terça-feira, maio 08, 2007

a Direita


NA MÃO DE DEUS

Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!

(Antero de Quental)

1 comentário:

Anónimo disse...

Esta é que é a "Irmã da Canhota" que nós por cá, utilisamos para tudo e mais alguma coisa.
Para os americanos, não serve para quase nada - os camones são quase todos canhotos, até parece que fazem questão nisso.
Lá naquela banda até as fechaduras das portas funcionam ao contrário das nossas.

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