quinta-feira, julho 22, 2010

a Fonte 542


A "Fonte da Boneca",
em estilo neoclássico, foi construída em 1894, com o intuito de embelezar a cidade, para a visita de El Rei D. Carlos I, a Portalegre.

Há cerca de 1 ano, durante a madrugada, foram furtadas (fanados, gamados) as bicas laterais da fonte - os dois anjinhos (bem gordinhos) de pedra, montados sobre os tradicionais tritões (grandes peixes) que compunham a "Fonte da Boneca".

Como é possível acontecer uma coisa destas praticamente no centro de uma cidade, uma capital de Distrito?
O caso está a ser averiguado. Ouvi dizer (fonte popular anónima) que a PJ até já andou no encalço dos anjinhos por terras de Espanha, mas... o certo é que a fonte continua sem as duas bicas.

quarta-feira, julho 21, 2010

Nuvens


«Nuvens... Existo sem que o saiba e morrerei sem que o queira.
Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que sonho e o que a vida fez de mim, a média abstracta e carnal entre coisas que não são nada, sendo eu nada também.
Nuvens... Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero!»


(Fernando Pessoa, no "Livro do Desassossego")

terça-feira, julho 20, 2010

Casas do Santo (1)


Penso que o Vale de Colares, Sintra, não faz parte de nenhum dos percursos portugueses dos Caminhos de Santiago, mas não faz mal.
É só para lembrar que nest Ano 2010 se celebra mais um Xaxobeo em Santiago de Compostela.

segunda-feira, julho 19, 2010

a ver navios 106


De passagem por Lisboa, Eu e o MSC (acho que é o Sinfonia).
Certamente que para quem viaja a bordo deste bairro flutuante,
não fará muito sentido o velho provérbio italiano, que diz:
«Chi non sa orare, vada in mare a navigare.»
(Se queres aprender a rezar, vai navegar no mar.)

domingo, julho 18, 2010

a Fonte 541


Fonte do Concelho, em Marvão


apenas consigo entender na lápide:
«ESTA OBRA MANDOU FAZER O DR
ANDRE FRAZAO DA ROCHA E CUNHA SENDO
JUIZ DE FORA DESTA VILA PELO MUITO ALTO
E PODEROSO SR EL REI D. JOAO O 5. COM OFER..?
DA SER..? AGENS DO POVO NO ANNO DE 1713.»

sábado, julho 17, 2010

Amanhecer CCXXVII


Porquê, para quê?
Existiam simplesmente, viviam apenas.
Sem dia, sem hora, sem lugar... num qualquer tempo-espaço, sabe-se lá onde.
Eu vi, estava lá, que interessa onde.
E agora que já não estão lá, já não vivem, ficam aqui como se existissem sempre.

sexta-feira, julho 16, 2010

quinta-feira, julho 15, 2010

segunda-feira, julho 12, 2010

a ver navios 105


Um vaso de guerra no Rio Tejo

No mar tanta tormenta, e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?


(Luis de Camões, "Os Lusíadas")

Amanhecer DLVIII

COVILHÃ Correndo pelo vale do alto Zêzere Já chegámos? O quê! Ainda não? Então vou dormir mais um bocadinho...