Fugiu da cruz, o coitado, foi-se recolher na Sacristia, por causa do frio que faz aqui na rua.
No cimo deste monte do Castelo de Marvão, está um frio de rachar - falta pouco para nevar.

«Entra-se em Vilar de Maçada ou pela Rua da Fonte ou pelo Adro.Agradecimento:
Noutro tempo era a minha terra uma formosa aldeia que se espreguiçava ao longo da estrada nacional. Desde o Pontão até ao Adro da Igreja, por ali acima, erguiam-se altaneiras árvores de tília e de cerejeira que eram o cartão-de-visita a todos que, no Verão (acolhendo de bom grado a frescura da sua sombra) ou no Inverno (mirando as escultóricas formas dos seus troncos e ramos, na saudade de as ver repletas de folhagem viçosa), por ali iam de passagem ou vinham de visita matar saudades dos seus e do nosso Santo.
Nasceu orientada a Sul, bordejando a estrada que a dividia em duas funções específicas: para N, a parte habitacional, para S, os lameiros e vinhas do seu sustento. Beija-a o sol de manhãzinha reflectindo no alvo das casas caiadas, até ao seu deitar, cansado de iluminar e aquecer a beleza daquela terra e a singeleza das suas gentes risonhas e fagueiras.
Era também conhecida pelas muitas e bonitas moças casadoiras tal como diz a canção, Hino de Vilar de Maçada:
A nossa terra é linda
Tem raparigas de apetecer
Têm bocas de cereja
Que dá vontade de as comer.»
FONTE DE BAIXO ou GRICHA
é, para os sanfinenses, muito mais que uma simples fonte:
Até ao último quartel do século passado, ela era o elemento central de um curioso sistema de tanques e canais, totalmente construidos em granito, que serviam de lavadouros públicos e de bebedouros para os animais.
Evocando tempos passados, quantos casais de namorados, ao cair da tarde, reflectidos no espelho da sua água límpida não terão gorjeado inocentes juras de amor enquanto, cumplicente, a bica retardava o enchimento dos canecos que o coração ajudava a transportar?!
A 1380 metros de altitude, quase no cimo da serra existiram umas muralhas (Portas do Monte do Muro) hoje em ruínas, que terão sido construídas pelos Lusitanos, do comandante Sertório para melhor resistir às investidas das Legiões Romanas.
Mais tarde, foram também utilizadas por Geraldo o "Sem Pavor", no tempo em que este chefiava uma quadrilha de salteadores que actuavam por estas paragens por serem ponto obrigatório de passagem de viajantes do Douro para o Paiva.

«Estudar e não praticar aquilo que se aprende é como lavrar a terra e não a semear.»

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...