terça-feira, junho 30, 2009

a fonte 403


Campo Maior,
terra de extremos.

Lendas, história, histórias, festas e romarias, feiras e tradições - muitas coisas para contar, mas não desta vez.
Nesta jornada, a caminho do Reino de Castela, passei levando tanta pressa, que só parei um instante para beber. Água não, uma imperial bem tirada... fresquinha, para limpar o pó dos caminhos do Alto Alentejo.

segunda-feira, junho 29, 2009

Fado Maior


Aqui há dias, melhor dizendo, há noites,
numa daquelas noites quentes de Alfama,
ao passar no Largo do Peneireiro,
a caminho do miradouro de Santo Estêvão,
fiquei (como sempre) encantado com os trinados
de uma Guitarra Portuguesa e parei,
parei para ouvir cantar, o Fado Maior:

Já se diz por todo o lado
Vai p'ra longe a sua fama
É mais cantiço o Fado
Aqui, no bairro d'Alfama

Lisboa de tanto amor
Tem o coração em chama
E o nosso "Fado Maior"
É o coração d'Alfama

Quem souber ouvir o Fado
Cantado com mais amor
Não lhe dê maior cuidado
Basta passar um bocado
Aqui, no "Fado Maior"

(Julieta Estrela, 2006)

domingo, junho 28, 2009

a fonte 402


Monforte

Não sei o que tem de especial esta terra..?
Gosto do sítio, agradou-me desde a pimeira vez que por aqui passei mesmo sem parar.
Durante uma deslocação em trabalho, a imagem ficou-me na memória, guardada juntamente com a ideia de mais tarde voltar.
Voltei e parei para apreciar calmamente, a Ribeira Grande, a Ponte Romana, as Capelas pela encosta acima, a silhueta do casario no alto do Monte que já foi praça Forte, e hoje já nem tanto.
Só permance forte na minha imaginação.
E desde que lá fizeram um Hotel (não devia dizer) bom e barato, voltei e voltarei, sempre que puder, mais vezes, portanto como diz a Maria (dos Alcatruzes), «Até um dia destes!»

sábado, junho 27, 2009

amanhecer CLXXV


Há flores novas a embelezar a manhã de Sábado no quintal.

Olha, uma nova rosa aqui nascida,
par' alegrar a Mariana reaparecida.
Uma rosa que não é côr-de-rosa...
Como a miúda nem gosta dessa côr,
ainda bem que é vermelha, esta flor.

quinta-feira, junho 25, 2009

a ver navios 78


Não sei dele, o navio que eu tinha aqui "pespegado"
para animar este "post" cujo texto, por sinal, é uma trampa.

Para não variar muito, não escrevo nada que se aproveite - nem uma elegia ao sentimento de amor, nem sequer um elogio ao sentido de fraternidade - nada que se possa considerar uma prosa decente, que uma pessoa consegue ler e entender sem ter necessidade de fazer um esforço desgraçado para perceber.
Quer dizer, estamos cada vez mais na mesma. Estou.!? Ah, pois não... quem dera que assim fosse. Estou nada na mesma. Estou muito pior:
os neurónios vão fenecendo,
as sinapses vão mirrando,
os mediadores químicos vão secando,
os impulso electricos vão desvanecendo
os pensamentos ficam parados,
o raciocínio mais embotado,
as ideias menos claras,
as memórias adulteradas.

No entanto, mesmo assim, continuo e estou igual a mim mesmo.

Quanto ao barco (não era um grande navio) zarpou e enquanto eu escrevia isto, foi vogando por esse mar afora, na velocidade de cruzeiro (talvez uns vinte nós) e deixou uma boia salva-vidas ali pendurada para nós (talvez uns vinte de nós) que conseguimos ler isto nos lembramos que ele esteve aqui.
Adeus!!! Boa viagem...

Etiquetas:

quarta-feira, junho 24, 2009

a Verbena


Verbena do largo de S. Miguel,
No meio da grande fumarada.
Uma doze de Sardinha assada,
Por gentileza da amiga Raquel.

terça-feira, junho 23, 2009

Quando


De vez em quando
encontro-me comigo mesmo!
Assim de repente,
como se deparasse com alguém conhecido,
subitamente, ao virar uma esquina.

Hoje, acontece cada vez mais,
mais do que dantes:
Ponho-me de fora
cá dentro a observar
o que éque eu faço
o que é que eu digo
o que acontece comigo
o que se passa à minha volta
o que se move dentro de mim?

Que encontro é este, fenomenal,
posso dizer transcendental,
mas muito pouco original:
- O que faço eu aqui fora
a olhar para mim cá dentro?
Para que mais me conhecer
se isso já não melhora nada?

Sento-me, ao pôr-do-sol,
numa escada e escrevo
para um amigo que já foi
o meu melhor amigo
e também o pior inimigo.
Esse que às vezes encontro
cá dentro de mim escondido.
Peço-lhe ajuda, sinto-me perdido.

sábado, junho 20, 2009

amanhecer CLXXIV


..mas, dizer o quê,
se não me apetece comunicar..?

Vou esconder os meus pensamentos nas cores intensas da Mãe Natureza.

Vou mergulhar o espírito e as mãos nas tintas sintéticas de um quadro.

Vou captar o brilho da vida numa tela com uma imitação da Natureza.

sexta-feira, junho 19, 2009

a fonte 401


Calçada de Santo Estêvão, Alfama, Lisboa.


Nesta magnífica noite de calor, dava um jeitão que este pobre chafariz deitasse água para refrescar a cara e lavar as mãos empestadas com o cheiro das sardinhas assadas comidas (como sabe bem e comme il faut) à unha em cima da fatia de pão.

sábado, junho 13, 2009

Amanhecer CLXXIII


Estou que nem posso...

sexta-feira, junho 12, 2009

a fonte 400


Lisboa... e pronto!

