sábado, março 24, 2018

Amanhecer DXCII


ÉVORA

Mais uma das muitas (e foram mesmo muitas) manhãs que me encontram nesta capital alentejana,  Património da Humanidade.
Nesta manhã fria, mas com sol radioso de Primavera, observo com satisfação plena o movimento das pessoas que passam, entram e saem das lojas, e param conversando com amigos ou vizinhos conhecidos, sem as pressas nem a atrapalhação da vida quotidiana dos grandes centros urbanos.

Este dia e este local, fazem-me recordar os meus tempos de guerra, isto é de tropa, passados aqui no Hospital Militar. Foram muitas semanas seguidas sem poder sair à rua - não tinha justificação para tal - até que, finalmente me lembrei de pedir autorização para ir à missa. Pronto! Desde então, todos os domingos de manhã, eu dava o meu passeio de algumas horas pela cidade para vir até aqui à Igreja de Santo Antão. - Ah! LIBERDADE!!!

Já agora, uma nota sobre o Chafariz classificado como Monumento Nacional, autoria de arquitecto e engenheiro militar, no lugar onde terminava o Aqueduto da Água de Prata.
Obra quinhentista em mármore branco, encimado por coroa de bronze (que por acaso, os "maus da fita", ainda não roubaram) e com oito bicas, as carrancas que correspondem às oito ruas que desembocam na praça.

sexta-feira, março 23, 2018

A Fonte 685


Fonte do Chão das Covas (Évora)

Chafariz em mármore e granito, tendo no baixo relevo frontal um cavaleiro rodeado por duas cabeças de mulher encimadas por esferas armilares e o símbolo da monarquia portuguesa.
Acoplado a uma interessante "caixa de água" de distribuição do ramal do Aqueduto da Água de Prata, o monumento nacional, que o Rei D. João III, mandou construir sobre o traçado original do veio que na época romana transportava a água fresca desde a nascente na aldeia de Nossa Senhora da Graça do Divôr até ao centro (forum) da cidade.
Está seca, este ano, como a maioria das fontes públicas, devido à escassez de água corrente - há que poupar...

quinta-feira, março 22, 2018

Dois em Um

VILA VIÇOSA

Foi o "Dia da Árvore" e também o "Dia da Poesia" - dois dias que partilham o mesmo dia, ou seja, dois dias com a mesma data - 21 de Março.
Do mesmo modo, aqui fica um bocadinho das duas coisas - uma árvore carregada de belas laranjas azedas (ou amargas) e o começo de um extraordinário poema a condizer.

"Cavalo à Solta"

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura....

(Ary dos Santos)

quarta-feira, março 21, 2018

Poetisa calipolense


Casa de Florbela Espanca (Vila Viçosa)

No Dia Mundial da Poesia fica bem aqui esta minha lembrança de viajante.
Nesta casa simples (que me parece um bocado mal cuidada) nasceu e viveu até aos seus 14 anos de idade a maior poetisa portuguesa, Flor Bela d'Alma da Conceição Espanca.

Vaidade...

Sonho que sou Alguém cá neste mundo …
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada !

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho … E não sou nada!


terça-feira, março 20, 2018

Um Gafanhoto


Faz já alguns dias que observo este Gafanhoto, sempre aqui parado quietinho no mesmo lugar, bem agarrado com quatro das suas seis patas ao espigão de ferro da varanda. Está à espera que o tempo mude, que o frio se vá embora e o ar aqueça para poder, dar o salto, abrir as asas e partir em busca de um prado verdejante...
Ele sabe, não sei quem lhe disse, quem lhe explicou, mas ele sente, ou pressente que falta pouco para começar a estação renovadora de vida.
Ele só não sabe (suponho eu) destas coisas da astronomia e da geografia (da ciência) que dizem que estamos a chegar ao Equinócio da Primavera, que ocorre aqui no Hemisfério Norte no dia 20 de Março às 16h 15min - o instante preciso do início da Estação que se prolonga por 92,79 dias até ao Solstício de Verão, no dia 21 de Junho às 11h 7min.

segunda-feira, março 19, 2018

Reciclagem


As rodas do tempo não param...
elas fazem girar no ritmo certo, o carrossel das estações do ano.
Juntamente com o declinar deste dia, faz a sua despedida o nosso Inverno Boreal de 2018.
Está para breve, será daqui a algumas horas, o regresso da Primavera, a época em que se manifesta até ao máximo, o frenesim da vida.

