 anos, é a única no mundo, a única mesmo onde se fabricam diariamente, com a mesma receita de há muitos anos, os deliciosos "Fofos" - é coisa mais ou menos como a Casa dos Pasteis de Belém.

Vistas as coisas

..e posta a situação nestes termos, tenho a dizer que não há mais informação disponível para apresentar adequadamente o que me proponho desenvolver no sentido mais lato do termo ou "lato sensu", que é como se sabe, precisamente o oposto do sentido restrito da palavra, que muitas vezes se utiliza para não querer dizer nada ou dizer muita coisa que não represente algo que valha a pena saber ou perder tempo a ler; se bem que, não se deve considerar como tempo perdido o tempo passado a ler, mas antes tempo gasto, consumido, como sempre repetia o meu velho director do centro de documentação onde trabalhei, de cada vez que alguém lhe dizia que tinha estado a perder tempo lendo os índices da biblioteca à procura de um assunto que não se encontrava disponível no local, tempo esse que podia ter sido utilizado noutra tarefa qualquer mais importante (ou menos) segundo o ponto de vista do interessado no resultado do trabalho em curso.

O tempo não se perde. Se assim fosse, mais tarde ou mais cedo, alguém haveria de o encontrar, algures por aí. Ora, não há memória de que alguém tenha alguma vez achado um bocado de tempo (nem muito nem pouco) perdido no chão da rua.

Muita gente se queixa de perder tempo nos transportes, todos os dias. Mas o facto é que nunca ninguém se lembrou de ir procurar o seu tempo perdido, nas prateleiras dos armazéns de "Perdidos e Achados" da Carris, do Metro ou da CP.

Portanto, conclui-se que nunca se perde tempo. O tempo consome-se, a fazer isto ou aquilo, ou nada.

Ora tudo o que se consome, nesta nossa sociedade capitalista, tem que ser comprado. Consequentemente, alguém terá que vender, mas, já pesquisei na Internet e não consegui encontrar Fornecedores de Tempo.

E já agora, se dizem que somos Consumidores de Tempo, devíamos pdir à DECO a criação de um LIVRO DE RECLAMAÇÕES para registar o tempo gasto, mal consumido, ou mal-passado, como por exêmplo, o tempo que esteve a ler estas tretas aqui, se é que conseguiu arranjar tempo para isso.

obs.:
Não tive tempo para colocar a indispensável imagem neste post - fica para depois.

quinta-feira, maio 29, 2008

a Fonte 242


Há Fontes ou Chafarizes sobre os quais não há muita coisa para contar, nem histórias para inventar, como é o caso deste.

Aqui, basta olhar e apreciar a paisagem, magnífica!
Estamos na encosta do Alvito, no jardim do bairro de casas de renda económica, construído em 1937, nos limites da Serra do Monsanto, em Lisboa.
Logo abaixo, fica o campo de Futebol do Atlético Clube de Portugal, uma velha glória do desporto em Lisboa, que esse sim, tem muita história.

Obs.:
Inicialmente, o Bairro tinha o nome de "Doutor Oliveira Salazar", tal como a Ponte que aqui atravessa o Tejo.

a ver navios 13



Hoje vou chegar tarde,
a um qualquer lugar,
não sei onde nem porquê,
ainda...
Tenho pouco tempo disponível;
Falta-me a segurança,
falta-me o gosto, ou o "bom gosto",
conforme o ponto de vista;
é uma questão subjectiva.
Falta-me o conforto interior.

Não há mais nada a fazer;
tenho medo e tenho raiva,
tudo ao mesmo tempo,
numa só impressão,
duma só vez.

É como se Eu fosse dois,
um contra o outro
e os dois contra mim.
Tão depressa me odeio
como me acarinho
e logo me desprezo,
para, de seguida,
olhando-me por fora,
me setir vulnerável
e, uma vez mais...
como sempre, protejo-me!

quarta-feira, maio 28, 2008

Antologia 4


E, também há, o ANALECTO,
que pode designar uma colectânea de fregmentos literários.
O termo, vem do grego "analectos" (recolha) - alcunha do desgraçado do escravo que era especializado na recolha de restos de refeições.

E ainda, por via latina, através de "analecta" - nome atribuido ao intelectual ou escriba dedicado à compilação de frases e palavras.

