sexta-feira, março 04, 2011

A Fonte 565


Castedo
Daqui até Alijó e Favaios, estende-se um plano pouco inclinado completamente forrado de vinhedos de uva moscatel - o famoso Moscatel de Favaios.
Um remoto lugar de quase 500 habitantes que surge inesperado no topo de uma íngreme e típica encosta de socalcos xistosos do Alto Douro vinhateiro.

É espetacular e perigosamente emocionante a subida desde o antigo apeadeiro de S. Mamede do Tua (junto ao Douro, na Foz do Tua) serpenteando encosta acima, por um estreito caminho.
Até agora em serviço quase exclusivo dos tractores e demais maquinaria agrícola que se ocupa dos trabalhos nas vinhas do Douro.
Caminho muito pouco adequado a passeios num simples automóvel de turismo. Mas quando alguém me sugeriu este percurso (Foz do Tua, Cotas, Vilarinho, Loivos, Pinhão) nem pensei duas vezes - novos caminhos e diferentes pontos de vista...

quinta-feira, março 03, 2011

sem paz

Cais do Guadiana, no Pomarão

Amar, sofrer, fugir em pavor
morrer e morrer, viver amor
perder, perdoar a sonhar amar
fuga, construção, solidão e paixão
afago de paixão, odor de amizade
pequenez, ansiedade, morto
morto, obcessão,
obcessão, amplexo,
asfixia da razão, manso,
manso, a revolta em embrião,
manso, fuga fugaz,
fugaz, o renovar novo de novo
imagem, imaginação abatida,
perdida, pérfida a revolta
manso, urgente vivo
sofrer amar, fugir
condescender, perder prazer
prazer, prazer ou morrer.

Não há paz!

(escrito com caneta e papel;
conflito interior de sentimentos, emoções contraditórias;
coisas próprias de uma quinta-feira típica dos idos anos 80)

terça-feira, março 01, 2011

Santos da Casa 35



Numa calçada da Lisboa antiga,
são vários os santinhos adoptados e protegidos nesta casa portuguesa.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Rodas do Tempo


(Rodas da engrenagem principal do Moinho de Maré da Mourisca - Rio Sado)

..à medida que o tempo passa,
tenho cada vez mais tempo,
que vou gastando a moer o tempo:
que foi bom e foi mau mas foi pouco;
e a pensar no tempo que já passou,
o tempo passado cresce sem parar;
o tempo que resta é cada vez menor...

sábado, fevereiro 26, 2011

Amanhecer CCLVI


"Un banc, un arbre, une rue"

On a tous un banc, un arbre, une rue
Une enfance trop brève

Un jour ou l'autre il faut partir pour se construire un avenir
Et c'est l'inoubliable instant où l'on rend ses habits d'enfant

Chacun s'en va rempli d'espoir sur le chemin qu'il s'est choisi
Vers la richesse ou vers la gloire, pourtant quelle que soit notre vie

On a tous un banc, un arbre, une rue
Où l'on a bercé nos rêves


(Sévèrine, cantou no Festival Eurovisao 1971)

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

A Fonte 564


Rua do Século (antiga Rua Formosa), Lisboa

Numa praça em meia-laranja, em frente à casa onde nasceu, em 1699, Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal e Conde de Oeiras.
Traçado por Carlos Mardel, este chafariz que era alimentado por uma derivação da Galeria do Loreto, entre o Príncipe Real e a R. D. Pedro V começou a funcionar em 1762, sendo os seus sobejos destinados à casa do Conde de Oeiras.
Há registo de actividade neste chafariz de 4 Companhias de Aguadeiros, compostas por 4 capatazes, 132 aguadeiros e um ligeiro.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Santos (fora) da Casa


Neste caso de santos sem abrigo,
encontra-se no Jardim Municipal de Setúbal,
virada para o Rio Sado, resguardada em redoma de vidro,
uma imagem de Nossa Senhora do Cais, protectora dos pescadores.

domingo, fevereiro 20, 2011

A Fonte 563


Roliça, Bombarral
A interminável corrida de um ciclista, obra do engenho do mestre Júlio Alves, criador e curador de uma espécie de museu regional, a que ele chama de "Aldeia dos Pequeninos".
Para mim, eu diria que se tratava de Alves Barbosa, o mais famoso ciclista do Benfica, no meu tempo de jovem seguidor das Voltas a Portugal.
Mas não. O "boneco" que ornamenta o chafariz, é uma homenagem a um ciclista bem mais antigo:
Joaquim Jorge, o "Preto" (natural da Delgada), que correu a Volta a Portugal em Bicicleta, em 1937.

sábado, fevereiro 19, 2011

Amanhecer CCLV



Há tantos burros mandando
em homens de inteligência
que às vezes fico pensando
que burrice é uma ciência.

(António Aleixo, vendedor de cautelas de lotaria e poeta popular algarvio)

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

a ver navios 110

Maré vaza, Rio Sado


"De tudo quanto vejo me acrescento."

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...