sexta-feira, outubro 29, 2010

a fonte 547

Acontece-me muitas vezes, ainda bem,
passar em sítios por onde pouca gente costuma passear.


Foi o caso do lugar desta fonte que encontrei algures nos meandros de numa "estrada de campo" (diz-se de um caminho que serve primitivamente para acesso a propriedades agrícolas), estradinha essa que serpenteia por montes e vales, ligando a importante urbe medieval de Castelo de Vide ao pequeno povoado, com um grande nome, Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas.
Este lugar de Póvoa, antes de ser domínio dos Cavaleiros do Templo, que se substitiram aos Mouros, teve outros ocupantes desde remotas eras, como provam os vestígios arqueológicos que se tem vindo a encontrar, mais ou menos disseminados pelas redondezas. Há construções pré-históricas (Menir, Antas), túmulos Visigóticos, uma vila Romana, etc.

Mas hoje venho aqui recordar que se aproxima a data de uma interessante festa tradicional dedicada a S. Martinho.
O Santo protector do "divino néctar", no seu próprio dia, sai à rua em procissão, ombreado e seguido pelos fiéis amigos.
A procissão com banda de música e tudo, percorre as ruas (quase todas) da aldeia parando em cada taberna para mais uma prova do vinho novo.
Novo ou velho, tanto faz, quando ao fim duns quantos copitos, sempre com a música a tocar, começam a sair as quadras de improviso, como esta que ficou na memória de quem descreve a historia no "site" próprio da freguesia:

Oh meu rico S. Martinho
és feito de pau de feguêra,
passaste à rebêra de Nisa
e nã lavaste a focenhêra.

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A Fonte 672

Figueira de Castelo Rodrigo Na beira do caminho, junto ao Convento de Aguiar, base da encosta onde se encontra o que resta das muralhas ...