quarta-feira, janeiro 31, 2007

Vista daqui 4


Massamá, 9 da manhã.
O tempo está claro, nem uma núvem no ceu limpo, o sol desponta sem obstáculos e ilumina e aquece as fachadas dos prédios.

Por sobre o percurso da estrada mais concorrida de Portugal (IC19) continua colado o que parece um resto de nevoeiro da noite - mas não é.
Aquela parede cinzenta opaca, é poluição:
o resultado dos gases de escape dos milhares de automóveis que circulam, muito lentamente, em ambos os sentidos da Estrada Lisboa-Sintra, agora com 6 faixas de rodagem (eu diria antes, de paragem).


Eu já tinha publicado anteriormente uma imagem como esta, mas... nunca é demais falar no assunto; e aconteceu, hoje de manhã, depois de uma hora exacta para fazer os 5 km (ida e volta) que separam Massamá de Valejas, reencontrei a imagem no regresso à minha janela.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Coitado


Isto não se faz ao pobre coitado do Cristo:
além de CRUXIFICADO, ainda é ELECTROCUTADO.

Grande sádico! O dono desta casa em Carnide, Lisboa.

a Fonte Alternativa


Na minha infância,
as brincadeiras alternavam entre o Chafariz da Porcalhota e este outro no pequeno jardim fronteiro à casa da minha Avó, no Livramento (freguesia da Azueira no Concelho de Mafra).
A pedra do bordo deste chafariz, foi polida por mim, milhares de vezes esfregada, pelas minhas mãos, pelos meus calções, pelas solas das minhas sandálias, enquanto brincava às escondidas ou à apanhada, com o meu primo Luis Fernando e outros putos da aldeia.
Lembro-me especialmente de um miúdo, chamado Quirino, que por ironia, além de ter um nome pouco vulgar, sofria ainda de um defeito na fala que não lhe permitia dizer os Quês.Ainda por cima, o puto (Qu)irino era neto da vizinha (Qu)inhas.
De manhã, de tarde e às vezes, até tarde, nas quentes noites de Verão, em que caçava os grilos que se escondiam, por entre as folhas caídas, no fundo do tanque, que, se bem me lembro, nunca teve água.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Monte Santo


Lisboa, a Ponte, o Cristo-rei, o Tejo, o Monsanto
Lisboa, a das sete colinas,
a Ponte,
antes de Salazar, depois do 25 de Abril,
a Ponte por sobre o Tejo,
na Outra-Banda, Almada,
a cidade do Cristo-Rei,
cruzar o Tejo para Cacilhas,
passou à história, o Cacilheiro,
do lado de cá, os Montes Claros,
o mirante maior do Monsanto,
Monte Santo? dizem que o foi,
antes da conquista aos Mouros,
antes da invasão dos Romanos,
antes dos mercadores Fenícios,
muito para além dos Tartessos.
E eu, o que estou aqui a fazer..?
árvores, verde, cactos, vermelho,
ceu, azul, nuvens, cinzento,
eu, transparente,
hoje faço parte da paisagem.

Vista daqui 3


A ultrapassagem.
Reparem bem nestes dois aviões
que eu captei da minha janela,
neste dia, bem frio, gelado:
- Parece que vão numa corrida,
para vem quem consegue,
mais depressa voar daqui para fora e...
pousar em paragens mais agradáveis.
Boa Viagem!!!

domingo, janeiro 28, 2007

sábado, janeiro 27, 2007

Vista daqui 2


Continuando na série de imagens, outra vista daqui da minha janela.
Hoje, cinco e meia da tarde, na costa Oeste (de Portugal) o pôr-do-sol, está quase.