Etiquetas:

quarta-feira, junho 10, 2009

o Dsconcerto

podAMPLIAR
Desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.

(Luis de Camões, 1547)

Já vem de longe o desconcerto do nosso mundo...

terça-feira, junho 09, 2009

a fonte 399

podAmpliar
Realmente... só mesmo os Gregos conseguem perceber uma coisa destas:

«Πρόκειται για ορεινό όγκο, με πολύ απότομες πλαγιές και υψόμετρο 811 μ.. Τα πετρώματα που επικρατούν είναι ασβεστόλιθοι της σειράς Τρίπολης. Περιβάλλεται από εκτεταμένες καλλιέργειες αμπελιών και ελαιόδεντρων.»
Apesar de tudo, o Word2003 (Microsoft software) consegue traduzir razoavelmente a coisa, para Inglês:

«It is mountainous volume, with very abrupt plages of altitude 811 m. The rocks that prevail are limestones of order Tripoli. It is surrounded by extensive viticultures of and olive trees.»

Etiquetas:

segunda-feira, junho 08, 2009

Solipsismo


.. e se Eu pensar que,
«Todo o Mundo é apenas um esboço virtual do que o (Eu) Ser imagina, incluindo, está bom de ver, o Corpo do próprio (Eu) Ser - tudo não passa de uma reprodução mental, um pensamento, fugaz no tempo infinito.»

a fonte 398

PodAmpliar
Só mais esta e vou-me embora, para outras paragens.

É o Cantinho das Merendas, no parque florestal da terra natal de Malhoa (o pintor, José; não a cantora, Ana), que podemos considerar como a cidade mais alentejana da Região Oeste.

Não é um sacrilégio afirmar, que a cidade tem as suas raízes no Alentejo, uma vez que foi fundada, criada a partir do nada, pela "Princesa Perfeitíssima" (a Rainha mulher de El Rei D. João II, o "Príncipe Perfeito") D. Leonor de Aviz, natural de Beja.

Chega de fontes das Caldas da Rainha.

Etiquetas:

domingo, junho 07, 2009

Um Aforismo


Toda a gente conhece a escusa mais divulgada no mundo «Errare humanum est,» esquecendo (ou desconhecendo) por norma a conclusão final deste aforismo latino, «..perseverare autem diabolicum.», quer dizer:

«Errar é humano, persistir no erro é diabólico.»

«Errare humanum est, perseverare autem diabolicum.»

sábado, junho 06, 2009

Amanhecer CLXXII

PodAMPLIAR
«Hibernolândia,
é uma terra atacada por uma moléstia de que todos padecem, tão forte e profundamente que ninguém reflecte sobre a ilusão em que vive:



Uma sociedade que, cavando um fosso entre a opulência de uns e a carência da maioria, destrói as bases da sua harmonia - uma civilização que, voltada contra a natureza da qual depende, ignora estar a cavar a própria sepultura.
Na incultura geral, que nada tem a ver com falta de informação nem falta de estudos, mas com egocentrismo e insensibilidade ao sofrimento alheio, a própria democracia não pode senão expressar a geral falta de qualidade humana dos cidadãos e ser presa de políticos que vivem de angariar votos ao serviço de obscuros poderes económicos.
Na Hibernolândia, tudo está invertido em relação ao que seria normal e natural e a suprema inversão consiste em ninguém reparar nisso. É um espelho daquilo que temos até hoje feito do mundo e de nós mesmos.
Mas, eis que alguém se dá conta da inversão de valores da sociedade e inicia o despertar do estado de hibernação, começa a tomar consciência e... a cura, o restabelecimento da saúde social, alastra então como um vírus.»


(Sobre, "O Cântico dos Melros", de Augusto Carlos)

sexta-feira, junho 05, 2009

a fonte 397


A poucos metros da anterior fonte (396) esta outra num espaço público animado pelo escultor Ferreira da Silva.
Na minha irrequieta vida, quase nómada, mais uma vez nas Caldas da Rainha.
Fui comprar fruta e hortaliça fresca, como soía dizer-se, "viçosa", directamente aos produtores que vendem no mercado ao ar livre, no largo (Praça da República), a colheita da sua hortas e pomares - resultado de uma aposta no trabalho dedicado à agricultura de subsistência, de sobrevivência, eu diria até de persistência e resistência de alguns velhos avessos à mudança.

Etiquetas:

quinta-feira, junho 04, 2009

a ver navios 77


PENSAMENTOS DUVIDOSOS

Viver, mais ou menos, bem ou mal, melhor ou pior.
Afinal que importa isso? Pois se o Mundo não existe..!

Nada do que parece, realmente é. O que se vê não está lá.
A única realidade é o que se pensa.
Quer dizer, aquilo que se pensa ou o próprio pensamento em si - o que é o pensamento?

É feito de quê? Qual a sua génese? De onde vem?
Onde é que ele existe? Que existe, é certo e seguro, indubitável, inquestionável,
ou talvez não... porque,

Eu não existo porque penso,
Eu penso, porque existo e... é tudo!
Pronto, está bem, é igual.
Parece a mesma coisa mas não é tal.
Se eu estou a pensar, portanto (logo) estou a existir, a ser.
Mas eu posso estar a pensar que existo e estar enganado.!?
As grandes dúvidas:
- A dúvida metódica.
- A dúvida existencial.
- A dúvida essencial.

Etiquetas:

quarta-feira, junho 03, 2009

a fonte 396


Mais uma que está nas Caldas da Rainha desde o "ANO DE MDCCLXXV".
Penso que não foi sempre assim - três alguidares de barro para uma só bica?

Etiquetas: