terça-feira, maio 22, 2018
Para Lembrar
Um marco histórico, uma espécie de memorial evocativo do enganoso predomínio do homem sobre a natureza.
Há quase um ano que este simbólico "sinal" se encontra numa curva da estrada que liga o lugar de Caldas de S. Paulo e a Aldeia de Formarigo - em Penalva do Alva, Oliv. do Hospital.
segunda-feira, maio 21, 2018
A Fonte 705
Santuário Sra. das Preces (Aldeia das Dez, Oliv. do Hospital)
Por onde quer que eu ande, parece que há sempre uma fonte a prender a minha atenção.
A maior parte das vezes são construções simples, sem grande preocupação estética ou artística, visando apenas um objectivo primário - fornecer água corrente a quem dela precisar.
Não é o caso desta "Fonte Monumental" que reúne a estética e a eficácia - as suas três bicas oferecem água corrente com fartura.
Por onde quer que eu ande, parece que há sempre uma fonte a prender a minha atenção.
A maior parte das vezes são construções simples, sem grande preocupação estética ou artística, visando apenas um objectivo primário - fornecer água corrente a quem dela precisar.
Não é o caso desta "Fonte Monumental" que reúne a estética e a eficácia - as suas três bicas oferecem água corrente com fartura.
domingo, maio 20, 2018
Igreja Invulgar
Igreja Matriz (Piódão, Arganil)
Estranha arquitectura a deste templo, remodelado no final do século XVIII, adquirindo então uma curiosa fachada adornada por finas torres cilíndricas encimadas por cones.
Dizem, eu não tive oportunidade de ver... no seu interior,Dizem também, que aqui nesta aldeia histórica nacional (classificada de "Imóvel de Interesse Público") se teria fixado um dos assassinos de Inês de Castro - Diogo Lopes Pacheco...
a imagem da Senhora da Conceição do séc. XV é invocação actual desta igreja;
os altares de talha e azulejaria de fabrico coimbrão;
e a Capela de S. Pedro com a sua imagem, do séc. XVI.
sábado, maio 19, 2018
Amanhecer DC
Neste dia e a esta hora a tranquilidade aqui neste lugar, é tudo!
Não tarda muito, apenas algumas semanas, e tudo se altera aqui em redor.
A abertura da época balnear virá agitar as águas desta excelente praia fluvial.
E até, o velho engenho vai tremer, mais do que no tempo em que cumpria a sua função de estação elevatória da água do Rio Alva para distribuição e irrigação das jeiras cultivadas na reduzida faixa de terra plana e arável deste vale.
sexta-feira, maio 18, 2018
A Fonte 704
Caldas de S. Paulo (Oliveira do Hospital)
Esta fonte não tem história, nem beleza de assinalar, mas a casa em fundo essa sim, tem uma história triste - ardeu por completo.
Aqui mesmo em frente existe hoje um complexo hoteleiro 5 estrelas - um daqueles "aqua SPA heath club e etc., etc." - que aproveita a água da nascente termal que existe no lugar e tira partido da excelente localização na margem do rio Alva.
Esta fonte não tem história, nem beleza de assinalar, mas a casa em fundo essa sim, tem uma história triste - ardeu por completo.
Aqui mesmo em frente existe hoje um complexo hoteleiro 5 estrelas - um daqueles "aqua SPA heath club e etc., etc." - que aproveita a água da nascente termal que existe no lugar e tira partido da excelente localização na margem do rio Alva.
Quanto à história das termas ou caldas, encontrei os eguinte:
A água é de natureza sulfúrea sódica, hipotermal (26º) e usada no tratamento de "dermatoses" e "reumatismo" e segundo os habitantes do lugar «a água da nascente tem uma característica especial, quando o tempo está bom fica transparente, quando o tempo está mau fica leitosa, mesmo da cor do leite. Quando o céu está limpo fica limpo, quando está para chover muda de cor.»
Noutros tempos os banhos eram dados em casas particulares dos moradores da aldeia, pagando estes, uma percentagem ao concessionário ou rendeiro. Nos anos 60 os banhos custavam aos "aquistas" 5$00 (escudos) - 1$00 pertencia ao concessionário do poço.
Para cada banho eram precisos 7 a 9 cântaros (de 20 litros cada) que eram carregados às costas, num percurso de cerca de 70 m, em ligeira subida, desde o “poço” até ao local do aquecimento, uma caldeira a lenha por detrás da casa.
O número de banhos dependia do próprio "aquista", de como sentia as melhoras, mas era tradição (lenda) que os banhos tinham de ser em número ímpar - 9 , 15 ou mesmo 21.
Cada banho durava cerca de 15 minutos, depois o "aquista" ficava a suar por mais 20 minutos no quarto.
quinta-feira, maio 17, 2018
Alminhas da Foz
Foz d'Égua (Piódão, Arganil)
Não sei a idade, mas deve ser mesmo "velhinho" este retábulo de arte sacra (Paixão de Cristo) inserido num nicho do muro de pedra de xisto, algures numa vereda da margem da ribeira.
Ele tem resistindo ao tempo e aos elementos da natureza que são difíceis de suportar aqui por estes lugares de altitude - ora faz frio, ora está calor, mas sempre muita humidade.
Não sei a idade, mas deve ser mesmo "velhinho" este retábulo de arte sacra (Paixão de Cristo) inserido num nicho do muro de pedra de xisto, algures numa vereda da margem da ribeira.
Ele tem resistindo ao tempo e aos elementos da natureza que são difíceis de suportar aqui por estes lugares de altitude - ora faz frio, ora está calor, mas sempre muita humidade.
quarta-feira, maio 16, 2018
A Fonte 703
Fonte do Marmeleiro (Aldeia das Dez, Oliv. do Hosp.)
Na travessa do mesmo nome, junto ao lavadouro, onde ainda hoje se mantém o costume de lavar alguma roupa com água e sabão, esfregando na pedra do tanque, como foi o caso destas mantas que podemos ver aqui estendidas sobre o muro, a corar ao sol.
Na travessa do mesmo nome, junto ao lavadouro, onde ainda hoje se mantém o costume de lavar alguma roupa com água e sabão, esfregando na pedra do tanque, como foi o caso destas mantas que podemos ver aqui estendidas sobre o muro, a corar ao sol.
terça-feira, maio 15, 2018
Olaia das Preces
Santuário Senhora das Preces (Aldeia das Dez, Oliv. do Hospital)
Uma magnífica Olaia, que sobreviveu ao trágico incêndio do Verão de 2017.
Muitas das árvores de grande porte existentes no recinto do Santuário foram pasto de labaredas, mas esta foi apenas afectada pelo calor imenso que envolveu todo o ar ambiente local naquele dia - já recuperou e apresenta uma extraordinária floração de Primavera.
Uma magnífica Olaia, que sobreviveu ao trágico incêndio do Verão de 2017.
Muitas das árvores de grande porte existentes no recinto do Santuário foram pasto de labaredas, mas esta foi apenas afectada pelo calor imenso que envolveu todo o ar ambiente local naquele dia - já recuperou e apresenta uma extraordinária floração de Primavera.
Olaia - não sabia o que era - aprendi aqui graças aos letreiros com informação, que um Clube da Floresta (PROSEPE) colocou na base dos troncos das diversas árvores centenárias que compõem o excepcional parque florestal no meio do qual se distribuem as 14 capelas da Via-Sacra.
Aqui estão identificadas 30 e tal espécies florestais: Cipreste, Carvalho, Castanheiro, Faia, Tília, Cedro, Tuia-gigante e outras cujos nomes não fixei.
segunda-feira, maio 14, 2018
A Fonte 702
Fonte de St. António (Aldeia das Dez)
Bem, basta de comentários com descrições e impressões pessoais de viajante inveterado ou viciado em viagens - uma espécie de "turista profissional", como já me chamaram.
Assim digo apenas que a fonte tem inscrita a data de 1892 por cima de dois painéis de azulejo:
Bem, basta de comentários com descrições e impressões pessoais de viajante inveterado ou viciado em viagens - uma espécie de "turista profissional", como já me chamaram.
Assim digo apenas que a fonte tem inscrita a data de 1892 por cima de dois painéis de azulejo:
- um com imagem do Santo, iniciativa dos "Antónios" da Aldeia;
- outro com duas quadras populares alusivas a esta fonte.
domingo, maio 13, 2018
Aldeia das Dez
Aldeia das Dez, (Oliveira do Hospital)
Chamam-lhe Aldeia Miradouro, porque se encontra a meia encosta, na descida desde o Pico do Colcurinho (1242 metros de altitude) para o ponto de encontro dos Rios Alvoco e Alva, na "Ponte das Três Entradas".
O povoamento do lugar remonta à época pré-romana como atestam as ruínas do Castro e da Calçada Romana.
É freguesia, desde 1543 e o seu nome tem origem numa lenda, sobremaneira envolta em mistério, segundo a qual 10 mulheres teriam encontrado um estranho tesouro escondido algures numa gruta do monte... e pouco mais consegui saber.
Chamam-lhe Aldeia Miradouro, porque se encontra a meia encosta, na descida desde o Pico do Colcurinho (1242 metros de altitude) para o ponto de encontro dos Rios Alvoco e Alva, na "Ponte das Três Entradas".
O povoamento do lugar remonta à época pré-romana como atestam as ruínas do Castro e da Calçada Romana.
É freguesia, desde 1543 e o seu nome tem origem numa lenda, sobremaneira envolta em mistério, segundo a qual 10 mulheres teriam encontrado um estranho tesouro escondido algures numa gruta do monte... e pouco mais consegui saber.
O pelourinho, no Largo da Fonte, tem na base a inscrição:
"ANO DE 1661. A 3 de MAIO" - há 357 anos e 2 dias que esperava a minha visita;
"C.6000" - terá sido o custo da obra (em que moeda)?
sábado, maio 12, 2018
Amanhecer DXCIX
Santo António do Alva (Oliv. do Hospital)
Para mim, o Alva é dos rios mais bonitos do nosso país.
Posso dizer que conheço bem todos os meandros do seu curso, desde a nascente na Serra da Estrela, na aldeia mais alta de Portugal (Sabugueiro) até à foz no Rio Mondego, em Porto da Raiva.
Para mim, o Alva é dos rios mais bonitos do nosso país.
Posso dizer que conheço bem todos os meandros do seu curso, desde a nascente na Serra da Estrela, na aldeia mais alta de Portugal (Sabugueiro) até à foz no Rio Mondego, em Porto da Raiva.
Desde o tempo (há quase meio século) em que comecei a viajar pelo Portugal pouco conhecido.
Transportando então o meu hotel no porta bagagens - uma tenda canadiana, em lona - percorri, sem GPS, estradas e caminhos que nem sequer constavam nos mapas;
dormi muitas noites embalado pelo som da água escorrendo sobre as pedras das levadas;
banhei-me na água gelada de pequenas represas, praias fluviais improvisadas com aglomerado de pedregulhos;
e mais importante de tudo, convivi e apreciei os hábitos e costumes dos habitantes de lugares remotos.
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