domingo, abril 19, 2009

Catavento 2


Não há machado que corte
A raiz ao pensamento
Não há morte para o vento
Não há morte.
Se ao morrer o coração
Morresse a luz que lhe é querida
Sem razão seria a vida
Sem razão.

(Escreveu Gedeão, um poeta de Lisboa, no último quarto do século XX)

Tudo o que é natural
Não é um sofrimento.
A noite não é negra
E nem a morte é triste.
A noite é puro engano,
A morte não existe
E a dor é uma ilusão do nosso sentimento.

(No primeiro quarto do século XX, Pascoaes, um poeta de Amarante, expressou ideia semelhante)

1 comentário:

Maria disse...

Boa, Grande Bicho. Dois Grandes poetas de uma vez só.
Desde miúda que adoro cataventos.
Talvez por a minha cabeça ser um.
Beijo

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!