Amanhecer LV



É caso para perguntar (a quem de direito?):
- Não se podia arranjar por aí, mais uns quantos fios electricidade e/ou telefones para pendurar aqui à volta deste local? Ah, e já agora, acho que também ficava muito bem uma antenizinha de TV fixada ao Pelourinho.
Mas, não vale a pena. Não há por aí, ninguém de direito...
Paciência, enviamos assim, para todo o mundo, mais esta imagem de Sábado de manhã em Colares.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

a Fonte 56



Há uma inscrição gravada no bojo do monolito deste Chafariz,
que diz assim:


CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM - 1857
Estranha inscrição:
- será que o chafariz veio do Brasil (Belém do Pará) - não me parece;
- a hipótese de ele ter vindo da Palestina, é completamente improvável;
- então, por que carga d'água é que este chafariz, se encontra em Carnide,
que é o bairro típico, de Lisboa, mais distante de Belém e do Tejo.

Vamos procurar saber.

o Inconsistente


Assim se deveria chamar este blog.
Ahhhhhhhhhhhhhh........................!
Dasssssssssse. Hoje é quinta-feira.
Apetece-me fugir daqui para fora.

Não pode ser. Aguentar até morrer!
Assim, assim, tanto me faz, as coisas que a gente é capaz.
Pachorra, paciência, porra!
Que raio de merda é esta que me atormenta,
que filha da putice me trucida o pensamento,
me arrepanha todas as ideias logo à nascença,
serão os partidários do Sim? ou os outros do Não?
Quem sabe, Talvez... isto seja, nem Sim nem Não...

mas que granda conversa da treta
esperem aí, vou ali já venho
vou dar uma voltinha na bicicleta
e de seguida tomar um banho.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Vista daqui 1



Em diferentes horas do dia ou da noite.
Com ceu aberto, claro dia ou na noite escura.
Vamos ver o nascer do sol e o entardecer.
Com nuvens, com chuva e até com neve.
Vou começar a publicar a vista daqui da minha janela.

A primeira, é de hoje mesmo: reflexos do sol às 8h da manhã.

Inventar o amor (1)


..
Procurem a mulher e o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva.
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas,
senhas, salvo-condutos, horas de recolher,
censura prévia à Imprensa, tribunais de excepção.
Para bem da cidade do país e da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência.
..
Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias.
Um velho sem família, a testemunha, diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua.

(A Invenção do Amor, por Daniel Filipe)

quarta-feira, janeiro 24, 2007

a Fonte 55


Mais um fontanário na Chança (a do Alentejo).
A fotografia foi propositadamente descolorida (para tons de sépia), por dois motivos:
  1. para ficar mais de acordo com os tempos recordados por aquela velhota, (digam-me lá o nome, para eu pôr aqui ( Judite , disse o Quim) que veio pedir ao Jota Cê um beijo e um abraço, no passado dia 6 de Janeiro, quando por ele JC por aqui passeava no meio do nosso grupo dos amigos.
  2. para suavizar as sombras, muito marcadas, por causa do ceu limpo e sol brilhante e os riscos dos fios de electricidade que atravessam o fundo, porque o fotógrafo é um granda cegueta, pois não viu essas coisa quando tirou a fotografia.

terça-feira, janeiro 23, 2007

a RAIVA


Vale bem a pena comprar, nem que seja só pela maravilhosa capa, onde sobressaiem as letras douradas do título, "O CÓDIGO D'AVINTES".
..o meu amigo Santiago, jaz lá fora, assassinado a golpes de broa de Avintes fresca. Porquê? Só pode ter a ver com a mensagem que ele me deixou:
"Isaías, não podes perder a tua sobrinha de vista. Receio que o Conclave se tenha infiltrado na RAIVA".
Bem na verdade esta organização, a R.A.I.V.A. (Resistência Activa contra Imbecis, Vândalos e Atrasados) a que eu tenho dado o melhor das minhas energias, há já, mais de quinze anos, tem muitos inimigos. Pelo seu nome, poderia pensar-se ser ela uma organização contra o Governo (os vários e sucessivos, quero dizer), mas não é assim; desde sempre considerámos que neste caso específico, a resistência não compete a uma associação privada (e, vamos lá, clandestina) , mas sim ao eleitorado em geral.
Portanto, escolhemos como alvos, outros imbecis, vândalos e atrasados.
Recentemente a nossa atenção foi atraída pelo Conclave dos Cavaleiros Teutónicos da Nova Ordem. Dentre eles, destaca-se a personalidade dúbia - é o mínimo que se pode dizer! - desse Damião, chefe do Conclave em Portugal, ex-contrabandista, ex-dealer, ex-proxeneta, ex-várias outras coisas pouco recomendáveis.
E foi logo a esse inestimável inimigo que se ligou a burra (morena tingida de loira) da minha sobrinha-neta Lilith, de cujo espírito perverso eu desde há muito suspeitava.
Desde a mais tenra idade que a Lili vê assiduamente os Morangos com Açúcar e isso explica muita coisa em termos de perversão mental e cultural...

