segunda-feira, agosto 31, 2009

imagens (1)


Imaginar: «criar uma imagem».

água mole,
verde
pedra cinzenta,
dura
escrita imprevista,
diagonal,
tempo demais,
perde
tudo dizem,
cura
sinto-me bem,
mal...

domingo, agosto 30, 2009

a Fonte 421


Agradáveis surpresas:

  1. esta espécie de barra de aço, em primeiro plano, não parece nada, mas é um chafariz - e deita água (potável) quando se pisa o botão de metal que se vê na base pregada ao cimento - um espanto!

  2. esta fonte de água, é apenas um dos diversos equipamentos que se encontram, estrategicamente distribuidos, ao longo do excelente tapete de passeio (para ciclistas, triciclistas, trotinetistas, patinadores e simples "pedantes") que se estende na margem direita do Tejo, entre Alhandra e Vila Franca - uma obra muito bem construida e cuidada - sensacional!

sábado, agosto 29, 2009

Amanhecer CLXXXIV



Com vista para os "Esteiros" da lezíria Ribatejana.
No lugar onde Soeiro Pereira Gomes conheceu «os filhos dos homens que nunca foram meninos».

terça-feira, agosto 25, 2009

a ver navios 82


Uma traineira do Tejo, encalhada no mar verdura, em frente ao SEA.

(SEA - Sociedade Euterpe Alhandrense)

a Fonte 420


A meio do segundo dia de caminhada,
o ex-"Fotociclista"
encontra o
Chafariz Thomaz de Almeida, Cabo da Vila de ALHANDRA.

«A colonização das terras dos índios Aratanguis, onde actualmente está situado o município de Alhandra iniciou-se por volta de 1700. A primeira igreja (hoje matriz)local foi construída em 1749 pelos holandeses.
Com a chegada de colonizadores portugueses, que aí se estabeleceram para cultivo da cana-de-açúcar...»
espera lá, não era esta Alhandra, do Paraíba no Brasil a que eu me queria referir. Era outra Alhandra, aqui perto, em V. Franca de Xira.
Estou cansado, fica para o próximo post.

segunda-feira, agosto 24, 2009

domingo, agosto 23, 2009

a Fonte 419

AMPLIAR (PodAmpliar)
No meio de imensos penedos
do profundo vale escavado pela Ribeira de S. João, nas faldas da Serra da Lousã, eis uma nascente de água fresca (fresquíssima é a palavra) que vai alimentar a piscina fluvial do Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

sábado, agosto 22, 2009

Amanhecer CLXXXIII


Hoje aqui,
amanhã sei lá aonde?
e sabe-se lá quando,
haverá outro,
se houver...

enquanto houver amanhecer,
o sol da manhã tarda em chegar
o sol que preguiça em aparecer
que tem dificuldade em vencer
as altas barreiras de xisto
que afundam este vale dourado.

o sol que vem aquecer os rostos,
faz descobrir as cores da vida
que vem recolorir a natureza
faz reanimar toda a terra,
reacender as velhas luzes
de há muito apagadas,
quase esquecidas,
ressequidas.

sexta-feira, agosto 21, 2009

a Fonte 418


Antes de o caminho começar literalmente a escorregar em direcção ao Douro, fazemos uma paragem em LINHARES.
Convém deixar descansar o motor e os travões para fazer a "ladeira" até lá baixo à Barragem da Valeira.

E o que é que tem Linhares de Ansiães, que não se encontra nos outros topónimos homónimos em Celorico da Beira, em Paredes de Coura ou no Brasil:

pois, tem "carradas de granito",
no grandecíssimo Solar - com o seu notável Brasão;
nas Fontes Medievais - que não ficaram na fotografia;
n0 Pelourinho - sinal da antiga importância do lugar;
na Ponte - que chamam romana, apesar de não ser;
na Igreja Matriz e na Capela;
nas tradicionais varandas das casas - e seus alpendres floridos;
nos vestígios de construções da era romana - como o Lagar;
no maciço pico montanhoso - a que chamam Castelo;
nas Fragas penduradas em precipícios de perder a cabeça.

quinta-feira, agosto 20, 2009

dizer... nada


às vezes, não sei o que dizer
acerca das imagens que eu capto
sem saber porquê ou para quê
hoje é quinta-feira, daqueles dias...
há dias em que não quero dizer
dizer nada, só para não estar calado
é preferível não dizer nada
quer dizer, nada dizer...

fico por aqui a pensar na imagem:
"EIS O HOMEM E A NATUREZA"

quarta-feira, agosto 19, 2009

a Fonte 417


PARAMBOS
A paragem que segue na subida para Ansiães.
Eis uma bela caracterização da aldeia nas palavras (Blog "viverparambos2006")de um natural do lugar.

Parambos é bela aldeia
que cumpre a sua missão
de alegrar o coração
por estar de vida cheia!

Sobre a vastidão serrana
onde a fé supera a dor,
se deleita a alma humana
p’la obra do Criador!

No sentir da sua Gente
aqui tudo é bom e puro;
e se o seu sofrer é duro
deve-se à terra inclemente
a quem tem de pagar juro!

Mas disso faz um dever,
pois trabalha p’ra viver
sem que sussurre uma queixa,
e nunca vencer se deixa,
porfiando até morrer!


(João de Seixas)

Posso acrescentar que este é mais um dos lugares de uma região (Terra Quente Transmontana) que eu conheço bem, entre o Douro, o Tua e o Sabor, onde as tradições ainda são respeitadas e até valorizadas.
Neste caso, só encontrei um "senão": «dizem que Parambos é a Aldeia mais Sportinguista de Portugal» Não há bela sem senão.!?

Desinsteresse


Desinteresse
manifestam os donos (se ainda existem) desta ruína de casa, apenas a alguns metros acima da linha do comboio que acompanha a corrente do Tua, na zona mais profunda, antes da foz.

Interesse
manifestam os administradores da EDP, REN, CP, REFER, que querem construir uma Barragem que vai inundar grande parte do vale do baixo Tua, deixando "muita coisa" debaixo de algumas dezenas de metros de água.

terça-feira, agosto 18, 2009

segunda-feira, agosto 17, 2009

a fonte 415

AMPLIAR
(clik para ver MAIOR)

TERMAS DE SÃO LOURENÇO
De Pombal podemos descer (melhor dizendo escorregar) pela encosta abaixo até ao Rio Tua.

Aquilégio Medicinal (1725)
«...descendo para o rio Tua, por uma serra tão áspera que só a pé se pode andar por ela, nasce uma fonte de água sulfúrea, com calor moderado, despenhando-se pela serra abaixo em grande quantidade...
O Padre António de Seixas mandou fazer um tanque, ainda que humilde e de pedra tosca, no qual se tomam banhos em todo o tempo do ano, e servem para curar debilidades de nervos, e juntas tolhidas, sendo também eficazes estes banhos a curar sarnas e chagas antigas...
O tanque de reduzidas dimensões (cabem duas pessoas) fica dentro de um edifício em forma de capela, brotando a água por debaixo de uma imagem de São Lourenço...
O caudal é notável, desprende-se um forte cheiro sulfúrico e, no Inverno, a água quente sai do edifício em vagas de vapor...
É bastante apreciável a frequência destas caldas pelos famosos resultados aqui obtidos em doenças de pele, doenças digestivas e doenças reumáticas...»


Hoje (2009), como dantes, não há direcção clínica. A concessão pertence à Junta de Freguesia.
A utilização é livre e quem quiser banhar-se em privado, por meia-hora, basta apenas colocar o seu nome na lista com o horário, afixada na porta do tanque.

a ver navios 81


No cais do Pinhão.

Um barco bem "giro" para passeios no Douro.
Tem registo de Cascais e um curioso nome Inglês.

"Friend" quer dizer Amigo;
"Ship" significa Navio ou Barco;
"Amigo Barco" ou "Barco Amigo";
mas também pode ser,
"Friendship" que siginfica Amizade.

domingo, agosto 16, 2009

a Fonte 414

PODAMPLIAR
Fazemos um desvio na subida para o planalto de Ansiães e vamos espreitar uma terra "importante" por estas bandas, na margem esquerda do Tua - POMBAL.

