quinta-feira, outubro 12, 2017

A ver navios... muitas semanas


Barra do Tejo, Lisboa

É isso.
É mesmo assim. Eu vou deixar passar alguns meses sem publicar, escrever, reler e reescrever coisas neste espaço virtual.
Digo "coisas" porque não sei mesmo como designar de outra forma, aquilo que me apetece expor nas páginas deste meu "blog".
Que me desculpem todos aqueles que, mais dia menos dia, mais cedo ou mais tarde, por acaso ou não, cheguem até este sítio à espera de ver e/ou ler alguma coisa... de jeito.
Haverá decerto quem ache bem e outrem que não pense assim, porque acham mal ou nem por isso, tanto lhes faz.
Seja como for, a verdade é esta: estou a sentir algumas dificuldades no meu discurso escrito. Será por falta de treino, falta de leitura, será apatia, desinteresse, ou... simplesmente porque não me apetece.

quarta-feira, outubro 04, 2017

Uma passagem


MOURISCA (Setúbal)

caminho inseguro, com passo incerto, de forma hesitante, e avanço, sempre sem poder recuar, nem sequer parar pelo menos um bocadinho que seja, não mais do que o tempo bastante para unir dois pensamentos seguidos acerca da origem e natureza da vida, ou sobre a teoria do conhecimento:
será possível parar de pensar..?
talvez só no fim do caminho;
certo é que o caminho tem um fim,
mas será o fim de tudo, o fim da vida,
ou apenas mais uma passagem..?

sábado, setembro 30, 2017

Amanhecer DLXVII


São Pedro de Tarouca

Poderá ter sido o 1º Mosteiro Cistercense em Portugal.
Da descrição do monumento (DGPC) destaco o parágrafo onde se refere este ponto de vista da fotografia:
«Na fachada lateral esquerda foi edificada dupla sineira, e uma porta lateral com alfiz de arco apontado e várias arquivoltas, precedida por escadaria.»

Realço também um altar com esta interessante "pietá" portuguesa.



domingo, setembro 17, 2017

A Fonte 677


Tarouca

Nos limites da zona histórica da vila, por detrás da Igreja de S. Pedro, encontra-se esta fonte com três enormes tanques - e mais não sei dizer, a não ser que nela lavei as mãos antes de ir almoçar uma bela "dobrada com feijão branco" (ou seja, "tripas quase à moda do Porto" *) na tasquinha que, por acaso, se encontra mesmo aqui ao lado Igreja.

(*) escrevo quase porque me recordo de ter apresentado reclamaçao na cozinha - não encontrei na minha dose, quaisquer rodelinhas de chouriço de carne.

sábado, setembro 16, 2017

Amanhecer DLXV


Foz do Távora (Valença do Douro)

Uma bela manhã de outono, para fazer todo o curso do rio Távora, desde a foz, aqui nos socalcos do vinho do Douro, com Tabuaço à vista, lá nas alturas, até chegar à nascente, em Trancoso.

O apelido utilizado pelos membros da Casa de Távora, uma das mais ilustres Casas nobiliárquicas portuguesas., deriva deste rio.
A expansão desta família começou nos finais do século XI, a partir da vila de Trancoso, tendo sido um raro caso de ascendência social constante devido ao desempenho de cargos militares e administrativos do Reino, até caírem em completa desgraça, muito por mérito da acção do Conde de Oeiras (futuro Marquês de Pombal) então 1º Ministro do Rei D. José de Portugal.
O tristemente célebre "Processo dos Távoras" aniquilou quase completamente a linhagem da Casa de Távora.

quinta-feira, setembro 14, 2017

A Fonte 676


ALVARENGA (Arouca)

Designa-se alvarenga, um batelão utilizado para carga e descarga de navios fundeados num porto, ou também pode ser a toponímia que indica um filho de Álvaro.
Qual a origem de tão inusitado nome para esta povoação, encravada num soalheiro vale da enorme Serra de Montemuro, bem longe do mar?
  • Eis um bom motivo (ou desculpa) para voltar aqui - investigar quem foi o filho do Álvaro, ou encontrar vestígios do barco - e, principalmente saborear o suculento "Bife à moda de Alvarenga".
Ora depois de um festim de "Vitela Arouquesa" bem acompanhada com todos os ingredientes, e bem regada, a sede acontece. E para matar a sede não há como água corrente, fresca, no estado puro - sem tratamento (nem físico, nem químico) - como brota das nascentes dispersas pelas íngremes encostas rochosas, que vamos começar a subir.