Este sim, vale a pena ler. É o verdadeiro romance, dos mistérios da infância de Jesus junto às margens do Douro (APC - Antes do Pinto da Costa). O outro romance (o "CÓDIGO DAVINCI", do Dan Brown) é uma grandecíssima treta, que custa um dinheirão; mas comprei, li e digo sinceramente... "mal empregado dinheiro e mal empregado tempo!"

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Autoria duvidosa



Um Conselho de Poeta

Sei que foi algures, num documento virtual, na Internet, mas não me recordo ao certo onde fui desencantar este poema apócrifo (que se diz ser da autoria) do nosso bem conhecido poeta popular algarvio, António Aleixo.

domingo, janeiro 21, 2007

no regresso


Foi mesmo há bocadinho,
no regresso do fim de semana,
parei por uns momentos no cimo duma colina com vista para o Oeste.
Entre mim e o sol, o ar fica mais fresco:

é a névoa que se adensa;
a humidade que sobe desde o fundo do vale, lá em baixo
e começa a filtrar os raios de sol rasantes.
Tenho tempo, espero, vou ver o pôr-do-sol.
Não, mudei de ideias, já não quero ver o sol a esconder-se;
lá, atrás daquela último monte, o mais distante, fica a aldeia onde estão guardadas muitas memórias da minha infância;
e nesta hora, não me apetece recordar esses belos tempos;
não me apetece sentir a nostalgia do tempo,
nem a saudade das pessoas desses tempos
que ficaram muito para além daqueles montes,
distantes, lá muito longe no calendário
e agora, aqui tão perto no mapa da estrada;
nem quero pensar nisso,
Tristeza? Não sei, talvez?
Ligo a câmara, tiro a fotografia e... em seguida, fecho os olhos! Não quero ver o pôr-do-sol.
O barulho das luzes dos farois dos carros que passam na autoestrada, ali ao meu lado, fez-me despertar - não é tarde nem é cedo - retomo o caminho para casa.

sábado, janeiro 20, 2007

quinta-feira, janeiro 18, 2007

a Fonte 54a



ESTA FONTE A MANDOU FAZER O SENADO
DA CAMARA DESTA VILA NO ANO DE 1780

A caminho do princípio do fim... de semana,
ao descer de Sintra para a várzea de Colares;
Só ontem é que reparei naquela fonte que está
mesmo ali na beira da estrada há já 227 ANOS..!

O.P. - quer dizer o quê? Obras Públicas?
Tenho uma vaga ideia de ver qualquer coisa semelhante (M.O.P.) inscrita nos antigos Marcos Kilométricos das Estradas Nacionais e nas Casas dos Cantoneiros.
Sabem o que eram, Cantoneiros? E Casas dos Cantoneiros?
Ainda existem algumas, aí por essas estradas fora. Está na hora do Fotociclista ir à procura delas.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

o Estofo


É preciso ter estofo para levar esta vida por diante.

