terça-feira, outubro 30, 2007

Jornalista


É estranho este prazer que se sente (ao) em escrever para o mundo.

Desde há 2 ou 3 anos que comecei e não consigo deixar esta treta de "postar num blog", todos os dias, uma, duas ou mais fotografias quase sempre originais (por vezes muito, outras vezes nem tanto), acompanhadas de meia dúzia (muitas vezes, serão mais) de linhas de texto.
Textos a condizer ou a contradizer, ou na maioria dos casos a não quererem dizer nada; combinar umas quantas letras para montar algumas palavras arranjadas em frases que exprimam qualquer coisa que não precisamos sentir.
Sentimentos, emoções, paixões, ideias, impressões, manias, fobias e outras porcarias mais ou menos interessantes - euforia ou depressão - talvez? Não?


Quando despacho o post do dia, "Porreiro, dever cumprido!"
Num dia, "Ó! Que inspiração, hoje!"
No outro dia, "Ummm... ideias parvas!"
Às tantas, "Não tenho nada para escrever?"
Ontem, "Acho que estou a ficar farto desta coisa..."

Hoje, "Bem, chega de conversa. Vamos lá seleccionar a foto."

2 comentários:

carla mar disse...

Justificação, aceite, para a ausência do verbo!
É preciso viver para escrever.
Ás vezes, os silêncios, são... confortáveis.
;)

Pascoalita disse...

Penso muitas vezes isso. Parece que há dias em que minha mente fica oca (neurónios e tudo o mais faz recreio ... afina também tem direito eheheh)

Mas se virmos na perspectiva de que escrever é uma arte e os bons artistas têm os seus momentos de inspiração ...

É uma explicação ilógica? Talvez. Mas dá um certo consolo, não? eheheh
Agora mesmo mesmo a sério, gosto daqui :)*

Amanhecer DLVIII

COVILHÃ Correndo pelo vale do alto Zêzere Já chegámos? O quê! Ainda não? Então vou dormir mais um bocadinho...