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quarta-feira, outubro 23, 2019

Apenas dois dias


Ghent, Bélgica

Ao segundo dia, esta cidade conquistou-me!
Se me fosse proposto revisitar uma cidade belga, eu escolheria, sem dúvida alguma esta antiga capital de Flandres.
Grande cidade, bela cidade, cheia de vida, plena de movimento - conjuga modernidade com património histórico e artístico - o comércio e o turismo em evidência, mas apenas o quanto baste.
Eu arrisco dizer:
«Bruges é linda, Bruxelas é magnífica, Gante reune o melhor das outras duas.»

sexta-feira, outubro 18, 2019

Um ponto fraco


Bruges, Bélgica

São verdadeiramente lindos os "endroits" (digo em francês, porque não me ocorre o termo certo em português, a não ser locais ou pontos de vista) que podemos apreciar nos canais próximos do centro do velho burgo.

  • as diversas e diferentes pontes que só por si, são elementos que conferem à paisagem um interesse suplementar;
  • a arquitectura peculiar e estranha para nós, habitantes do sul da Europa dos edifícios bem conservados;
  • o reflexo colorido adicional conferido por muitos vasos e canteiros de flores bem cuidadas;
  • a preferência generalizada pela utilização de transportes não ruidoso nem poluidores do ambiente - bem preservado;
  • mas, "não há bela sem senão", eis que surge no panorama algo que não se encaixa muito bem neste quadro romântico - barcaças acelerando pelos canais, de tal forma carregadas de turistas, que me fizeram lembrar as embarcações de refugiados, migrantes que se aventuram no mar Mediterrâneo.





segunda-feira, julho 29, 2019

As Eclusas


Barragens do Rio Douro

É sempre impressionante a entrada do navio no poço de uma eclusa para ultrapassar o desnível de uma barragem.
Provoca-me sempre algum temor, em especial a da barragem do Carrapatelo - tem 35 metros de altura, a maior eclusa do Douro e uma das maiores do mundo.

domingo, julho 28, 2019

terça-feira, maio 28, 2019

A Fluvina


Valada (Cartaxo)

Caminhando sobre o dique de contenção:
de um lado toda a aldeia - as ruas, as casas e até a igreja
do outro ldo a beira rio - o parque de merendas, a praia e a fluvina, ou ancoradouro e abrigo para embarcações no rio, ou marina de água doce.

domingo, maio 26, 2019

Os Avieiros


Aldeia da Palhota (Valada, Cartaxo)
Maré vazia no cais palafítico de uma típica aldeia de pescadores, construída com casas de madeira sobre estacas, nas margens alagadiças do Tejo.
Nesta aldeia cuja origem se perde no tempo, chegou a viver Alves Redol, o escritor Vila Franca de Xira, que muito bem descreveu a vida difícil das gentes do baixo Tejo, nos meados do século passado.
Neste perfeito dia quente de domingo, depois visitar um velho amigo de Vale do Paraíso (Azambuja) aproveitei o andamento para revisitar lugares de uma inesquecível e louca aventura que nos anos 70 me levou a subir o rio num pequeno barco, de Vila Franca a Santarém e volta.



quinta-feira, junho 21, 2018

Paisagens do Coura

Foz do Rio Coura (Caminha)

No pico da maré enchente de hoje, não resisto ao desafio de percorrer o passadiço e ancoradouro que oscila sobremaneira com a ondulação provocada pelas correntes de subida das águas e pela brisa do vento norte - parece que estamos num porto de mar aberto.
Um belo dia para fazer todo o percurso deste rio português desde a foz na margem esquerda do Rio Minho, em Caminha, até à nascente na região de paisagem natural protegida da serra do Corno de Bico.
primeiro ponto de paragem, interessante é Vilar de Mouros - lugar de que guardo muito boas recordações desde desde a inauguração do campismo nos anos 70.
uma paragem para almoço no lugar de Covas - encruzilhada de estradas nos limites da enorme serra de Arga, onde existiu, no século passado exploração de volfrâmio e tungsténio.
segue-se a passagem por Paredes de Coura - mais um recinto de históricos e famosos Festivais de música popular de Verão, dos quais eu não sou fã.
 e continua...

sexta-feira, abril 06, 2018

Vinho Fino

Rio Douro - Pinhão

Sentado numa esplanada do cais, à beira Douro, acompanhando com a vista o movimento silencioso dos grandes navios-hotel que deslizam rio abaixo, em direcção ao pôr-do-sol.
Ora aqui está uma coisa, que já não é novidade para mim. Ao longo dos anos, durante as minhas viagens pela região do Alto Douro Vinhateiro, tenho tido felizmente, oportunidade, o (bom) gosto e o prazer de o fazer algumas vezes.
Num fim de uma tarde quente de Verão, ou morna de Primavera como a de hoje, deixar-me ficar quieto, sem pensamentos, simplesmente contemplando os reflexos dos raios de sol que no ocaso conferem cor especial ao espelho de água do rio e ao cálice de Vinho Fino que vou saboreando.

