quarta-feira, maio 31, 2006

Solitude


Solidão.
Há dias assim.
Já tive dias piores.
Haverá dias melhores?
Vou ficar à espera, sem fazer nada, para saber.
Pouco importa, tentar fazer alguma coisa para melhorar.
Por vezes, quanto maior é o esforço, a agitação, o frenesim, a euforia, pior o resultado.
É como desatar a correr sobre um lindo prado forrado de bem cheirosas boninas que encobrem um lodoso pântano com fundo de areias movediças.

Como o meu heterónimo, de que não me lembro o nome, escreveu por volta dos anos 80:

".. percorro fustigado na desesperança do nada, um campo desprovido de sépalas licorosas, onde só resta esperar, não pensar, não saber, não sentir, não.."

.. não, não dizia coisa com este gajo, digo eu, agora!

terça-feira, maio 30, 2006

achado


Não sei qual terá sido o produtor de vinho ali das Azenhas do Mar que utilisou as iniciais A.F.M. e os Cachos de Uva com Parras que aqui vemos recortados numa ferrugenta placa de metal, que terá servido para imprimir (nas caixas ou barris de vinho) o logotipo da origem.

Eu e o Bilo encontramos no quintal da casa "O Amorzinho" que está em ruínas sobre a falésia das Azenhas do Mar.

Dias Felizes


Quando procurava nos arquivos do fotociclista uma imagen para ilustrar uns pensamentos que eu estava a magicar publicar aqui, encontrei esta fotografia e fiquei pura e simplesmente pasmado.
Esqueci-me do que andava à procura, esqueci-me do que queria dizer.
Ao olhar para esta foto, só consigo pensar isto:
A FELICIDADE PODE SER UMA COISA TÃO SIMPLES!

segunda-feira, maio 29, 2006

apesar de tudo (II)


que mais se pode dizer, acerca de um lugar assim?
eu diria, se não fosse um pelintra da palavra escrita mas sim um poeta como Byron, apaixonado por Sintra;
quando eu era estudante, li algures que este Lorde disse não haver uma palavra para rimar com Sintra;
como eu sou um bocado precipitado, pensei cá para mim,
"não percebo, por acaso até há uma, apesar de não ser muito conveniente para fazer poesia - PELINTRA - como é que nunca ninguém descobriu?"
Pois é, mas... há sempre um mas nas conclusões precipitadas, Byron escrevia poemas em Inglês e na língua de Shakespeare não há lugar para pelintra.
Portanto, esqueçam. Também não interessa, porque o Lorde fazia poemas sobre Sintra e não sobre as Azenhas do Mar - nem sei se lá esteve alguma vez;
é curioso, só agora pensei nisto, ainda não encontrei poemas de autores portugueses sobre as Azenhas do Mar.

Apesar de tudo (I)


neste desgraçado mas maravilhoso paraíso à beira-mar enxertado, a que chamam Portugal, ainda restam alguns locais mais ou menos bem preservados, como este, que toda a gente devia visitar, pelo menos uma vez na vida, como se de um santuário se tratasse.

o Velho Taxista


Porta da garagem do TAXI da Praia das Maçãs.
O resto do edifício que ainda está milagrosamente agarrado à porta é uma desgraça e um grande perigo para quem por ali passa.
EU (estou a ser bera) e digo que gramava que aquela porcaria caísse toda em cima do TAXI do estúpido do velho taxista.
Desculpem lá o desabafo, mas, fiquei com um pó desgraçado ao anormal do homem desde que eu evitei "in extremis" que o gajo atropelasse o meu Bilo em cima do passeio que dá acesso à garagem.
E depois o grande f.d.p. ainda protestou, "isto aqui é praça de taxis" disse o c...ão do velho que (tem praí uns 99 anos) já nem devia ter carta de condução.

sábado, maio 27, 2006

amanhecer XVII


Uma manhã de Sábado pouco habitual por estas bandas de Colares - no largo do Pelourinho junto à Escola Primária - a temperatura do ar já passa dos 28 Graus Celsius. O dia promete calor de verdade.

sexta-feira, maio 26, 2006

Lodo Verde



Porque não me ocorre outro, mais nenhum, título para começar o post do dia e este pode ser tão bom como qualquer outro.
Mais ou menos poético, mais ou menos sensacionalista, não interessa muito, quando a gente (pensa que) tem alguma coisa realmente importante para (escrever) dizer.
Isto será técnica ou tática (sempre tive dúvidas acerca de qual o termo a aplicar) de comunicação ou forma de chamar a atenção para a transmissão de informação que se vai seguir.
Um bom título, bastante apelativo, pode ter como resultado um desvio, através da imaginação (mais ou menos fértil ou mais ou menos domesticada) do leitor, para outros temas ou assuntos que podem nada ter a ver com o objectivo do escritor, e, deste modo, não contribuir em nada para passar a informação que pretende.
Portanto, a eficiência ou eficácia (também tenho sempre dúvidas em relação a estes termos) do método pode ser questionada, quando é importante o conteúdo da transmissão. O contrário se pode dizer, quando se arranja um continente espectacular para um conteúdo da treta, uma notícia ou uma ideia que não interessa a ninguém, mas que é preciso dar (vender).

