segunda-feira, junho 09, 2008

sexta-feira, junho 06, 2008

a Fonte 247


Quem se lembra deste sítio?
Durante a Expo no Verão de 1998.
Ou melhor, será que alguém se esqueceu?
Não acredito.
Quem viveu esses lugares, nesse tempo, como eu,
Não vai nunca esqucer!
Passaram 10 anos e como dizia a canção, 10 anos é muito tempo... mas são apenas 10 anos.
De todos os locais, por onde passeio frequentemente no Parque das Nações, esta "cortina de água" perto do Oceanário, não sei porquê, não percebo, faz-me sentir saudades:
saudades de mim;
saudades do Século passado;
saudades do meu "Bilo" bébé, então com seis meses;
saudades do tempo em que aqui passei pela primeira vez;
saudades de me extasiar, de me espantar, com coisas até então, nunca vistas;
saudades de estar sentado à beira-rio apreciando a euforia da gente que por aqui passava;
saudades de me ver aqui a passear, misturado, desconhecido, dissolvido, no seio de uma multidão; de muita gente de muito longe;
saudades até, de fumar o meu cigarrito, de que hoje, não sinto falta nenhuma, mas sinto, enfim, saudades...

Assim Falava Zaratuga (2)


A DIZER MAL

Lá está o compadre Zaratuga,
Dando umas passas no cigarro,
Cismando, debaixo do Chaparro:
"Dizer mal é típico de portuga.

Ainda posso falar. Não sou mudo.
No mundo sempre em mudança,
Todos querem encher a pança.
O dinheiro, compra quase tudo!"

(...e continua)
Ele vai continuar a falar
E Eu vou aqui escrever
Para toda a gente saber.
Ninguem o manda calar!

quinta-feira, junho 05, 2008

a Fonte 246



Largo do Rato, Lisboa.
[A vida está difícil, hoje, para a rapaziada política aqui do rato - com 250.000 Trabalhadores em Manifestação de rua, uma Moção de Censura no Parlamento
- mas isso não interessa, não adianta nem atrasa, fica tudo na mesma... até
ver!]


Inserido nos domínios da Quinta do Palácio de Palmela, aqui está outra excelente obra da arquitectura civil, do plano das Águas Livres para abastecimento da Lisboa Pombalina.
Provável autoria de Carlos Mardel, o Arquitecto luso-magiar a não confundir com o Carlos Gardel, cantor de Tango argentino.

quarta-feira, junho 04, 2008

Favas contadas


pois é, só neste bocadinho, da fotografia,
eu contei umas 34 favas.

mas há lá muitas mais, que ainda estão por contar;

para quem quiser passar um bocado de tempo, entretido a fazer exercício... mental, sentado numa esplanada bar/restaurante, eu digo;
basta ir até ao Parque das Nações, beber umas imperias no bar ao lado do Jardim Garcia de Horta (onde está este belo faval) e começar a contar as favas;
no final, quando estiver cansado, pode dizer com toda a propriedade - "aquelas ali são favas contadas", fui eu que as contei.

a ver navios 14


O CANTAR MISERÁVEL DA NOITE NO CAIS

...BARCO VEIO: DE ONDE?
NÃO INTERESSA SABER IRMÃO
NÃO INTERESSA.
SE CAIS NÃO HOUVESSE
GENTE ANÓNIMA NÃO TINHA NO CAIS.
NUNCA
NUNCA GENTE PODERIA OUVIR
A HISTÓRIA QUE MAR SALGADO DEVERIA CONTAR.

(poema de Pascoal D’Artagnan Aurigemma – Guiné,
inscrito num banco do jardim de Belem)

terça-feira, junho 03, 2008

Antologia 5


A palavra ESPICILÉGIO,

deriva do Latim, "spicilegium" (spica = ponta, espiga), que ficou conotada, não sei como, com uma espécie de ligadura que era utilizada para embrulhar conjuntos de documentos legais, escritos ou grupos de páginas soltas de textos, relativas a diplomas, leis, etc.
Dizem que, ainda hoje em português, se pode utilizar o termo, para designar papelada administrativa, "lato sensu".
...e depois, há outros mais Spicilegium que podem encontrar por aí (quem havia de dizer, coisas esquisitas) escritos em diferentes idiomas.
Spicilegium Dei (1991), uma comunidade de apoio à juventude.
Spicilegium Copernicanum, assuntos de Nicolau Copérnico;
Spicilegium Syriacum (1855), temas religioso da Ásia Menor;
Spicilegium Sacrum Lovaniense, estudos e documentos religiosos;
Spicilegium Neilgherrense, uma colectânea sobre plantas especiais;
Spicilegium Anatomicum, de Theodore Kerckring;

segunda-feira, junho 02, 2008

a Fonte 245



À entrada do "Museu Etnográfico de Tercena",
ou seja, no átrio do Retiro da Quinta do Filinto, em Torcena, no Concelho de Oeiras, onde, na Sexta-Feira passada, se reuniu em jantar convívio, um grupo de amigos da (Pedro Franco, dos Salgados, da Filarmónica, da Porcalhota) aos quais eu me juntei, por amável convite deles.

Este "post" é partilhado pelo Blog "Pessoal da Porcalhota", por se enquadrar no âmbito dos temas habitualmente abordados nesse outro sítio.

Assim Falava Zaratuga


QUEM SE LIXA

Debaixo daquele "sobrêro assentado",
Zaratuga, um Compadre Alentejano,
Dizia, comentando as notícias do ano:
Amigo, está muito "mal enganado!"

Fala-se de gente que se corrompeu.
E dizem, "quem se lixa é o mexilhão!"
Pois... isso era dantes, agora já não.
Ora porra, hoje, quem se lixa sou eu!


(Assim falou Ele, recostado no Sobreiro, ou uma Azinheira(?), que se vê aqui...
e, em Junho de 2008, Eu escrevi.)

domingo, junho 01, 2008

a Fonte 244


Os paineis de azulejo do Chafariz Velho (de 1775) entre Caxias e Paço d'Arcos, são um espectáculo - que por acaso, esta foto não mostra.

Muita gente, centenas de milhares de pessoas passam por aqui todos os dias (de automóvel) sem reparar neles, sem parar - não poderiam, mesmo que quisessem.

São muito poucos, raros mesmo, aqueles que passando a pé (ou de bicicleta) param aqui, não para beber água que não presta, mas para apreciar a Fonte, o Tejo e o Mar.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...