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sexta-feira, outubro 18, 2019

Um ponto fraco


Bruges, Bélgica

São verdadeiramente lindos os "endroits" (digo em francês, porque não me ocorre o termo certo em português, a não ser locais ou pontos de vista) que podemos apreciar nos canais próximos do centro do velho burgo.

  • as diversas e diferentes pontes que só por si, são elementos que conferem à paisagem um interesse suplementar;
  • a arquitectura peculiar e estranha para nós, habitantes do sul da Europa dos edifícios bem conservados;
  • o reflexo colorido adicional conferido por muitos vasos e canteiros de flores bem cuidadas;
  • a preferência generalizada pela utilização de transportes não ruidoso nem poluidores do ambiente - bem preservado;
  • mas, "não há bela sem senão", eis que surge no panorama algo que não se encaixa muito bem neste quadro romântico - barcaças acelerando pelos canais, de tal forma carregadas de turistas, que me fizeram lembrar as embarcações de refugiados, migrantes que se aventuram no mar Mediterrâneo.





sábado, julho 27, 2019

Amanhecer DCLXXXII


Porto, Portugal

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
erigida sobre um monte
no meio da neblina.


sexta-feira, julho 19, 2019

A Fonte 742


Ucanha, Tarouca

Ia jurar que tinha na ninha colecção a fotografia de uma fonte em granito.
No entanto, desapareceu dos meus arquivos, por isso aqui fica a imagem de outra fonte local - a ponte/torre que foi fonte de rendimentos para o senhorio do couto, até ao tempo do rei D. Manuel I que decidiu acabar definitivamente com esses privilégios feudais.
Paciência, espero poder um dia lá voltar, não só pela fonte, mas principalmente para revisitar a "Tasquinha do Matias" - o lugar perfeito para um almoço típico regional, com vista para o Rio Varosa e para a Ponte e Torre da Ucanha.
E porque "nem só de pão vive o homem", também vou rever o interior da Torre de Portagem e logo ao lado a Casa onde nasceu Leite de Vasconcelos - o grande vulto da cultura portuguesa (sec. XIX e XX), licenciado em medicina, que se dedicou à etnografia e arqueologia, sendo o fundador do Museu Nacional de Arqueologia.

quinta-feira, julho 18, 2019

Couto Feudal


Ucanha, Tarouca

O território de Ucanha, inserido no couto de Algeriz, foi doado pelo rei Afonso I de Portugal, à viúva de Egas Moniz, a qual por sua vez o doou ao Mosteiro de Santa Maria de Salzedas (Ordem de Cister) de que ela foi a fundadora.
No mundo feudal as passagens sobre os rios eram escassas, e por isso era habitual a cobrança de portagem nesses pontos, constituindo um rendimento extra para os senhores da terra.
Os direitos de travessia desta ponte, implicaram a construção de um arco provido de uma porta, na cabeceira da ponte e, sobre ele, um edifício fortificado destinado a armazenar os produtos cobrados pelo senhorio (o Mosteiro) a todos os que entravam no couto, seguindo a antiga via romana.
Isto levou à fixação de um conjunto de funcionários encarregados da segurança e cobrança das portagens, sendo construídas instalações e casas num aglomerado que se veio a chamar a “Vila da Ponte” - actual Ucanha.
Num pequeno nicho que abriga uma escultura de Nossa Senhora do Castelo, encontra-se a inscrição gótica:
“Esta obra mandou fazer Dõ Fedo Abble de Salzedas e DM M / III.º L X V 'era domini' 1465”.
O dito abade D. Fernando era sobrinho de D. Nuno Álvares Pereira.

Não faz mal, de vez em quando evocar um bocadinho de história, a história de Portugal.


quarta-feira, julho 17, 2019

Torre de Portagem


Ucanha, Tarouca

A ponte e torre da Ucanha.

O rio Varosa nasce na Serra de Leomil e corre para norte até desaguar no Douro.
Ao longo do curso podemos encontrar várias pontes romanas e medievais.
É assim que em pleno vale do Varosa, se encontra uma raridade - obra única - não existe outra construção igual nem parecida em Portugal.
A "Torre de Portagem" (século XV) com uma volumetria impressionante, assenta sobre a ponte mais antiga, reconstruída sobre outra de origem romana. 

terça-feira, julho 09, 2019

Fronteiras do Ardila


Rio Ardila, Alentejo
A meio caminho entre Barrancos e Amareleja, atravessamos este manso rio.
Aqui ele é fronteira natural que separa o Baixo e o Alto Alentejo - o distrito de Beja na margem esquerda e o de Évora na margem direita.
Além ao fundo, por detrás daqueles montes, o mesmo rio Ardila percorre a agreste paisagem, desenhando sinuosamente a fronteira entre Portugal e Espanha.

terça-feira, junho 04, 2019

Pinhal Interior

O Rio Zêzere - uma linha de água que separa duas regiões: o Pinhal Interior Norte e o Pinhal Interior Sul.
O rio, corre num profundo vale, aqui a jusante do enorme paredão que sustém as águas de uma das maiores albufeiras de Portugal - a Barragem do Cabril.

