domingo, setembro 07, 2008

a ver navios 29


Depois dos aviões,
o "pessoal" deixou-se ficar por ali, na margem do Douro, a ver navios, neste caso "Rabelos", que, apesar de um tanto ou quanto modificados e adaptados ao transporte de passageiros no lugar das antigas barricas (ou pipas) de Vinho do Douro, continuam a fazer parte - imprescindível - desta belíssima paisagem do baixo Douro.

a Fonte 270


Claro que é uma fonte do Porto, como não podia deixar de ser.

Nasta imagem, feita sem cuidado, não se consegue ver muito bem os pormenores do Chafariz de S. Miguel (Anjo ou Arcanjo), porque o fundo da fotografia é bastante rico e o Fotociclista não levou isso em conta.
Dizem que esta fonte, encostada à "Casa do Despacho" na parede lateral da Sé Catedral do Porto, foi mais uma obra de Nicolau Nasoni.

Espero fazer melhor nas próximas imagens: o tal Estádio do Porto e, um dia destes, a tal fonte do Estoril.

sábado, setembro 06, 2008

Amanhecer CXXXIV


Da minha janela do Holiday Inn (Gaia) uma vista bem conhecida (do pessoal da RTP) - as antenas do Monte da Virgem.
Da outra janela, avisto o Porto, mas há uma coisa que estraga a paisagem - o Estádio do Dragão.

sexta-feira, setembro 05, 2008

vida de flor


(A Zínia - uma espécie de Dália - é uma flor de Verão)

Mostra o seu Esplendor (palavra bonita) no pico do calor.
Segue-se a Decrepitude (palavra feiosa) no fim do Verão.

É também por isto que sinto, no final do Verão (ainda longe do Outono), uma maior tristeza do que no próprio Outono, o qual recupera à vista, à vida e à natureza, outra espécie de beleza.

quinta-feira, setembro 04, 2008

o Sono pelo Sonho


Quem já não teve dias assim,
em que a gente ao acordar fica por uns momentos a pensar, «Mas para que é que eu acordei? Hoje, agora, vou fazer o quê? Porra, não sei..!»
Nessas alturas, ressinto-me de estar vivo, isto é, sinto que mais valia não ter acordado. «Bom, vou ler um bocado para me distraír e não ficar aqui a pensar, a remoer no mesmo tema, pois já percebi que hoje é Quinta-feira - o meu dia não.»
Sento-me na cama e pego no livro que está sobre a mesa-de-cabeceira. O livro que ontem, uma amiga me ofereceu, é um pequeno conto de Dostoievski - "O SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO".
«Estranha coisa, este título», pensei e fui lendo...
"Antes, eu sentia-me muito consternado por parecer ridículo. Eu não parecia, eu era. Sempre fui ridículo, e sei disso, talvez desde que nasci. Talvez aos setes anos eu já soubesse que era ridículo.
E fui para a escola, depois para universidade, e ora - quanto mais eu estudava, mais aprendia que era ridículo. De modo que todos os meus estudos a modos que só serviram, afinal, para me provar e me explicar, que sou ridículo.
Assim como nos estudos, acontecia também na vida. A cada ano aumentava e fortalecia em mim essa mesma consciência de que sou ridículo em todos os sentidos. Todos riam de mim, o tempo todo.
Mas ninguém sabia nem suspeitava que, se havia na terra um homem mais sabedor do facto de que sou ridículo, esse homem era eu, e era justamente isso que mais me ofendia, que eles não soubessem disso, mas neste caso, o culpado era eu mesmo.."
«Já chega, gaita! Vou mas é ligar a TV para ver se consigo dormir mais um bocado...» Claro está, que não consegui voltar a adormecer. Então, sentei-me ao computador e escrevi.

a Fonte 269


E lá vou Eu, de viagem,
acartando para o Porto,
saudades de Lisboa.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Sur la plage


Dernier baiser

Quand vient la fin de l'été, sur la plage
Il faut alors se quitter
Peut-être pour toujours
Oublier cette plage
Et nos baisers

Quand vient la fin de l'été, sur la plage
L'amour va se terminer
Comme il a commencé
Doucement, sur la plage
Par un baiser

Quand vient la fin de l'été, sur la plage
Il faut alors s'en aller
Les vacances ont duré
Emportant la tendresse
De nos baisers

(Cantavam "Les Chats Sauvages", nos anos 60)

terça-feira, setembro 02, 2008

a Fonte 268


Esta, contrariamente ao que é costume, não fui eu que fotografei.
Nem podia, porque eu nunca a vi. Nem eu nem ninguém mais,
pois ela nem sequer existe... ainda, a não ser na imaginação de uns quantos arquitectos e engenheiros.
Mas, esperem um pouco, até ela ser construída, no Dubai, a cidade dos megaprojectos imobiliários quase impossíveis.
Dizem que será a maior fonte artificial do mundo, equipada com jactos de água capazes de lançar 84.000 litros de água até uma altura de 150 metros.
Terá 6.600 luzes e projectores para animar de cores esta incrível fonte que se estima venha a custar 218 milhões de dólares.

Primavera 2005


E vai daí óspois,
como ninguém gostou da outra (nem eu)...
fiz a Versão 2;
que é provisória - desde 2005 aguarda os retoques definitivos.

segunda-feira, setembro 01, 2008

a ver navios 28


Uma maneira diferente de ver os barcos,
(que não são navios, mas servem para navegar,
fotografados de uma forma pouco tradicional)
sem estarem recortados na linha do horizonte.

Mas, isto para mostrar ou dizer, o quê afinal?
Nada, só porque não tenho aqui a jeito uma fonte.
Tenho-me esquecido de uma data de fontes para postar,
que ainda há nos meus arquivos...
- Ó, que pena, dirão alguns super-aficcionados leitores do Fotociclista, que ainda só viram aqui publicadas duzentas e tal - não queremos mais, estamos fartos de fontes!
- Pronto, digo eu, já de seguida retomamos a sequência com o número 268.

Primavera 2004


(tinta acrílica em tela - 70x50)
"Primavera 2004" - versão 1
Foi para o lixo o original.
Sobreviveu esta imagem volátil, esquecida num daqueles cartõezinhos de memória electromagnética que se usam nas máquinas fotográficas digitais.

Decorria o tempo em que eu ainda pensava ser capaz de expressar (ou será exprimir?) com pinceis e tintas, alguma coisa de jeito sobre numa tela.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...