Obs.:
É fácil confundir com o ANACLETO, nome próprio que tem étimo Grego (aquele que foi invocado).
E ainda temos, a ANA CLETO, não conheço nenhuma, mas sei que há muitas, basta pesquisar na Net.

terça-feira, maio 27, 2008

a Fonte 241


LAPIDE

Chafariz do Largo do Rio Seco (Ajuda, Lisboa)

Estava ligado a outro chafariz mais acima, na Travessa do Chafariz, por um muro (conduta) de transporte de água, parcialmente destruído.
Os chafarizes e o que resta do muro, se não forem alvo de recuperação urgente correm o risco de ser completamente demolidos, por passarem despercebidos, no meio da degradação das casas devolutas que os rodeiam. Estão muito sujos e cheios de lixo.

No lado oposto da Rua do Rio Seco existem uns antigos fornos de cal que bem podiam ser preservados, evitando-lhes o mesmo destino (entulho) das antigas grutas do local.

segunda-feira, maio 26, 2008

a ver navios 12



(a mensagem IV)

1.5
Fugiste de mim, dizes tu,
Porque secou tua paixão,
Quando me viste todo nu
Só com as cuecas na mão.
1.6
Descalço até ao umbigo,
Com a coisa pendurada.
Disseste, “Oh, meu amigo,
Mas que coisinha de nada.”
1.7
E deste-me um conselho:
“Vai de férias p’ra longe,
Ou entrega-te, meu velho
A um retiro como monge”.
1.8
O que vou fazer agora,
Da minha vida tão ruim?
Nada! Vou mas é embora.
O poema chegou ao FIM.

domingo, maio 25, 2008

falar sozinho


estou na Lua,
não me chateiem,
que eu agora estou na Lua...

mas que porra de vida esta,
que só me apetece escrever;
e escrevo para não falar,
porque quando falo sòzinho,
toda a gente me manda calar:
- Oh Bicho cála-te,
já estamos fartos de te ouvir p'raí a rezar.

Não percebo...
ainda há bocado diziam na TV:
- Oh, o Monólogo do Joaquim Monchique,
tem batido todos os recordes de audiência.

Imaginem, toda a gente quer ouvir, todos acham o máximo;
e até pagam para ouvir o Jaquim falar sozinho.!?

Ora gaita! Isso é uma grande ideia.
Se eu tivesse oportunidade de levar à cena um monólogo,
"O Meu Monólogo",
seria com toda a certeza um grande sucesso de bilheteira;
eu havia de conseguir
levar ao Teatro muito mais gente do que o "Paranormal" do Monchique;
Como? o quê? para me ver?
para me ouvir? Claro que não!
Então? É simples, muita gente havia de querer
pagar o bilhete de Teatro, só para ter o prazer,
de satisfação ou de raiva, de ir lá mandar-me calar.
Para poder
dizer - "Eh pá, oh Bicho, tá calado, pá..!"

sábado, maio 24, 2008

a Fonte 240


Mais uma das famosas fontes plantadas no recinto do Castelo de S. Jorge, Lisboa.
Bom, mas esta, pelo menos deita água, que até se pode beber - não tem o habitual letreiro "AGUA IMPROPRIA PARA CONSUMO".
Plantada é o caso, pois "tasse mesmo a ver" que daquela parede não podia brotar água de nascente, naturalmente.
A não ser que Abraão ressuscitado, 40 séculos depois de ter andado a praticar o milagre da água nascente, nas pedras do deserto, tivesse passado por Lisboa para zurzir, com a sua varinha mágica, as pedras da muralha do Castelo, para as obrigar a deitar água.
Ou também podia ter sido o Boisés - como dizia o meu puto em pequenino - com aquele cajado mágico que fez afastar as águas do Mar Vermelho. Pois, o homem, depois de ter feito a entrega do Povo Hebreu na Terra Prometida, veio até Lisboa à procura de trabalho e... um belo dia, pimba afinfou uma cacetada naquela parede do Castelo?
Ah... não. Não pode ser - a especialidade deste era fazer desaparecer a água...

Amanhecer CXVIII


nascido de fresco
hoje, bem podia estar
em qualquer lado,
ou noutro lado qualquer,
mas estou aqui, estou ali,
estou em muitos lugares,
não sei parar, onde vou..?
Porque começou,
tem que acabar.
Vai sempre, sai... a andar,
vai passar e não fica, não...
Muda, foge, para crescer;
regressa e fenece
para depois desvanecer
a semente do desejo
do fruto sentido,
depois de proibido,
sofrimento, solidão
padecimento, culpado,
ilusão vivida aqui
ou sob outro ceu
sobre outros mares;
quem sabe o que sou eu?
(ensaio de vida)

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...