quinta-feira, novembro 15, 2007

a Fonte 163


No Domingo passado, em Montemor-o-Novo,
conversei com um alentejano velho,
sentado numa esplanada fronteira a este belo chafariz.
Enquanto bebericava a sua "mini" Sagres
com uma machinha de torresmos (fritos na hora
e servidos com umas pedrinhas de sal grosso,
à moda do alentejo) para fazer boca,
ele lá foi rimando umas quadras a calhar,
como esta (e outras que hei-de publicar):

O Clima

O tempo está muito alterado...
Ele é, muito sol e pouca chuva.
No monte queixa-se o Morgado:
Temos muita parra e pouca uva!

(Ti Compadre, Montemor 2007)

quarta-feira, novembro 14, 2007

a Pintura



Cores do Outono verdadeiro,
Que a Natureza criou.
Ou terá sido um tinteiro,
Que Deus aqui entornou?


(alguém... pintou)

a Fonte 162



Colhi azeitonas numa oliveira
Que encontrei além no monte.
Vou curti-las bem à maneira,
Só com sal e água desta fonte.


(rima e é verdade...
a fonte ainda tem água de nascente na Serra de Sintra;
as azeitonas colhi-as no Monte da Cabeça Gorda;
daqui a uns oito dias eu digo se ficaram bem curtidas)

Hans Christian


Andersen,
o autor de contos infantis, como "A Pequena Sereia", "O Pequeno Polegar", viveu algum tempo em casa da família O'Neill, na Trav. dos Clérigos, hoje a "Casa do Adro", aqui mesmo ao lado desta que fotografei há bocado.
«Diz-se que todo o estrangeiro poderá encontrar em Sintra
um pedaço da sua pátria. Eu descobri aqui a Dinamarca.
E todo o caminho da serra é um jardim,
onde a natureza e arte maravilhosamente se combinam,
no mais belo passeio que se pode imaginar.»


«Como tem este país todos os encantos !
Da Dinamarca, a terra, as searas, os verdes campos,
O cacto, a oliveira, no Sul abundante,
Ares tão puros, raios de sol brilhantes.»

«Quando, querendo Deus, em breve passear
Nas galerias de faias do meu país natal,
Voará muitas vezes meu pensamento
Para o belo país que é Portugal».


(Hans Christian Andersen, 1866)

terça-feira, novembro 13, 2007

a Fonte 161


A Câmara Municipal de Viana do Alentejo,

fez esta obra para dar de beber às alimárias: em especial bois e cavalos.

Rua das Amadas


Diálogo na Rua das (Bem ou Mal) Amadas

Se te armas em calona,
Ó minha ganda maluca.

Com um carôlo na mona,
Faço-te saltar a peruca.

Olhó mangas da Porcalhota!!!
Tu tens a mania que és mau.
Mas olha que aqui a velhota,
É capaz de te dar com um pau.

Afinal, comé quié?
Tás aqui, tás axar!

Levas um pontapé...
Quinté vais plo ar!

Tu pensas que és o maior.
Tás armado em mete nojo,
Põe-te a fancos, qué melhor.
Ó inda vais pra casa de rojo.

Que raio de porra esta!
Malvada sorte a minha.
Para ajudar à festa...
Só cá faltava a vizinha.

Pois! Vou-mimbora,
Ó minha! Tou no ir.

Ora bem! Tá na hora.
Vá lá ver! Tocá bulir...

Adeus, ó vai-tembora...
Já é tempo de partires
Ao encontro da aurora.
Dá notícias, se a vires...


(Cantos ao Desafio, Nov. 2007)

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vou-me embora


Vou-me embora, pare de gritar.
Vou-me embora, tenha calma,

Mas deixe-me deitar pra fora,
Tudo o que me vai na alma.
E depois eu vou-me embora.

Não precisa de m'empurrar!

Se, nem pedi para entrar,
Eu não quero ficar por cá.

Agora, basta, já disse tudo.
Pronto, vou sair daqui, já!
Entrei calado e saio mudo.
Pois não me deixam falar.


Mas que grande chatice...
É melhor não dizer nada.
Vamos lá ver se o amigo,
Quer levar uma lambada.
Pare de embirrar comigo.
Vou-me embora, já disse!

(disse, Um Gajo Qualquer, em Nov. 2007)

domingo, novembro 11, 2007

a Fonte 160


Fonte do Horto de Recreio

no Paço dos Henriques de Trastâmara.
Um jardim estilo Mudéjar junto à Capela de Nossa Senhora da Conceição
(Capela das Conchas) anexos ao Paço Real da Vila das Alcáçovas.
Já agora, aproveito para destacar que, todo este conjunto histórico da arquitectura portuguesa quinhentista se encontra bastante degradado, porque desde há muito que está ao Deus-dará, ou seja, completamente entregue à bicharada.

as Penas



As aves que cruzam os céus,
têm penas em vez de pêlo.
Olha como voam tão levezinhas.

Ajuda-me a levantar os véus,
para me livrar do pesadelo.
Solta da alma as penas minhas.

(poemeus e poeminhas)

sábado, novembro 10, 2007

a Fonte 159


Ora aqui está novidade.

O quê? Este velho fontanário mecânico da travessa do Paço Real, em Alcáçovas?
Esse já toda a gente está farta de ver.
Agora, o que nunca tinha sido aqui apresentado, era uma imagem com a participação especial de dois figurantes.
Melhor dizendo, dois figurões: o Kim e o Bilo, a compor o enquadramento da fonte.

Amanhecer XCI


Lembro-me do "borrego ensopado" bem ensopado com muitas garrafas de tinto.
Depois, esqueci o resto; mas... foi uma noite longa e muito animada.
Seguida de
- um mergulho na água fresca para limpar da pele o fumo do tabaco;
- um relaxezinho ao sol do Verão de S. Martinho, para recuperar energias;
e foi assim o despertar no Monte da Cabeça Gorda, em Alcáçovas.

Fábrica da Água

Fábrica da Água do Porto Santo Em 1906 começou a funcionar uma fábrica rudimentar (com máquinas a vapor) de engarrafamento da água da Fontin...