A Ponte Filipina, lá em baixo, perto da superfície das águas do rio e muito acima, o Viaduto do IC8 - as obras de engenharia civil que ligam as mesmas duas regiões e os lugares sobranceiros a este desfiladeiro: Pedrogão Pequeno, a Sul e Pedrogão Grande, a Norte.
Hoje, ainda é possível trilhar os caminhos antigos que conduzem à velha ponte e atravessar (a pé) o rio. Mas para mim, não vai ser hoje - a névoa pousada sobre as cumeadas, prenuncia chuva.





quarta-feira, maio 29, 2019

Travessia do Tejo


Escaroupim à vista (Salvaterra de Magos)

=> qualquer coisa saiu errada no meu computador - esta publicação é para modificar!

Antes do pôr do sol, vamos atravessar para a margem esquerda do Tejo usando um caminho novo - a ponte Rainha D. Amélia (velha de 100 anos) - por onde antes circulava apenas o comboio.
Durante quase todo o século XX, esta ponte foi única travessia ferroviária (Setil - V. Novas) sobre o rio Tejo.


Em 2001, foi convertida para o tráfego rodoviário e pedonal. Hoje passam os automóveis ligeiros, as bicicletas e os peões, cada grupo na sua pista distinta.

segunda-feira, novembro 05, 2018

Com ou sem ajuda


Ponte da Ajuda (Elvas)

De regresso a Portugal, atravessamos o Guadiana pela nova ponte, no lugar de Nossa Senhora da Ajuda, à vista das ruínas da velha e malfadada obra de D. Manuel I, a qual desde a inauguração (1510) foi alvo de sucessivas desgraças:
  1. sem ajuda de ninguém ruíram alguns arcos (1597) em consequência de fortes cheias que elevaram anormalmente o caudal do rio Guadiana - foi reconstruída;
  2. depois, com uma ajudinha do exército castelhano, foi parcialmente destruída (1646) durante a Guerra da Restauração da Independência - foi reconstruída;
  3. mais tarde (1709) durante a Guerra da Sucessão Espanhola, de novo a ajuda do exército castelhano que fez explodir a ponte, destruindo-a mais uma vez - nunca mais, até hoje, foi reconstruída.

domingo, julho 08, 2018

Sintomatologia


Ponte Romana (Côja, Arganil)

Angústia - sensação psicológica de sufocamento, aperto no peito, insegurança, falta de humor, ansiedade e ressentimento aliado a alguma dor.
Ansiedade - estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa.
Estudei o meu caso e sou levado a concluir que a minha situação encaixa num quadro de Ansiedade Generalizada, ou seja, a preocupação excessiva e irrealista perante situações rotineiras da vida, relacionadas com trabalho, saúde ou pequenos problemas do quotidiano, por exemplo, os decorrentes de situações familiares.
Pois, é isso mesmo, mas... porquê?
Ora bem, a etiologia, ainda não arrisco diagnosticar. Quanto ao prognóstico, só há duas hipóteses aceitáveis: ou piora ou melhora; outra opção, continuar assim, na mesma, não dá jeito, não é solução.
Bom... não é grave, por agora, vou atravessar a ponte e seguir o rio Alva.

quinta-feira, julho 05, 2018

terça-feira, junho 19, 2018

Burro Velho

 Ponte Medieval (Pontevea, Galícia)
Após alguns dias na Galícia comecei a ficar um tanto baralhado, ou barallado - um pouco mais do que é usual em mim - devido à mistura de Castellano, Gallego e Português.
É certo que consegui aprender algumas cousas, como, por exemplo procurar uma casa de xantar, boa e barata, para comer Almejas a la Marinera, Pulpo a la Gallega e Sopa de Pescado (isto sem falar nos segundos pratos) e uma garrafa de viño blanco Ribeiro, o meu preferido, porque é seco, menos doce que o Albariño.
Mas nem tudo foi assim tão simples, pois não levei mapa das estradas e então andei um pouco à toa, guiando-me pelo sol, pelo meu sentido de orientação, pela sinalização na estrada e... pelo "google maps" e GPS que, felizmente, existe do meu "smartphone".
Só por uma vez (quase) me perdi ao confundir Pontevea com Pontevedra (só 35 km de desvio). Apesar disso foi bom porque passei em lugares bem mais bonitos do que os da estrada nacional principal e por fim encontrei um caminho mais curto para a fronteira de Portugal.
Tive sorte, ou como disse um galego, "tens pauto co demo".
Eu disse, "burro velho não aprende línguas", mas aprende camiños novos!