Ou eu arranjo estofo para aguentar, ou então... estofo...dido!
..

terça-feira, janeiro 16, 2007

a Lenda


De um Blog de um amigo da Vila Formosa (a do Alentejo), transcrevo, mais ou menos.
..
Numa Segunda-feira de Páscoa, já lá vão muitos anos, o povo da Chança confraterniza nas margens da ribeira de Seda, ali à vista dos arcos de pedra da velha Ponte Romana.
O vinho aguça a imaginação e a coragem da rapaziada que corteja as moças, mostrando seus feitos. Imaginamos o diálogo, talvez um pouco diferente do que poderia ocorrer hoje em dia, junto à Ponte da Vila Formosa, num tradicional convívio-pick-nick de segunda-feira de Páscoa.

"Eu faço; eu aconteço; eu isto; eu aquilo; isso é que era bom; então faz lá; pois faço; não fazes nada; é pá, elas estão a olhar; o que é que apostas; dá-me mais um copo que eu vou lá!"

E lá foi, o Abel (pai do Júlio César) decidido, montou na sua pasteleira e pedalando, a toda a velocidade, atravessou a ponte pelas guardas.

Se foi nesse dia, se foi noutro... não sabemos, mas aqui nasceu uma lenda. Esta é a versão que se conta na Vila.
De tal modo impressionante, que terão existido outros intrépidos aventureiros a tentar o mesmo feito, sem sucesso.
Um deles foi o Zé Arado. Também numa segunda-feira de Páscoa, dizem.
Corajoso mas... catrapum! Veio esbarrar cá em baixo na água fresca da ribeira.
Parece que também o Cabeçana, o Manel Polícia, o Chaporro, terão feito as suas tentativas. É possível... entre o que é verdade e o que possa ser, o importante é manter a Lenda da Vila Formosa, viva na memória da gente.
Quem sabe, até pode ser que... um dia... um fotociclista... nãããão!
-:-

segunda-feira, janeiro 15, 2007

a Draga


Este é o aparelhómetro, ou zingarelho, que sempre me faz lembrar um grande amigo:

José (Frederico Almeida) Carranquinha - JoFrAlCa - o Golias!

Se o nosso relacionamento fosse recente, provavelmente, chamava-lhe Fred, se ele não se importasse.
Mas o que é que uma draga tem a ver com o Zé?
Pois tem, só na minha mente rebuscada se processa uma associação de ideias um bocado anormal. Como?
Quando vejo uma draga, penso - "A draga, que ali vai, é muita grande!"
Ora o meu amigo Zé, era um apaixonado pela Praia da Adraga, que foi a sua praia da eleição, pois passava sempre as férias grandes na casa dos Tios de Almoçageme.
Sou esquisito, não é verdade.!?
..

domingo, janeiro 14, 2007

a Fonte 53


O chafariz que antes de ser, já o era.
-:-
Antes de ser chamado aqui para o Blog do Fotociclista, este chafariz já era célebre há muito tempo, fazendo fé na lápide que nele se encontra cravada.
Essa lápide (que não se vê deste lado) assinala o reconhecimento do povo desta vila (Chança) no Alto Alentejo, a um personagem, que de alguma forma, se destacou e foi importante para aquela terra.
Porém,
no entanto, todavia, contudo, agora, depois do dia 6 de Janeiro de 2007, esta fonte passou a ser ainda mais célebre, mais conhecida, reconhecida, objecto de mais e melhores manifestações de apreço dos habitantes desse lugar, onde aconteceu o mais recente Encontro do Pessoal da Porcalhota.
Ora pois, nem mais - eles gostaram e nós também!
Havemos de lá voltar um dia.

sábado, janeiro 13, 2007

Amanhecer LIII


Hoje tivemos o prazer de amanhecer com a objectiva voltada para o Palácio da Villa de Cintra.
..
Dizem que, nesta maravilha cuja construção começou no Séc. XVI, se encontram misturados ou reunidos vários estilos de arquitectura - medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica.
..
Não sei, mas se dizem que é eu acredito, porque, vou confessar uma coisa, que parece incrível, mas é verdade:
Eu nunca visitei o interior deste Palácio!!!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

a Fonte 52



Outra fonte na Chança, que não tem nada para dizer;
ou sou eu que, ainda não sei nada d'ela para contar;
nada p'ra dizer, nada p'ra contar? Isso não pode ser!
Ora pois bem, vamos lá então, dar ao côco e pensar:


Por onde vou começar? Bom, inda não sei.
Ora, não admira, inda'gora aqui cheguei...
Mas, não tarda nada vou-m'imbora, basei;
Hoje chega de poesia, chiça, já me cansei!!!