acabei de escrever um texto que não diz nada de novo (tretas) e que
não acrescenta nada à qualidade de vida dos portugueses em geral que
se estão completamente marimbando para dissertações filosóficas acerca de Continente e Conteúdo
quem diz Continente, diz Modelo, Minipreço, etc.
Resumindo:
O meu desgraçado cérebro está carregado de ideias enterradas numa espécie de lodo verde que eu tenho muita dificuldade em afastar para as trazer ao de cima, à luz do dia.

quinta-feira, maio 25, 2006

Dia da Espiga


Pois é, hoje é a Quinta-feira de Espiga.
Vamos sair, vamos até ao campo. O dia está muito bom para andar, o campo (ainda) existe e não é muito longe. Vamos cheirar outro ar.
Ainda é possível, aqui pelos arredores (Amadora, Queluz) encontrar alguns campos de cultura de trigo para recolher umas quantas Papoilas vermelhas, Malmequeres amarelos, um raminho de Oliveira, agora em flor, e, o principal componente do ramalhete, o Trigo, três ou quatro verdinhas Espigas de Trigo.
Prende-se tudo com um cordel, num molhinho (há quem lhe junte uma pequena fatia de pão) e pendura-se na dipensa lá de casa, a secar até à quinta-feira de espiga do ano seguinte.
É uma esperança: que não falte o pão em casa, que haja paz na família, luz, alegria e fertilidade para um ano inteiro.
Vamos lá, façam qualquer coisa diferente. Eu, vou já e gostava de encontrar mais pessoal aí pelos campos, sem pressas, sem o automóvel, sem o telemóvel. Não! Pensando melhor, até podem levar o telemóvel, especialmente se for daqueles que tiram fotografias e enviam EMEMESSES. Isso mesmo, filmem, fotografem, falem para os amigos e colegas

"venham cá ter, aqui estou eu no meio de um campo de trigo, salpicado de papoilas e borejado de flores azuis-roxas que não sei o nome, admirem só estas cores;

mais este som ambiente, estranho, esquisito, fora do ormal; são o quê? passarada, Melros pretos de bico amarelo, Pintassilgos (são raros), Pintarroxos, Chamarizes e Piscos Reais de papo dourado, ainda se conseguem ouvir muito bem nos campos aqui à volta da cidade;

eh, pessoal, façam um intervalo, venham lá! Descubram que afinal a Natureza é mesmo aqui ao lado; é aqui que se encontram aquelas coisas, aquelas vidas, que aparecem no Canal Discovery da TVCabo."

Eu, já vou - está na hora de substituir o meu Ramo de Espiga do ano passado.

terça-feira, maio 23, 2006

a recuperar


Está finalmente em recuperação esta velha Adega das Azenhas do Mar.
O telhado ameaçava ruir sobre os barris e tonéis e estragar todo o vinho que eles ainda têm dentro.
-
Quanto a mim, vou demorar ainda algum tempo a recuperar.
Não é o meu telhado que está em risco de ruir, mas o meu interior, que está em muito mau estado de conservação.

segunda-feira, maio 22, 2006

desagrado


Um gajo que eu conheci, disse-me uma vez filosofando, ter percebido aos 35 anos que:
"Há pessoas a quem nunca se consegue agradar, faça-se o que se fizer."

Eu confirmo, e digo aos 57 anos que:
"POR MAIS QUE EU FAÇA, HÁ UMA PESSOA A QUEM EU NUNCA CONSIGO AGRADAR."

