sábado, junho 25, 2016

Velho sou eu




Passaram 43 anos...

Foi um dia depois do S. João (25 de Junho de 1973) que fiz esta fotografia.
Não tenho a certeza se foi na Estação de Mirandela (Linha do Tua) ou na Estação de Moncorvo (Linha do Sabor), porque no mesmo dia estive nesses dois lugares.
No entanto, lembro-me muito bem, isso sim, que fiquei de boca aberta, pois nunca tinha visto (várias) máquinas a vapor em funcionamento.
Até então eu pensava que essas coisas só existiam nos filmes de "cowboys" americanos.

sábado, junho 18, 2016

O gato




Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem..

(Manuel António Pina)

terça-feira, maio 26, 2015

a fonte 652



Almeida

No largo frente à porta principal (S. Francisco) da fortaleza que foi, a partir de 1640, a maior praça-forte da Beira interior.

Fonte da Liberdade, homenagem à revolução de "25 de Abril de 1974".
Água escorrendo dia e noite, sem parar, pelos grandes blocos de granito sobrepostos em desalinho.
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!"

Aqui mesmo ao lado, fica um dos mais populares restaurantes da região - o "Granitus" - procurado por castelhanos e portugueses para reabastecimento de energia física e anímica, saboreando os cozinhados típicos do lugar - naco de vitela - acompanhados pela alegria dos belos vinhos tintos produzidos do planalto da Beira Interior.

segunda-feira, maio 25, 2015

A ver navios (1139)



Onde ou aonde?

Setúbal

No estuário do Rio Sado, um lugar por onde teriam entrado a navegar, os barcos transportando aguerridos cavaleiros Cruzados que teriam vindo dar uma "ajudinha" ao nosso primeiro Rei, D. Afonso, na sua campanha de conquista de território aos Mouros.

É uma teoria histórica, segundo a qual, a pequena armada de Cruzados oriundos do norte da Europa (França e Inglaterra) terá feito um desvio na sua viagem a caminho da Terra Santa para "treinar" um pouco em combate real pelejando contra os seguidores do Islão instalados na Península.
Ou por solidariedade ou para agradecer o fornecimento de mantimentos para a viagem - comida e bebida - que o bom povo de Portucale lhes proporcionou, os defensores da Cruz de Cristo subiram o Rio Sado até onde permitia o caudal de então, chegando assim por via fluvial, com armas e bagagens ao Alentejo interior, não muito distante das planícies (Castro Verde) onde terá decorrido a famosa Batalha de Ourique.

domingo, maio 24, 2015

Dia do Senhor



Braga

A "Guarda Diocesana" marca presença durante a celebração da missa na Sé, no Dia do Senhor, que, para os católicos, é o Domingo, o primeiro dia da semana.

Ao contrário do que hoje se costuma considerar, o Domingo não é o último dia da semana, portanto não faz parte do tão desejado e apregoado "fim-de-semana".

A semana termina no 7º dia, o Sábado enquanto que o Domingo será o 1º. Isto justifica a denominação dos dias da semana em Português, que é diferente do resto do mundo (Francês, Castelhano, Italiano, Inglês, Alemão, etc...):
Domingo (1º), Segunda, Terça, ... Sexta e Sábado (7º).

sábado, maio 23, 2015

Amanhecer CDLXXII



Algarve

Sentado na borda da falésia, à sombra de um pinheirito encravado numa rachadura do arenoso chão de saibro.
Inspiro devagar o ar quente com cheiro a mar, alfazema e rosmaninho. Uma brisa refrescante e inebriante que mistura a maresia com a ligeira nortada que desce das encostas da Serra de Monchique até à beira-mar.
Lá em baixo, o mar chão é um espelho azul que reflecte o céu anil.
Não tem ondas nem barcos, tudo é calma, sossego, não há pressa, não há ansiedade, não há vento, não há gritos, não há o ruído dos motores, das buzinas, das rodados raspando no asfalto...

Paz - ao meu redor e no meu interior - os meus sentidos descansam em paz, ainda que por alguns momentos, que vale a pena guardar para sempre recordar.

sexta-feira, maio 22, 2015

A Cidade Liberdade



Um homem na cidade

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.

Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.

Eu sou o homem da cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.

Algumas estrofes de um poema que evoca a vida, a liberdade e a esperança na minha cidade, Lisboa, O grande poeta do século vinte, Ary dos Santos, escreveu e um grande fadista, Carlos do Carmo, cantou.

E recordo agora com saudade, que tive o previlégio de conhecer pessoalmente, tanto a um como o outro, no auge das suas carreiras, nos anos 70 - era o tempo em que eu (trabalhador da RTP / estudante universitário e fotógrafo nas horas vagas) era assíduo frequentador das noites do "João Sebastião Bar".