terça-feira, abril 04, 2006

Fim do Inverno


São as últimas do meu jardim este ano. Estão mesmo a acabar.
O fim destas flores, marca definitivamente o fim do Inverno.
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E com a chegada dos dias quentinhos e luminosos, arrefece um pouco a veia poética, esmorece um bocado a tendência para os pensamentos profundos e escurece um pouco mais o túnel da introspecção.
Tudo se conjuga para dificultar a produção intelectual, a escrita pela escrita, as palavras que já não dizem o que a gente sente ou só pressente:

"o renascer da vida, nos campos em cujo vestido verde começam a alastrar as manchas de amarelo, vermelho, roxo ou lilás; nos rios renovados pela frescura do degelo e pelas águas de Março; no ar com os intensos aromas de flores novas e o insistente canto do pequeno Chamariz pendurado nos ramos mais altos dos freixos frente à minha janela; as árvores dos frutos de Verão, com os ramimhos carregados de botões de onde começam a despontar as tenras folhas, que virão a ser os elementos mais importantes na respiração e metabolismo da planta e que... e os filhos da mãe dos insectos, pulgões, ácaros, moscas, afídeos e o raio que os parta a todos, começaram já a lixar e lixaram-me esta composição poética que estava a ir tão bem."

1 comentário:

Anónimo disse...

A mim o que me lixa são os caracoes,as lesmas,as moscas e sei lá que mais bichos.Fico admirada de te faltar a inspiração nesta época do ano,eu tenho em qualquer estação, no Inverno mais triste,na Primavera mais alegre,no Verão é a época forte,adoro o calor sou do signo de fogo diz tudo.Estou nuito contente por escreveres temas teus,este está muito bonito.beijinhos.A minha inspiração brota quando estou zangada e quando me lixam

Amanhecer DLVIII

COVILHÃ Correndo pelo vale do alto Zêzere Já chegámos? O quê! Ainda não? Então vou dormir mais um bocadinho...