sexta-feira, maio 11, 2018

Ribeiras e Pontes

Piódão (Arganil)

Ora aqui está outra imagem de um lugar interessante:
Nos limites da mais conhecida Aldeia Histórica da Serra do Açor, encontramos estas antigas pontes de xisto, na confluência de um pequeno córrego com a ribeira de Piódão.
No tempo quente são encerradas umas comportas para criar neste lugar uma praia fluvial.

quarta-feira, maio 09, 2018

Ponte Medieval


Rio Alvoco (Alvoco das Várzeas, Oliv. Hospital)

Integrada num parque de lazer que inclui uma belíssima paria fluvial eis uma ponte que não oferece dúvidas em relação à sua origem - é uma construção do século XVI, tipicamente medieval, no entanto, como acontece em muitos outros casos, ela é designada popularmente "a ponte romana".
Os entendidos na matéria descrevem assim este Monumento Nacional:
«uma ponte gótica com dois arcos, o mais pequeno redondo e outro maior em ogiva e tabuleiro de dois tramos em cavalete de inclinação bastante acentuada sendo o da margem direita mais extenso e muito inclinado. Mede cerca de setenta metros de comprimento.»
Aqui neste vale é muito grande o desnível entre as duas margens do maior afluente do rio Alva.

sábado, maio 05, 2018

Amanhecer DXCVIII


Foz d'Égua (Serra do Açor)

Os quilómetros que eu percorri, por estradas e estradinhas e caminhos que não constam na maioria dos mapas, orientado por letreiros que já lá não estão porque arderam nos incêndios de 2017, ou porque nunca estiveram.
Mas valeu a pena, apreciei todas as horas de viagem e todos os lugares por onde passei e parei durante o percurso recheado de monumentos naturais.


sexta-feira, maio 04, 2018

Sem reserva

Senhora da Piedade (Lousã)

De passagem, não programada, pela Lousã, tentei e tive sorte - porque era dia de semana e porque  não estamos no tempo quente, por isso as piscinas naturais ainda estão sem "clientela" - consegui almoçar n' "O Burgo", sem ter feito a prévia reserva de mesa.




segunda-feira, julho 24, 2017

sábado, junho 03, 2017

Amanhecer DL

CASEGAS

Mais uma ponte (talvez) romana, que ainda hoje se encontra aberta à circulação automóvel.
Por aqui passava uma das vias romanas que cruzavam o nosso país. Segundo li, algures, essa seria a "estrada da lã", ligando Sertã, Oleiros, Covilhã, Belmonte, etc.
Mas o que eu sei é que, para o almoço, vamos ter "Burlhões" - uma especialidade local, muito parecida com os "Maranhos" da Sertã. A diferença encontra-se nas ervas aromáticas que temperam estas iguarias - bucho de cabra, preenchido com carnes de caprino e arroz cozido - num caso, salsa e serpão e no outro, hortelã e coentros.

sábado, maio 06, 2017

Amanhecer DXLVI



MALPARTIDA
uma aldeia raiana com pouco mais de 70 casas e 2 restaurantes, lugar quase remoto, no planalto da Beira Alta, varrido pelo agreste vento de nordeste,
No despertar deste dia de Primavera, quente e luminoso, temos boas e más notícias:
  • as boas novas estão à vista, no verde intenso junto à ponte que dizem Romana (é Românica) - a água fresca que corre na ribeira, faz crescer a Marujinha; mais logo, ao almoço (na "Casa d'Irene") vamos ter uma belíssima salada para acompanhar... o mais que vier para à mesa.
  • as más notícias, essas não interessa chamar para aqui, nesta altura.

terça-feira, novembro 16, 2010

Inventar o Amor


Ponte D. Luis
(Porto - Gaia)

[..]
Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia iminente a captura
A polícia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta
fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos
[..]

(Um bocadinho do extenso poema de Daniel Filipe, de 1961, "A Invenção do Amor".)

Amanhecer DCXLX

Lisboa, Portugal Na margem do rio da minha aldeia-cidade.