«Vinho Fino?» pergunta a menina que atende na esplanada do bar.
«Sim, um cálice de branco e "bem aviado", se faz favor!» disse eu.
«Ora bem, é a primeira vez que um cliente - de Lisboa, não é? - me faz um pedido como deve ser... sim senhor; toda a gente de fora, costuma pedir Vinho do Porto.» retrucou a menina.
«Pois, mas eu sei que o vinho é criado e produzido aqui nas vinhas do Alto Douro, não é no Porto. E sei que a gente daqui o considera um Vinho Fino, porque ele é mesmo isso, fino.» e com esta conversa, eu ganhei um cálice de vinho branco pouco doce, mas muito "bem aviado" e, mais importante ainda, acompanhado de um bonito sorriso.

segunda-feira, junho 05, 2017

A ver navios 567


Rio Tejo

Porque hoje é segunda-feira:
outra semana, é uma mudança, e eu sinto uma resistência ao empreender qualquer coisa nova - o princípio do dia, o começo da semana, mudança de mês, o novo ano, etc.
Será da idade? Parece-me que agora o tempo que passa, é mais passado enquanto antes era mais futuro.
Só a mudança de ares, isto é, viajar, não me provoca qualquer espécie de alergia.
Porque o fim-de-semana foi longo;
Porque o tempo não ajuda;
Porque não me ocorre dizer, ou fazer qualquer outra coisa (com jeito)... fico-me por aqui a ver os veleiros a bolinar no Tejo de Lisboa.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

A ver navios 120



Aqui estou eu, mais uma vez,
sentado a ver passar o tempo
num dos mais bonitos estuários da Ibéria.
À beira do rio Sado, na baía de Setúbal,
recordando a velha canção do Otis Reding:

"Sitting on the dock of the bay
Watching the tide roll away
I'm just sitting on the dock of the bay
Wasting time.."

quinta-feira, junho 02, 2011

quinta-feira, abril 14, 2011

segunda-feira, março 14, 2011

a ver navios 111


E chega uma altura da vida em que ...

"É indiferente, morrer ou viver
já pouco importa, tanto faz.
Mas se não puder viver em paz,
apetece deixar-se morrer."

(Coisas que passam pela cabeça de uma pessoa, no silêncio da madrugada, naqueles minutos que precedem a alvorada, momentos decisivos para o renascer de mais um dia ou não...)

domingo, março 06, 2011

a ver navios 123



Há muitos, muitos anos (provavelmente mais do que terá esta carcaça de traineira do rio), os miúdos e miúdas da minha rua, ocupavam uma parte do tempo livre com jogos e brincadeiras em plena rua.
Desses, recordo hoje esta cantilena, que servia de base a uma inocente e animada brincadeira na qual participava normalmente um grupo grande de rapazes e raparigas, à mistura.

Que linda falua,
que lá vem, lá vem,
é uma falua,
que vem de Belém.

Eu peço ao Sr Barqueiro
que me deixe passar,
tenho filhos pequeninos
não os posso sustentar.

Passará, não passará,
algum deles ficará,
se não for a mãe à frente,
é o filho lá de trás.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

terça-feira, novembro 02, 2010

a ver navios 109


Estuário do Sado
Navios ancorados no meio do rio,
o sol escondeer-se por detrás do maciço da Arrábida,
foi só o consegui captar durante o recente passeio de fim de tarde,
navegando sobre as águas do Sado entre Setúbal e a Comporta.

Lembro que há 20 anos apenas (pouco tempo, comparado com a idade do planeta), era usual avistar famílias de Golfinhos nadando mais ou menos próximo do barco "cacilheiro" ou "ferryboat" que fazia a travessia di rio. Raras foram as vezes em que fiz a viagem sem avistar Golfinhos.


Certo dia, enquanto me banhava numa das magníficas praias de Tróia, aconteceu:


Um grande peixe e um Golfinho que o perseguia, saltaram fora de água,
ali mesmo ao pé de mim - quase me passaram por cima - grande susto que eu apanhei!

sexta-feira, agosto 13, 2010

a ver navios 108


Em mais uma passagem - com paragem - por Milfontes e arredores.
Nunca me arrependi da viagem - sempre difícil - até estas paragens perdidas na costa Vicentina Alentejana.
Já lá vai tanto tempo, que nem consigo fazer as contas aos anos que passaram, desde a primeiríssima vez que parei o carro e acabei por passar uma noite e um dia aqui, junto à foz do Mira - o rio menos poluído e dos mais bonitos da Europa.
Desde então para cá, raríssimos foram os locais, que encontrei que se assemelham a este -  só me lembro de dois ao norte da Península Ibérica, nas Astúrias e na Cantábria.

terça-feira, agosto 10, 2010

a ver navios 107

Cais do Tejo, em Alhandra

pois, pois,
a ver navios anda todo o pessoal que costumava passar aqui por este blog para ver ou ler umas coisas diferentes, mas há mais de 15 dias que não se passa nada aqui por este "blog de moi - o Fotociclista".
É que eu tenho andado por aí a vaguear, com o belo calor de Verão, andando devagar, autenticamente a divagar... nas Rodas do Tempo.
Por isso não tenho tempo para escrever coisas. Bem, que eu as penso, mas... ficam cá dentro e depois perdem-se no meio da floresta desordenada, a selva em que é esta minha memória se está a transformar.
Lutar contra isso!? Mas para quê? Não vejo necessidade...                      ainda.

segunda-feira, julho 19, 2010

a ver navios 106


De passagem por Lisboa, Eu e o MSC (acho que é o Sinfonia).
Certamente que para quem viaja a bordo deste bairro flutuante,
não fará muito sentido o velho provérbio italiano, que diz:
«Chi non sa orare, vada in mare a navigare.»
(Se queres aprender a rezar, vai navegar no mar.)

segunda-feira, julho 12, 2010

a ver navios 105


Um vaso de guerra no Rio Tejo

No mar tanta tormenta, e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?


(Luis de Camões, "Os Lusíadas")

Amanhecer DCXLX

Lisboa, Portugal Na margem do rio da minha aldeia-cidade.