(o Poeta sempre a andar, na Fotocicleta)

quarta-feira, janeiro 10, 2007

a Torre



Torre sineira, sem igreja.

Em Ourique - Alentejo - no Largo de D. Diniz,
tive um furo num pneu, assim que lá cheguei.
Porra, afinal de contas, que mal é que eu fiz?
São duas e meia da tarde e ainda não almocei!

terça-feira, janeiro 09, 2007

a Fonte 51


Na Chança, ou Chancelaria - Alentejo.

A fonte que estás aqui a ver,
lonje vai o tempo, em que ela tinha
sempre muita água a correr;
em passando aqui, todo o gado vinha
uma e outra vez matar a sede.
Hoje é apenas uma grande banheira
colada à sombra duma parede.
"Um dia... há-de correr água à maneira,
quando acabar este tempo de poupança!"
Promete o Presidente da Junta da Chança.



(Poesia de improviso, dedicada à gente da Chança,

ditada pela minha costela (esquerda) alentejana.)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Vontade de dizer


Apetecia-me escrever poemas de dizer;
dizer que tenho vontade, muita, de escrever,
para dizer o que tenho vontade de dizer,
e não consigo escrever: Oh, coisas parvas.

Esta noite sonhei muito, com tudo o que receio,
mas não só, felizmente, sonhei também com o resto,
misturando o sonho, com o sono dos inocentes.
Coisas sem pés nem cabeça, sem nexo, sem origem,
sem dono; onde realmente nasceram aquelas ideias
que me povoaram o espírito durante toda a noite?
Ou teriam sido apenas, não mais do que, três segundos?

Não sei como dizer, mas mais nada tenho que explicar.
Não, talvez para alguns, seja preciso mesmo explicar,
mas pensando bem, não vale a pena... pois não;
se precisam que eu tenha de explicar coisas destas,
então não. Não vejo necessidade de explicar nada.
Não chegam lá. Por isso, ficamos assim... até ver!!!

O Barco do Amor



Comprei este barco telecomandado para o meu "Bilo" (Miguel, 8 anos).
Finalmente!
Andava há muito tempo com essa ideia, oferecer ao meu filhote (e a mim, que sempre quis e nunca tive) um barquinho com controlo remoto, que servisse de pretexto para passarmos umas horas os três (pai, filho e barco) juntos a brincar ao ar livre, nos lagos dos jardins desta cidade, que eu adoro e conheço bem.
Ontem estivemos, grande ideia, num dos mais admiráveis mirantes de Lisboa, com lago. O jardim de Montes Claros, no extremo Oeste do Parque Florestal do Monsanto tem um lago mesmo à maneira para o nosso barquito.
E foram horas de alegria e brincadeira que fizeram inveja (eu bem percebi) a muitos miúdos e pais que passeavam por ali, à tardinha, com os filhos, as bolas e os cãezinhos de família.

Houve mesmo uma miudinha, dos seus 8 anos, que pediu,
"deixas-me experimentar dar uma volta com o teu barquinho?" - e o Miguel deixou.
Um outro miúdo, que deambulava por ali, dizia para o pai,
"ofereceste-me um barquinho igual a este, pelo Natal, e afinal..?" - e esse pai confessava-me, enquanto o puto dava chutos nas bolotas de ciprestes,
"mas porque é que eu nunca me lembrei de vir aqui para este lago, brincar com ele?"

Fiquei satisfeito (contente comigo mesmo), foi bom ouvir isto. É uma sensação tão boa, perceber como uma simples atitude, pode vir a fazer uns quantos putos felizes. Espero encontrar, naquele lago, na próxima semana, mais pais e filhos a fazerem corridas com os barquinhos telecomandados.