Nas muitas dezenas de curvas da estrada que desce para a freguesia - Oliveiras, Pinheiros e Vinhedos - lá está uma primeira Fonte (obra pública com água de nascente) de caminho;

entretanto cruzamos por duas vezes uma "Calçada" Romana e passamos sem explorar uma ou duas estradas florestais onde estava a indicação de "Fragas" - locais de vista espectacular, mas de acesso não aconselhável para um carro sem tracção integral;

depois vamos encontrando algumas hortas, campos de milho e... Abóboras. Muitas!!! Hora da sesta, ninguém à vista. Não resisti e "saquei" duas bem madurinhas para trazer para casa - vão dar um gostinho muito especial à sopa.

sábado, agosto 15, 2009

Amanhecer CLXXXII


O primeiro despertar (deste ano) no Alto Douro.

Uma vista da minha janela para as águas do Douro que nesta época correm de mansinho, controladas pelas diversas barragens.

sexta-feira, agosto 14, 2009

a Fonte 413


RIBALONGA
Na subida (digamos antes ladeira) que liga a Estação e aldeia de Foz Tua ao Castanheiro do Norte, tem uma Capela que é uma verdadeira relíquia arquitectónica e tem uma Rua da Fonte.
E no fim dessa rua, o que é que podemos ver?

Uma fonte, claro, também ela uma "relíquia" (1949) quase tão antiga quanto eu.
E não é uma qualquer, é a Fonte de Santa Marinha (ou Margarida) de Antioquia.
Mártir dos primórdios do Cristianismo, no tempo em que o Império Romano se estendia à Ásia Menor, aqui recordada numa lenga-lenga popular:

«Ela cabras guardou,
Sebes saltou,
Se em alguma se espetou
E a quereis assim como é,
Assim vo-la dou.»

Ora... é lógico, encontrar uma fonte na Rua da Fonte.
Pois é, mas não é costume, garanto que há muitos lugares onde essa regra lógica não se verifica, isto é, a toponímia não está de acordo com a realidade - a fonte "já lá não mora".

quinta-feira, agosto 13, 2009

a ver navios 80


A actividade mais "cansativa" da semana - acenar para o pessoal que enche os Barcos Rabelos que aqui passam, subindo ou descendo o Douro.

quarta-feira, agosto 12, 2009

a fonte 412


«..e em aqui chegando», a meio caminho entre os fundos e abafados desfiladeiros da Foz do Tua (Douro) e o planalto arejado de Carrazeda de Ansiães, pensei:

«Gosto do nome deste lugar» - e escrevi para não me esquecer - "CASTANHEIRO DO NORTE".
Dei a volta completa ao triangular entroncamento de estradas (uma delas seguia para para um lugar com um estranho nome - "TRALHARIZ") e parei junto à velha fonte (Obra Pública) - rodei a torneira - deitou água, quente.
Pudera! Aqui à torreira do sol, não admira. O termómetro marca 37º C.
Deixei correr um bocado e a água passou a sair fresca. Provei e soube-me bem.
Bebi, lavei a cara e enchi uma garrafa - «que maravilha, uma fonte com água "boa" neste sítio e nesta hora».

terça-feira, agosto 11, 2009

a fonte 411


De todas as vezes que cruzo os caminhos das pedregosas serranias da Beira interior, em direcção ao Alto Douro ou ao Nordeste Transmontano, não resisto a fazer uma paragem na bem fortificada cidade do Sapateiro Profeta de Portugal.

O Bandarra

Sonhava, anónimo e disperso,
O Império por Deus mesmo visto,
Confuso como o Universo
E plebeu como Jesus Cristo.
Não foi nem santo nem herói,
Mas Deus sagrou com Seu sinal
Este, cujo coração foi
Não português, mas Portugal.