sexta-feira, setembro 08, 2017

Condado de Mumadona

LONGROIVA (Mêda)

"Um castelo na Lusitania a par do rio Douro, vinte léguas do Porto, a que Ptolomeu chamava Langrobriga."
Segundo as crónicas, a primitiva forma do castelo remonta à época da reconquista cristã, início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia com quem gerou D. Flâmula (Chamoa Rodrigues), a qual em 960 da Era Cristã, gravemente enferma, recolheu ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia, a poderosa Condessa Mumadona Dias.
Ao tempo da fundação da nacionalidade, Longroiva existia como concelho particular, na posse da Ordem do Templo, cujo Mestre Gualdim Pais mandou erguer a Torre de Menagem que hoje subsiste - uma das primeiras a ser edificada em Portugal.
No final do século XVIII o castelo começou a ser desmantelado, continuando a ser utilizado como pedreira ao longo do tempo, desaparecendo assim as suas muralhas em favor da construção de obras particulares.
No século XIX, a praça de armas deste velho Monumento Nacional, passou a ser utilizada como cemitério municipal, função que perdurou até aos nossos dias.

(excertos do site "Fortalezas.org")

sábado, setembro 02, 2017

Amanhecer DLXIII


Praia das Maçãs, Sintra

C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage, tremblent sous l'ombre
D'un automne débronzé


(Gilbert Bécaud)

sexta-feira, agosto 18, 2017

A Fonte 675




LONGROIVA
Freguesia do Concelho de Mêda

Faltam-me o conhecimento e a sabedoria para decifrar o texto das inscrições e os símbolos (ave de rapina e 5 estrelas) gravados na lápide do frontão.
Não encontrei qualquer alusão a esta fonte, nas diversas publicações onde se descreve a interessante história e os poucos monumentos deste lugar que foi sede de Concelho, desde o reinado de D. Afonso Henriques até meados do século XIX.
Sabe-se que fez parte do alargado domínio territorial do Mosteiro de Guimarães e também pertenceu ao legado da poderosa Condessa do Condado Portucalense, Mumadona Dias.

Mas seja como for, eu vim a este lugar à procura de outra fonte - a das águas termais, que aqui são excelentes para tratamento de sinusites e muitas outras maleitas.


sábado, julho 29, 2017

terça-feira, julho 25, 2017

Cruzeiro Barroco

Rio Côa
(Almeida)

Simples cruzeiro de granito erguido sobre um barroco*, para lembrar uma grande batalha travada neste local a 25 de Julho de 1810, entre uma divisão de tropas anglo-lusas do general Crawford e a vanguarda francesa, do marechal Ney, comandante da 3ª Invasão Francesa.

(*) Barroco - um enorme bloco (pedregulho) disforme de granito, designação popular nesta região do planalto da beira interior.

segunda-feira, julho 24, 2017

sábado, julho 22, 2017

Amanhecer DLVII

ALMEIDA

A luminosidade do sol rasante invadindo o corredor de uma das portas indefesas da Fortaleza.

Daqui nada, reúne a comitiva no "1810" à volta da mesa, para delinear estratégias e recuperar energias com umas deliciosas postas de vitela jarmelista e um tinto "Beyra" a acompanhar - é preciso preparar a equipa, à maneira, para as celebrações que se aproximam.

quinta-feira, julho 20, 2017

A Fonte 673

GUIMARÃES

Porque fotografo (e publico) uma tão extensa colecção de fontes? Porque gosto de viajar e fotografar. Uma fonte, um chafariz, não sei porquê, ficam gravados na minha memória de viajante, como se fosse uma espécie de "marco geodésico" dos lugares por onde vou passando.
Por exemplo, esta fonte (673) não tem grande interesse, isto é, nada de especial a destacar. No entanto, fez-me pensar um bocado no desassossego permanente em que vou revivendo este mundo. E então, nem de propósito, veio-me à ideia um escrito de Bernardo Soares (pensamento de Fernando Pessoa) em "O Livro do Desassossego".
«Não aspiro a nada. Dói-me a vida. Estou mal onde estou e já mal onde penso em poder estar.
O ideal era não ter mais acção do que a acção falsa de um repuxo - subir para cair no mesmo sítio - brilhando ao sol sem utilidade nenhuma a fazer som no silêncio da noite para que quem sonhe pense em rios no seu sonho e sorria esquecidamente.»

