terça-feira, abril 18, 2006

Segredos



A fechadura que guarda os meus segredos está cada vez mais ferrugenta.

Em cada Primavera, em cada mudança de Estação, em cada dia que passa, ou simplesmente da noite p'ró dia, fica mais difícil abrir a porta para deixar sair o que está no fundo do quarto.

Qualquer dia, esta minha porta, amanhece fechada a sete chaves e não vai mais abrir para deixar entrar alguma luz sobre as trevas dos pensamentos recônditos.
Arejar as ideias, como se costuma dizer, é preciso.

Por enquanto ainda consigo entreabrir aqui, só aqui, um pouco da desengonçada porta, que o meu espírito controverso teima em querer fechar.
Só desta forma conseguimos, eu e vocês -amigo(a)s reais e/ou virtuais deste Fotociclista-, abrir uma fresta por onde se conseguem vislumbrar alguns farrapos de fantasmas.

Não passam nunca de apenas sombras, reflexos, receios, fobias e manias que jamais aparecem às claras - nem às Claras nem às Rosas nem às Marias - porque andam sempre colados às paredes interiores, quase transparentes, bem disfarçados de outras coisas.

É preciso dizer, para que conste, que eu oponho uma grande resistência à entrada (intromissão) da realidade neste espaço.

2 comentários:

JR disse...

Pois é fotociclista. A penumbra que existe em todos nós, tem algumas diferenças, duns para outros. Os primeiros teimam em mantê-la na zona cinzenta do cérebro. Os segundos, abrem a mente e partilham os lamentos surdos e agonizantes.

Anónimo disse...

Acho que o JR disse quase tudo,para mim abrir a mente e partilhar com os outros o que nos vai na alma é qualquer coisa que nos dá muito conforto e nos faz sentir nas nuvens,acho que não deves morrer sem experimentar,nunca deves de ter medo de ouvir uma critica,pois que é assim que por vezes crescemos e entramos no bom caminho.Beijinhos Cresce e aparece Maria

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