O problema não é não conseguir agradar, posto que isso é normal, não se pode agradar a toda a gente. O chato é, desejar, querer, procurar, ter vontade, fazer tudo para agradar e... debalde.
E foi mesmo uma espécie de balde de água fria, pela cabeça a baixo, ouvir a confirmação de uma coisa destas. Por tudo o que fiz e que não fiz, nada valeu a pena, nada teve valor, por muito que eu tivesse tentado. Quantos anos!!! Saber isto e depois... continuar?
Não tenho alternativa, por enquanto, por agora, não vou para longe, não posso, enquanto se mantiver o TERMO DE IDENTIDADE E RESIDÊNCIA à ordem do Tribunal. Estou limitado geograficamente, proibido de me ausentar para longe do Concelho de Sintra por mais de 5 dias.
Fico por aqui, vomitando o dia-a-dia para dentro do balde, aguardando o final da história.

sexta-feira, maio 19, 2006

1857


Casa com chaminé típica em Mourão, onde um compadre de 66 anos disse:

Aprendi que quase toda a gente resiste à mudança e, todavia, sem ela não há progresso.

quarta-feira, maio 17, 2006

Convites


(criação de Dorita Castel Branco)

"Tenho convites", disse ela, há bocadinho quando telefonou, "Bicho, vai ter comigo ao El Corte Ingles para assistir à ante-estreia do Código Davinci".
"Estou a acabar de fazer o jantar, agora já é tarde, não me apetece ir", disse eu, e não fui.
-
Para dizer a verdade, eu acho que o livro do Dan Brown é uma vulgar historia policial e tenho a impressão que o filme deve ser tão fraco quanto o livro, uma colagem de fotocópias de cenas de filmes americanos, já muito vistos, mas... apesar de tudo... um convite assim... e eu!!?
Estranho. Que esquisito. Amanhã mesmo tenho que conseguir consulta no psiquiatra.

Linhas da Vida

AMPLIAR
e da Morte.

Fabuloso 1


A RAPOSA E A CEGONHA

Quis a raposa matreira
Que excede a todos na ronha,
Lá por piques de outro tempo,
Pregar uma partida à cegonha.

Topando-a, lhe diz: "Comadre,
Tenho amanhã belas migas,
E eu nada como com gosto,
Sem convidar as amigas.

De lá ir jantar comigo
Quero que tenha a bondade
Vá em jejum, porque pode
Tirar-lhe o almoço a vontade."

Agradeceu-lhe a cegonha
Uma oferenda tão singela.
E contava que teria
Uma grande fartadela.

Ao sítio aprazado foi,
Era meio dia em ponto,
E com efeito a raposa
Já tinha o banquete pronto.

Espalhadas num lajedo,
Pôs as migas do jantar.
E à cegonha diz: "Comadre,
Aqui as tenho a esfriar."

No longo bico a cegonha
Nada podia apanhar;
E a raposa com ar de mofa,
Mamou inteiro o jantar.

Ficando morta de fome,
Não disse nada a cegonha;
Mas logo jurou vingar-se
Daquela pouca vergonha.

LA FONTAINE (Fábulas, L1 - XVIII)

terça-feira, maio 16, 2006

modos do campo

Obidos
porque passei há pouco junto a uma quinta que pertenceu a Cesário Verde;
porque conheci o local no tempo em que ainda havia verdadeiras quintas por lá;
porque li alguns poemas de Cesário dedicados ao campo e à vida no campo;
porque gostei da poesia e gosto do nome dessa terra: Linda-a-Pastora.
(digo Eu)

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos...

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...

(disse Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos)

o Alvo

Monsaraz
confirmado... sou Eu, o alvo.
Parece-me que fui Eu o escolhido, para aguentar as manifestações de ódio, rancor, raiva de meio mundo. Desde há algum tempo que sinto uma incapacidade crescente para lidar com a vida lá fora e muitas vezes (cada vez mais) cá dentro. Por isso, procuro o isolamento, mas é difícil a solidão.
Treino intensamente para me desligar, apagar-me à vista dos outros. Mas com uma personalidade esquisita é impossível passar despercebido e inevitavelmente, não passa um dia sem que seja atingido por... tantas coisas.
Ser transparente não adianta, fico mais frágil já percebi, até porque mesmo assim há sempre alguém que vê mal e vai de encontro aos vidros.
Pintar-me de cores berrantes, vermelho, chamar a atenção, dar nas vistas, anunciar o alvo ambulante bem lá de longe.
Isto é uma espécie de síndrome maníaco-depressiva - preciso de falar com o psiquiatra.

Fechado

Monsaraz
Estou fechado.
Não vejo saída.
Não sei como passar uma fase de crise que se aproxima.
Já chegou.
Tudo fica mais escuro.
Futuro?

segunda-feira, maio 15, 2006

Portas e Janelas


Nesta velha casa da adega há três curiosas janelas:
à esquerda e à direita, duas pequenas às rodelas
e uma outra, porta de varanda, está no meio delas.
Quem olhar lá de dentro, pode ver o mar por elas.