quarta-feira, julho 19, 2017

Gárgulas Barrocas


GUIMARÃES

Apesar das muitas visitas que fui fazendo, ao longo de vários anos, à cidade berço, só há poucos dias reparei num pormenor interessante em cada uma das duas gárgulas que compõem o beiral da bela fachada barroca do palacete da Associação Comercio e Indústria, no interior da zona histórica da cidade.

segunda-feira, julho 17, 2017

A Fonte 672

Figueira de Castelo Rodrigo

Na beira do caminho, junto ao Convento de Aguiar, base da encosta onde se encontra o que resta das muralhas do Castelo Rodrigo, aqui bem visível lá no cimo.

domingo, julho 16, 2017

Domingo sem Missa

Convento de Santa Maria de Aguiar
(Figueira de Castelo Rodrigo)

Foi Mosteiro e não Convento, pois abrigava monges Beneditinos, que o construíram no Século XII. Depois passou para os domínios da ordem de Cister.
A Igreja ainda é um bom exemplo da arquitectura monástica primitiva: austeridade, robustez e poucos elementos ornamentais.

sábado, julho 15, 2017

Amanhecer DLVI

UNHAIS DA SERRA
(Covilhã)

Coexistindo no tempo e no espaço, diferentes materiais de construção, diferentes projectos e conceitos de arquitectura, a mesma finalidade primária: abrigo e protecção dos humanos.

quinta-feira, julho 13, 2017

A Fonte 671


Chafariz d'El Rei
(Castelo Mendo)

Pois é, chafarizes há muitos, e com esta denominação há certamente algumas dúzias, em Portugal.
No caso desta real fonte (provavelmente do séc. XIII), a coroa encimando o escudo esculpidos no frontão, indicam que o soberano em questão seria D. Diniz.
Encontra-se num pequeno declive do terreiro da feira e romarias fronteiro à porta principal do castelo, conhecida pela Porta dos Berrões.

quarta-feira, julho 12, 2017

A Homilia

Igreja de Santa Maria do Castelo
(Castelo Mendo)

Quando fotografei este púlpito, no que sobra das ruínas do velho templo, fiquei por alguns momentos a pensar como seria um pregador, qual a sua atitude, o estilo e o tema do sermão que aqui teve lugar, logo após a construção (séc. XIII) já no declinar da Idade Média.
Terá sido, por certo, bem diferente o estilo das homilias durante o tempo de segurança máxima do reinado de D. Afonso III em comparação com os tempos do seu sucessor, D. Diniz, que se dedicou à consolidação, pacificação e desenvolvimento económico do território do reino.
E... etc., etc., por aí fora, vagueei no tempo e na história imaginando as ligações, as relações e as dificuldades entre, e dentro, das três classes em que se dividia a sociedade daquela época.

segunda-feira, julho 10, 2017

sábado, julho 08, 2017

Amanhecer DLV

Altitude, 10.000 metros
(Algures sobre o Atlântico)

Estremunhado, mal dormido, mal disposto, olho pela janela e a realidade lá fora, não me dá que pensar - desvio o olhar e fico-me pela virtualidade...

segunda-feira, julho 03, 2017

Amarras do tempo


PRAIA DO DAFUNDO
(Lisboa)

Com o passar do dos anos, o tempo foi compactando nas camadas da minha memória, muitos conceitos, expressões, palavras em português, francês, castelhano, inglês e até em italiano;
essa arrumação foi de tal modo complexa (ou desordenada) que agora, parece haver palavras que estão amarradas bem lá no fundo da memória e teimam em não se soltar para concatenar as frases de lógica encadeada do meu pensamento;
e o pensamento imparável, escorre como areia fina numa ampulheta, de tal forma que eu não consigo fixar na ideia uma mensagem com nexo para deixar aqui exposta;
percebo entretanto uma coisa: quanto menos escrevo, menos leio e mais se avoluma a falta de interesse no exercício mental, mais aumenta a resistência à mudança - é apatia intelectual.

domingo, julho 02, 2017

A Fonte 669


BARCA D'ALVA

Interessante? Nem por isso. É apenas mais um fontanário (com torneira de água corrente) forjado em ferro nos meados do século passado.


sábado, julho 01, 2017

quarta-feira, junho 28, 2017

a Fonte 668


GUIMARÃES

Como estou mais uma vez de visita à "cidade berço", com esta vaga de calor imenso aproveito para deixar aqui uma pequena onda de frescura - que o digam os passarinhos que esvoaçando por esta alameda do centro da cidade, vêm aqui lavar as penas e matar a sede.

