terça-feira, outubro 24, 2006

Tuna Euterpe



TUNA EUTERPE UNIÃO PENEDENSE

(sempre a tocar desde 18 de Outbro de 1925, em Penedo, Sintra, Portugal)

Euterpe, o que é?

Na cultura Grega, Euterpe é a Musa da da Música e da poesia lírica.
Uma das nove musas de Apolo. Nasceu de Zeus e Mnemosyne (Deusa da Memória).
Ela é também a Musa da Alegria e do Prazer. O seu nome significa "aquela que dá prazer".
É representada por uma donzela com uma coroa de flores, tocando uma Flauta, cuja invenção lhe foi atribuída.

segunda-feira, outubro 23, 2006

a Fonte 23



Entre a serra e o mar há uma aldeia,
a que o povo saloio chama Gouveia.
Mais conhecida por, Aldeia em Verso
e que como tudo, tem o seu reverso.

Lá encontramos o Poço do Rocio,
cheio de água, mesmo no Verão;
só que, está podre, cheira mal.
Quem dela beber, que arrepio,
se não for direitinho p'ró caixão,
vai logo de charola p'ró hospital.

(Poetista, 2006)

domingo, outubro 22, 2006

a Rosamaria

Rosamaria

Tu lengua,
pececillo inquieto en mi rostro.
Tu boca,
ostra que juega con mis labios.
Tu piel,
arena ardiente sobre mi cuerpo todo.
Tu voz,
canto de sirena que me llama y espera.
Mi piel y mi alma responden
pero tú, sirena mía,
te esfumas con el sol
al bajar la marea.

(Amparo Jimenez)

sábado, outubro 21, 2006

Amanhecer XXXII



A Quinta Mazziotti.

No limite de Colares,
a meio da subida que leva até,
à histórica aldeia do Penedo.

quinta-feira, outubro 19, 2006

a Fonte 22



Fonte das Piçarras - Caneças.

A água desta fonte é ferrada, e sai de piçarras, ou pedra branda, sem se levantar da terra. Já de tempos antigos, os trabalhadores se abstinham de a beber, por lhes fazer fome.

Esta fonte das Piçarras
Tem utilidade e graça
Está entre três caminhos
E mata a sede a quem passa

Também na Porcalhota havia (no meu tempo) o Rio das Piçarras, um límpido regato que nascia verdadeiramente da pedra, numa Mãe de Água localizada na encosta da Serra do Marco e que descia todo o vale até à Venda Nova, passando por dentro da Quinta do Estado.

o Sino



Ó sino da minha aldeia
Dolente na tarde calma
Cada tua badalada
Soa dentro de minh'alma
e é tão lento o teu soar
Tão como triste da vida
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida

Por mais que me tanjas perto
Quando passo sempre errante
És para mim como um sonho
Soas-me na alma distante
A cada pancada tua
Vibrante no céu aberto
Sinto mais longe o passado
Sinto a saudade mais perto


(Fernando Pessoa)

quarta-feira, outubro 18, 2006

a Fonte 21



Chafariz d'el Rei (Alfama - Lisboa)

Século XIII.
A água puríssima, nascia quente, passava por minerais de salitre e enxofre e ao ar arrefecia rapidamente. Abastecia a população e as armadas que saíam do Tejo a caminho das terras de além-mar.

No século XVII,
era um chafariz muito concorrido e devido às constantes cenas de pancadaria que ali se davam por causa da escolha da bica, foi determinado, por postura camarária, quem seriam os utilizadores de cada uma das seis bicas:

  • a 1ª era utilizada pelos homens de cor - pretos, mulatos, índios;
  • a 2ª pelos homens das galés;
  • a 3ª e a 4ª pelas mulheres pretas, mulatas e índias;
  • a 5ª e a 6ª por mulheres e moças brancas.

o Marinheiro



Carta do Marinheiro

Ai, o amor quando nos toca
é como se tocasse um sino,
um hino,
um trino
dum alegre passarinho

Vou voar para o teu ninho
vou tentar fazer o pino
vou ser bailarino
argentino,
desatino

Mas o que hei-de eu fazer?
O amor é um furacão
desgovernando
a minha embarcação

(Sérgio Godinho)

terça-feira, outubro 17, 2006

a Fonte 20



(Alfama - Lisboa)

Fonte do Poeta

Nesta fonte que fala na surdina
De qualquer coisa que eu não sei
Matei agora mesmo a minha sede
E sentei-me ao pé dela a descançar

Não havia no ar mais do que a luz
finíssima da tarde num adeus...
Uma luz moribunda e solitária
A despedir-se frágil pelos ceus.

E à medida que a luz se diluía
Nas sombras que nasciam lentamente
A fonte no silêncio mais se ouvia
Mais límpida, mais pura e mais presente...

Anoiteceu. Ninguém só a voz dela
Só essa voz... ao longe num desmaio.
O timbre vivo e pálido de um grito.
Levantei-me, deixei-a tristemente
Acendeu-se uma estrela no infinito.

António Botto

segunda-feira, outubro 16, 2006

a Fome



Rap Alentejano

É uma historia pequenina, é um conto que só eu sei
Chateei-me com a Balbina, ai que fome que eu passei
É daquelas que um home não tem nada p'ra esconder
Levanto-me sempre com fome, só me apetece comer
Apanhei uma bebedeira, fui p'ra casa "vezes dois"
Nã gostou da brincadeira, pôs-me a dormir com os bois
Mas ainda antes disso, aturei-lhe a arrelia
Fugi eu com o chouriço, e com a barriga vazia.

(Quim Tonho)

domingo, outubro 15, 2006

a Fonte 19



Chama-se Fonte de Melides.

Mas não se encontra no lugar do litoral Alentejano que tem esse nome;
longe disso, fica bem no centro de Colares, um lugar do litoral de Sintra.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...