Só um pequeno senão:
gente miúda que atira com lixo para dentro do lago... está mal, muito mal. Se eu vir alguém fazer isso, vou-me zangar de verdade!!!

domingo, janeiro 07, 2007

amanhecer 50 e tal


..
hoje o sol demorou a levantar a neblina que se estendeu desde o Vale do Tejo em Lisboa e arredores, até lá para o fim do Alentejo..
.

sábado, janeiro 06, 2007

Amanhecer de novo



Porque hoje é Sábado, o primeiro do Ano, temos um amanhecer diferente:


a fotografia desta madrugada, foi tirada algures,
entre o Vale da Ribeira de Colares e o Vale da Ribeira da Seda,
no caminho entre o mar azul da Praia das Maçãs e os prados verdes do Alto Alentejo.
até logo..

sexta-feira, janeiro 05, 2007

quinta-feira, janeiro 04, 2007

a Fonte 50



Lisboa - junto à Igreja da Graça, à direita o Miradouro, à esquerda a Villa Sousa e a Travessa das Mónicas, ao fundo a Costa do Castelo.

por identificar



Menino e Mãe em Bronze - Lisboa - Bairro da Graça.

..
Está no Céu o menino,
Quando sua mãe o embala.
Ouve-se o coro divino
Dos anjos, a acompanhá-la.

Como num altar de ermida,
Ando no teu coração;
Para ti sou mais que a vida
E trago o mundo na mão.

(Jaime Cortesão)
.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

a Fonte 49



Junto ao Santuário da Sra. da Rocha em Linda-a-Pastora.
No Vale do Rio Jamor - entre Carnaxide e Queijas (Oeiras).


Sete rapazinhos e um coelho, brincadeira, etc. etc. na toca, etc. etc. entrada, buraco, etc. etc. os 7 descobriram várias ossadas, antiga gruta funerária, etc. etc. voltaram em 31 de Maio de 1822 e encontraram uma pequenina Imagem de Nossa Senhora, Padroeira de Portugal.
A descoberta foi rapidamente divulgada e muita gente acorreu a ver a tal gruta que, na verdade, (ainda) é digna de se visitar e a prestar culto à Imagem aparecida até que,
D. João VI (cognominado O Clemente) achou o lugar pouco próprio para prestar culto público à Imagem e mandou trasladar esta para a Sé de Lisboa, onde se manteve durante 61 anos até que,
Tomás Ribeiro (homem de muita fé) ao passar férias na região, tomou conhecimento da tristeza do povo por lhe terem levado a Milagrosa Imagem dali para a Sé e com os seus esforços e grande influência, conseguiu devolver a Imagem da Nossa Senhora, aparecida na Gruta da Rocha, ao lugar original e fez com que,
Hintze Ribeiro (nome de triste memória) mais os Príncipes Reais e a Rainha D. Amélia, viessem inaugurar em 1893, o que passou a ser o santuário mariano mais visitado da região de Lisboa, onde se realizam anualmente grandes festejos, comemorativos da aparição.

terça-feira, janeiro 02, 2007

para pensar



Com loucos, ébrios e néscios, a vitória não traz glória e a derrota é vergonhosa.

(Eis uma afirmação que, ouvi dizer a um pensador Brasileiro, dá que pensar)

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Ano Sete



Pois bem, cá estamos finalmente... e, ora bem, de novo nos encontramos num Ano Sete.
Acerca de um ano Sete há sempre muitas coisas para dizer... só que, agora não me lembro de tudo.
Desculpem os amigos (e os outros) leitores, mas há muita confusão na minha cabeça.
"Coisa própria da época" - podemos dizer, mas não é só!!!
Há muitas coisas mais, muitas emoções, muitas indecisões... não sei por onde começar, este Ano Sete???

Amanhecer DLVII

ALMEIDA A luminosidade do sol rasante invadindo o corredor de uma das portas indefesas da Fortaleza. Daqui nada, reúne a comitiva no &qu...