Quem é, ou pretende representar, a figura no pedestal? Não sei.
Quando foi feita e quem foi o autor da obra? Também não sei... mas não estou lá muito "ralado" com isso!

terça-feira, junho 27, 2017

o Santo azulejo


GUIMARÃES
(Igreja Nossa Senhora do Carmo)

Este enorme painel, fixado em 1940, na parede exterior da igreja, é impressionante. Para mim é um trabalho que representa muito bem a superior qualidade da azulejaria em Portugal - uma obra de arte e tecnologia.

segunda-feira, junho 26, 2017

Mais um Coreto

Paul
(Covilhã)

Terreiro do Santuário de Nossa Senhora das Dores, no Paul, um lugar na vertente sul da Estrela, a Cova da Beira.
O povoado desenvolveu-se num verdejante e largo vale irrigado pela Ribeira do Caia, que nasce na Serra da Estrela e desagua, não muito longe daqui, no Rio Zêzere.

Quando estou perto de um coreto como este, parecido com o da terra dos meus avós, acorre-me sempre um pouquinho de nostalgia. O coreto, é um símbolo presente nas minhas memórias de infância e juventude:
muitas horas de brincadeira, a jogar à "apanhada" com os "putos" do meu tempo, durante as chamadas férias grandes na zona Saloia.
a alegria da banda filarmónica, ou do "cavalinho" tocando música popular para animar as feiras e romarias da aldeia.

domingo, junho 25, 2017

a Fonte 667


Fonte da Imperial
(Largo do Intendente, (Lisboa)

Uma fonte pensada para bem servir os foliões das noites de festa dos santos populares - S. António, S. João e S. Pedro.

sábado, junho 24, 2017

Amanhecer DLIII

Rio Tejo
(Lisboa)

Como foi?
Bom!? Sim e não: talvez alguns momentos bons para recordar, outros menos maus que acabam por se desvanecer, como diz o hino, "entre as brumas da memória" e ainda uns quantos para esquecer, ou melhor, para não lembrar.

segunda-feira, junho 19, 2017

Viajar no Tempo

Costa da Caparica
(Portugal)

Deixamos a Europa, com o pôr-do-sol à vista, sobre o mar na costa oeste do continente.
Os raios de sol rasante sobre o mar, fazem sobressair a pequena ondulação que se dirige às praias.
E aqui vamos numa ponte aérea cruzando o Atlântico em busca de outras fontes, a ver os navios cá de cima, bem do alto. E vamos sem santos, pois, como estamos a subir, os santos não ajudam!
Daqui a oito ou nove horas, consoante a força dos ventos predominantes no Atlântico norte (em grande parte influenciados pela Corrente do Golfo) que neste caso são contrários.
Se tudo correr bem, chegaremos à América, com o pôr-do-sol à vista, mas não sobre o mar, pois estaremos na costa leste do continente.
Afinal já existem as viagens no tempo - sair de um lugar ao pôr-do-sol e chegar, nove horas depois a outro lugar, distante 7000 km, ainda ao pôr-do-sol.

sábado, junho 17, 2017

Amanhecer DLII


Museu dos Terceiros
(Ponte de Lima)

Um museu de Arte Sacra do norte do País, instalado no extinto Convento de Santo António dos Capuchos da Ordem Terceira de São Francisco, na margem esquerda do Lima.

Ao chegar-me à varanda nesta manhã ocorre-me o comentário de Miguel Torga, acerca desta região que, me parece, o poeta transmontano não apreciava grandemente:
"..no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…"

terça-feira, junho 13, 2017

A Fonte 666


Parque do Arnado
(Arcozelo, Ponte de Lima)

Este parque que se pode visitar na margem direita do Rio Lima, perto da ponte é um espaço muitíssimo agradável, óptimo resultado do trabalho de jardinagem e conservação da natureza.
A figura do santo na fonte, alguém me disse que era de St. António.
Não sei, mas, já que hoje é o dia dedicado a esse santo, acho que fica aqui bem.

segunda-feira, junho 12, 2017

O Santo das Escadinhas


Escadinhas de S. Crisóvão
(Mouraria, LISBOA)

Era noite, muito de noite (5h da madrugada na noite de St. António de Lisboa) quando captei esta imagem. Por isso, mal se vê, adivinha-se apenas, a imagem em relevo do santo cravado na parede ao cimo das escadas.
Mais para cima, no largo, devia aparecer a igreja do mesmo santo. Este templo deve ter sido o único edifício de Lisboa que resistiu quase incólume ao terramoto de 1755, mas agora, hoje encontra-se em muito mau estado de conservação. As riquezas artísticas no seu interior estão a precisar de grandes trabalhos de recuperação.
No recanto do lado esquerdo há um extraordinário mural, dedicado ao Fado e aos "castiços" hábitos e habitantes dos bairros típicos da cidade, pintado em 2012 por diversos artistas.


