Sábado, Novembro 21, 2009

Amanhecer CXCV



Eis uma imagem, que nada tem de especial;
não tem grande beleza, nem nada que se pareça;
um espelho de azul claro, reflexo do céu das Azenhas do Mar
um apelo à serenidade, uma proposta de paz;
uma paragem no tempo, uma miragem no Inverno geral;
e simultaneamente é uma tentação:
- apetece fazer alguma coisa para quebrar a monotonia do reflexo;
- lançar uma pedra para quebrar a perfeição daquela superfície...

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

a Fonte 456


..e ao lado da Igreja Matriz da Azambuja, o caminhante, o turista, encontra este fontanário que tem um letreiro bem diferente do já costumeiro ("ÁGUA IMPRÓPRIA... ETC.").
Este diz assim:

AVISO
Ao abrigo do Artigo 100º
do Regulamento Municipal
de Abastecimento de Água
SERÁ PUNIDO COM COIMA
de - 75,00 a 1.250,00 - (*)
quem utilizar água dos fontanários para fins
diferentes do uso exclusivamente doméstico.

Ora gaita!
Estava mesmo a precisar de beber água e apetecia-me lavar a cara para tirar o pó do caminho, mas não vou arriscar-me a pagar uma multa do caraças (* suponho que sejam €uros).
Ah, pois!
Segundo o aviso, só posso usar esta água para beber ou lavar as mãos se a levar para casa!

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Hora Bolas


A hora certa - hora solar - está neste relógio, à entrada da Azambuja, desde 1844, que é a data inscrita no pilar que suporta a esfera.

Ao "palmilhar" os caminhos de Portugal, encontrei outros relógios iguais a este, na estrada que liga Lisboa a Santarém.
Não sei, mas imagino que tenham sido colocados ao longo da principal Estrada Nacional (neste caso seria a N.VIII..?) para que os viajantes de antanho soubessem sempre a hora do dia, talvez para assim poderem calcular a velocidade da sua deslocação e quiçá fazer uma estimativa da hora prevista para chegar a um qualquer destino...

Terça-feira, Novembro 17, 2009

a Fonte 455


Vila Nova da Rainha
Por baixo das duas pontes desta terra, correm paralelas, as ribeiras Ota e Alenquer, que logo ali se juntam numa só para desaguar no Tejo.
Neste lugar de merendas não falta nada:
tem chafariz com àgua para beber, lava-loiças, mesa, bancos, grelhador, grelha, lenha e tudo o mais para o turista que só precisa de levar os comes e bebes, acender o lume e... "toca a andar".

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

a ver navios 88



Fado de Vila Franca

Com o Colete Encarnado
Jaqueta e meia branca
Campinos toiros e fado
Esperas de gado em Vila Franca.

Oh terras do Ribatejo
Cheias de sol e alegria.
Oh gente sem ambições
Que dá lições de valentia.

Oh terras de Vila Franca
Onde tanta e tanta vez
Sem temer uma colhida
Se arrisca a vida com altivez!


Voltei ao velho cais do Jardim de Vila Franca de Xira.
Fiquei ali sentado a olhar os barcos no Tejo e a recordar os momentos de grande agitação, de intensa euforia, (de "adrenalina", como se diz hoje) das "largadas" nos dias da festa do Colete Encarnado.
«Uma ou duas vezes, pendurado na portada de uma janela ou escarranchado num poste de iluminação pública, escapei à justa, de levar uma marrada, ou uma cornada.»
Enquanto revivia mentalmente aquelas antigas imagens e emoções, veio-me à memória um fado. Velho, talvez tão velho quanto eu...
Trauteei a música - ainda me lembro bem - mas a letra (saquei da Net) só me lembrava da última estrofe.

Domingo, Novembro 15, 2009

a Fonte 454



Caldas de S. Lourenço
Na margem esquerda do rio Tua, a meia encosta da vertente do vale sobre o rio, a 3 Km da sede de freguesia de Pombal, junto à estação de (S. Lourenço) caminho-de-ferro da linha do Tua.

Terá sido o Padre António de Seixas, o responsável pela construção, em 1720, de um tanque para banhos... numa casa que outrora foi capela.
«Abaixo da capela de S. Lourenço, ao fim de uma eminência sumamente áspera e fragosa, descendo para o rio Tua há uma origem de água termal sulfúrea dentro de uma casa como água mãe[..]

É água bem diáfana de cor um tanto alvacenta, o cheiro e sabor próprio das sulfúreas[..]
Distante dois tiros de bala para Norte desta fonte no meio de um silvado há uma outra pequena nascente em tudo e por tudo da mesma natureza da primeira[..]»

Sábado, Novembro 14, 2009

Amanhecer CXCIV



«O amor é condição sine qua non para tudo.»

Um pensamento "esquisito" de Fernão Capelo Gaivota...
o tal pássaro que se tornou um solitário, não só pelo seu modo de ser, mas também em razão de ter sido expulso do seu Bando, por causa das suas ideias inovadoras...