Eu também vou de viagem de regresso. Aproveitando o movimento das rodas do automóvel, sigo para outras paragens, em busca de outras sensações... e, apesar de às vezes não parecer, sigo sempre em direcção ao futuro - não há volta a dar!

domingo, março 18, 2018

A Fonte 684


Fonte Porta de Aviz (ÉVORA)

Não é lá muito elegante, este chafariz estilo barroco. Todo em mármore de Estremoz, uma espécie de pirâmide encimada por uma rodela decorada com 4 cabeças (carrancas) de bronze.
A versão original foi construída na Porta Nova, no tempo de El-Rei D. Sebastião, tendo sido  removida, pouco tempo depois para outro lugar até que já em pleno século XX, foi reconstituída neste largo junto à da Porta de Aviz.

sábado, março 17, 2018

Amanhecer DXCI


Pelourinho e Castelo (PENEDONO)

O pelourinho é um belo testemunho (Manuelino) da concessão de foral a este lugar.
O castelo é um monumento deveras interessante, pela sua arquitectura e localização e porque se encontra em bom estado de conservação.
Aqui nasceu o célebre Álvaro Coutinho ("O Magriço"), que veio a ser um verdadeiro "cavaleiro andante" da Europa Medieval.
Ele foi o mais aguerrido dos "Doze de Inglaterra", o histórico/lendário grupo de nobres cavaleiros da corte de D. João I de Portugal, que se deslocou às Ilhas Britânicas a fim de participar num torneio, uma justa em defesa da honra de uma dúzia de donzelas do ducado de Lencastre.

sexta-feira, março 16, 2018

A Fonte 683



Fonte Quinhentista (PENEDONO)

Saiu muito mal a imagem que eu fiz desta fonte, mas encontrei uma boa e simples descrição no sítio da C.M.P.
«Fonte de espaldar direito decorado com a coroa real de D. Manuel I e rematado por três pináculos.
Possui dois tanques e a água corre por uma bica de pedra com a forma de cabeça de leão estilizada.»

quinta-feira, março 15, 2018

Momentos e monumentos



MARIALVA (Aldeia Histórica)

«Sempre a mesma coisa! Castelos, igrejas, conventos e mosteiros, pontes, pelourinhos e fontes... velharias e antiguidades, arquitectura e escultura, enfim, coisas de pedra, a maioria das vezes.»

É isso que encontro ao rever as últimas (mas não derradeiras) publicações neste repositório de crónicas de uma espécie de andarilho semi-letrado, que sou eu enquanto turista.
Viajo quase sempre sem rumo certo, pelo país fora, melhor dizendo, dentro, em especial pelo interior, com apenas um objectivo definido - observar, apreciar, gravar imagens na máquina fotográfica e na memória.
Porquê?
  • a permanente fruição da agradável sensação de liberdade 
  • e a tentativa de satisfazer uma imensa curiosidade.

Normalmente não procuro abarcar e transmitir aqui muita informação acerca das coisas e lugares por onde passo. Também não sou muito dado a manifestar as minhas opiniões críticas (boas ou más) que envolvam os lugares, as gentes em geral ou em especial as entidades responsáveis pelo bom ou mau estado dos sítios que visito.
Todavia o caso desta Aldeia Histórica de Portugal, é uma excepção, porque fui até lá convencido que ia ver uma coisa interessante, mas... foi uma decepção - encontrei umas ruínas "muito arruinadas", envoltas pelo ambiente triste de um povoado quase deserto.

quarta-feira, março 14, 2018

Guerra Peninsular



Quartel General de Beresford (TRANCOSO)

Uma memória da triste história das Invasões Francesas em Portugal.
Foi esta a casa que acomodou o General Wiliam Beresford (Duque de Trancoso), então Marechal  do exército português que, em aliança com as tropas inglesas do General Wellington, fez oposição ao exército invasor de Napoleão.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...