Numa parte das escadinhas, debaixo do arco, há uma livraria muito pequenina - o mais pequeno alfarrabista que eu conheço.

sábado, junho 10, 2017

Amanhecer DLI


Casa da Praia

A azáfama de um bichinho preto, pintalgado de branco, fez despertar a minha atenção, para a pequena flor, que alegra os canteiros do meu terraço durante os últimos meses da Primavera.
Não sei como se chama, nem tão pouco me recordo da designação do tipo de inflorescência - tão distantes estão as lições de Botânica do meu tempo de estudante do liceu - mas ainda me lembro que as pétalas abrigam os estames e o carpelo.
Neste caso, a macro-fotografia permite-nos observar a morfologia da corola:
tem 6 estames, com antenas bem carregadas de pólen, em redor do carpelo, cujo estigma baba uma bela quantidade de néctar.

quarta-feira, junho 07, 2017

A Fonte 665

Fonte dos Gatos
(SABUGAL)

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos

Manuel António Pina - "Os Gatos"

terça-feira, junho 06, 2017

O Santo desprotegido



Anjo da Guarda, Padrão de S. Miguel
(PONTE DE LIMA)

Na Idade Média era comum o receio de empreender viagens, e por isso a travessia de pontes era ocasião para rezas, à partida, rogando protecção para uma boa viagem, e à chegada, em agradecimento.
A capelinha do Anjo da Guarda, apesar de não se conhecer exactamente a época em que foi levantada, não escapa a esta relação com a velha ponte (romana e medieval) sobre o rio Lima.

Mas hoje, quem precisa de protecção é o pobre do santo. O coitado já esteve debaixo de água por diversas ocasiões de cheias do rio, já lhe faltam a espada e a balança que segurava nas mãos, as asas, bem como os pés estão um bocado maltratados.
E até, um sacana (persona tacaña e mezquina) dum galego, decidiu escrevinhar porcarias na parede do santuário.

segunda-feira, junho 05, 2017

A ver navios 567


Rio Tejo

Porque hoje é segunda-feira:
outra semana, é uma mudança, e eu sinto uma resistência ao empreender qualquer coisa nova - o princípio do dia, o começo da semana, mudança de mês, o novo ano, etc.
Será da idade? Parece-me que agora o tempo que passa, é mais passado enquanto antes era mais futuro.
Só a mudança de ares, isto é, viajar, não me provoca qualquer espécie de alergia.
Porque o fim-de-semana foi longo;
Porque o tempo não ajuda;
Porque não me ocorre dizer, ou fazer qualquer outra coisa (com jeito)... fico-me por aqui a ver os veleiros a bolinar no Tejo de Lisboa.

domingo, junho 04, 2017

A Fonte 664

Fonte de Sto. António
(CASEGAS)

Tenho pouco a dizer acerca deste chafariz:
- tem quase da minha idade;
- está bem conservado, agora, porque já o vi em muito mau estado, há alguns anos;
- deixei o enquadramento alargado, na fotografia, para abarcar o conjunto de coisas representativas da tecnologia do século passado.

sábado, junho 03, 2017

Amanhecer DL

CASEGAS

Mais uma ponte (talvez) romana, que ainda hoje se encontra aberta à circulação automóvel.
Por aqui passava uma das vias romanas que cruzavam o nosso país. Segundo li, algures, essa seria a "estrada da lã", ligando Sertã, Oleiros, Covilhã, Belmonte, etc.
Mas o que eu sei é que, para o almoço, vamos ter "Burlhões" - uma especialidade local, muito parecida com os "Maranhos" da Sertã. A diferença encontra-se nas ervas aromáticas que temperam estas iguarias - bucho de cabra, preenchido com carnes de caprino e arroz cozido - num caso, salsa e serpão e no outro, hortelã e coentros.

quinta-feira, junho 01, 2017

A Fonte 663


Fonte de Escada
(CASTELO BOM)

Não haverá certamente muitas fontes deste género, em Portugal - conheci outras duas ou três, mas que já desapareceram, aterradas.
Uma cisterna a céu aberto que acumulava as águas da chuva para servir de reserva aos habitantes, durante algum tempo, face a um eventual cerco do burgo.

Amanhecer DCIX

Praia das Maçãs (Sintra) Cá estamos de regresso ao habitual fresco do verão na nossa praia.