Joana Francesa

Praia das Maçãs

Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda

Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda

Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

(Chico Buarque)

Preciso meditar

Monsaraz
Porquê? Para quê? Em quê?
Ainda não pensei nisso...

domingo, maio 14, 2006

Amanhecer XV


Sábado, 10 da manhã.
Comme d'habitude
on se trouve avec le soleil
dans la vallé de Colares
tous près de ce maison la

terça-feira, maio 09, 2006

virado a sul


Por esses campos fora
vamos lá saindo
que a manhã vem rindo
nos lábios d'aurora.

e lá vou andando, à sorte
para sul vai a vontade virada
pela obrigação contrariada
porque o prometido fica a norte

vou a caminho e mais não digo
sinto um impulso para vadiar
para sair daqui a sós comigo
sem saber quando vou voltar

ora gaita nem peciso pensar
para estar aqui a escrever
aquilo que me apetece fazer
é mesmo andar sem parar.

Esta rima é uma grande foleirice
mas calhou, veio a talhe de foice.
O meu interior de nómada disse:
- está na hora de partir! E foi-se.

domingo, maio 07, 2006

Mae

"A man's work is from sun to sun, but a mother's work is never done."
..
Eu sou uma Mãe que tem filho
eu tenho um filho que não tem Mãe
eu sou Mãe que não tem filho.

O filho perdi-o numa noite de tempestade
eu fui envolta em nuvens de fumo negro espesso
carregadas de chuva e trovoada
ele foi envolto em nuvens de esperanças e de ilusões.

E vivo neste conflito tentando encontrá-lo
procuro em todo o lado, vejo tudo o que é sítio
mas não o encontro em lado nenhum
..
(escritos de minha Mãe, Maio de 1988)

sexta-feira, maio 05, 2006

mais um par

Para acabar a série dos amarelos.

Estou cansado, desta cor:
- passei toda a semana a pintar as paredes do quarto dos brinquedos com uma cor que dizem ser verde mexicano(?). Eu cá, acho que é mais amarelo limão e já quase maduro, mas enfim... que se lixe, o dono do quarto gosta assim mesmo.
Por causa destas questões de cores e pinturas é que, ultimamente não tenho pintado quadros novos; e ainda estão dois ou três por acabar.
Estou farto de tintas. Tenho as mãos amarelas, o nariz, os óculos, já vejo tudo amarelo. Até o cérebro, deve estar amarelo!
Por isso não tive tempo, nem disposição, para escrever coisas aqui.
Mas acabou:
- para a semana vou passar a outro quarto e mudar de cor para laranja.
"Laranja, Limão..." - havia uma música ou uma lenga-lenga qualquer que começava assim..?
Agora só me lembro daquele fado que fala dos electricos de Lisboa - "O Amarelo da Carris..."

quarta-feira, maio 03, 2006

tanta terra...



É tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada

Tem sido sempre esquecido
Da margem ao sul do Tejo
Há gente desempregada
Tanta terra abandonada
É tão grande o Alentejo

(moda do Cante Alentejano)

Porta Candeia


Estava aqui a pensar... que sou bem capaz de um dia destes, ficar a olhar para esta porta encandeada e desatar a escrever um livro. Quero dizer, talvez apenas as primeiras páginas de um livro.
Sinto-me estranho. Não sei nada sobre qual seria o tema do livro. Filosofia, talvez, é sempre muito fácil escrever coisas à volta de um qualquer problema filosófico, do género,

"...escrevo porque gosto de carapaus fritos de um dia para o outro e então se forem acompanhados com umas fatias de pão alentejano - o verdadiero casqueiro -, umas azeitonas verdes curtidas em água do poço e uma caneca de café da cafeteira... chi!!! Basta, não asses mais carapaus fritos!"

Não sei ainda porquê, esta fotografia leva-me a pensar que estou atrasado, que já é tempo de começar a extrair da minha cabeça conjuntos de pensamentos conexos perfeitamente encadeados em letras, palavras, frases - com orações completas, recheadas de verbos, sujeitos, predicados e complementos directos - mas para dizer o quê? Não faço a mínima ideia... ainda.

terça-feira, maio 02, 2006

a Fonte 4


Quando fores ao Alentejo
Não bebas em Castro Verde
As fontes sabem a rosas
E a água não mata a sede.

É o que diz uma "moda" do "cante" Alentejano.
Mas, não é o caso desta fonte monumental, uma das duas grandiosas fontes que se encontram no centro da agradável cidade de Moura. Até parece que estamos em Roma.

Janela para ver XV


esta é mesmo só para ver.
e ver apenas de dentro para fora
o que está à vista, lá fora
não deixa ver para dentro
(porque hoje não quero escrever mais nada
que deixe ver o que me vai cá por dentro)

Amanhecer DLVIII

COVILHÃ Correndo pelo vale do alto Zêzere Já chegámos? O quê! Ainda não? Então vou dormir mais um bocadinho...