(Fernando Pessoa)

segunda-feira, agosto 10, 2009

Hei-de



Hei-de passar, frente à porta de saída

andando sem parar, com o olhar desviado

sem querer saber o que estará do outro lado

para quê pensar nisso, se mais dia menos dia,

mais hora menos hora, mais tarde ou mais cedo

a inevitável e única certeza absoluta no futuro

e depois não sei mais nada, não tenho dúvidas

Hei-de sair, para me perder por aí

andando sem sentido, sem motivo

sem objectivo de buscar cousa alguma

mais uma vez sinto que estou a perder

e que vou perder o rumo, sem noção do tempo

vou retomar caminhos cruzados há muito, sem querer

repassando velhas pontes sobre rios de águas paradas


domingo, agosto 09, 2009

a fonte 410


Aldeia Galega, de Sintra.

O formato desta fonte é comum a muitos lugares na região.
O aviso estampado também é coumum a muitas fontes da região.
«ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO»

sábado, agosto 08, 2009

Amanhecer CLXXXI


Todos os dias há dias que não chegam a começar.
Todas as manhãs acontece faltar o amanhecer.
Há sempre alguém que já não está cá para ver.
Há sempre alguém que já não consegue acordar.
O novo dia não será o mesmo para toda a gente.
Para alguns, a noite prolonga-se infinitamente.

terça-feira, agosto 04, 2009

a Fonte 409


Qué dela..?
A fonte que ainda à bocadinho estava pronta para pôr aqui.
Transviada. Desviada no caminho para cá.
Vou ter que sair para procurar uma outra, quanto mais não seja, para animar esta coisa do Fotociclista - isto começa a estar muito parado.
Vou até à rua, volto logo... com melhor disposição.

tem horas...


Tem horas, que por vezes são dias e noites inteiras, em que é difícil, até impossível para mim, controlar o desânimo que me invade.

Nessas horas de verdadeira angústia, todos os meus pensamentos passam a negativos. Então tenho receio de viver, procuro apagar-me, tornar-me invisível,
quero ficar escondido, fora da vista do mundo lá fora.

Fecho-me em casa, invento uma tarefa que exija habilidade manual aliada a alguma reflexão mental sobre um projecto, como por exemplo, aproveitar as sobras da madeira de forrar as paredes para construir uma porta para o sítio do carvão do grelhador. E lá passa um dia, às vezes dois.

Mesmo assim, física e mentalmente ocupado, tenho momentos de sobressalto, quando olho a rua pela janela ou por cima do muro do quintal e percebo nas pessoas que me fitam, os reflexos inexplicáveis de agressividade, rancor, talvez ódio. É então, que fico estupidamente desanimado e quase arrependido de ter nascido.

Farto de Mim. Porquê Eu, sempre e só Eu, a incomodar a existência dos humanos - personalidades fortes, superiores - que pululam quase todo o espaço em meu redor?

Desço à cave, isolo os ouvidos dos sons da rua, com uma música forte – Ravel e Katchaturian – e tento passar à tela, uma composição que vou buscar ao arquivo das “ideias para um quadro”, que vou guardando algures na memória, quando elas surgem em qualquer lado, a qualquer hora.

Por vezes, não resulta. A mão não consegue trazer para este mundo, isto é, pôr na tela, aquilo que me vai na alma. Então, as coisas pioram.

Maldigo a minha duvidosa existência e revolto-me contra o que não sou, mal-agradecido à Natureza porque não me dotou de uma camada protectora (fisiológica e psicológica) adequada ao meio inóspito em que decorre esta minha vida. Falta-me uma protecção adaptada ao convívio com as mentes soberbamente egoístas deste mundo ignóbil.

domingo, agosto 02, 2009

Sublime


Muitas e belas palavras (blogs, jornais, revistas e noticiários) descrevem lindamente a inesquecível actuação de Leonard Cohen, no dia 30, em Lisboa.
Mas para mim, a palavra que melhor define a impressão que me deixou, a notável figura do "velhote" do Quebec que aos 74 anos, irradia Paz, é

Sublime!
Simplesmente sublime.
A poesia, a música e a voz (inconfundível) que embala os espectadores e ouvintes.
Dessa maneira suave, ele faz passar uma mensagem forte - o apelo à PAZ e à VIDA!

..e quando ele disse:

«Ring the bells that still can ring
There is a crack in everything
That's how the light gets in.»

..eu acrescentei:

«That's how the life gets in.»

Yor's sincirely,
L. Cohen

sábado, agosto 01, 2009

Amanhecer CLXXX


Manhã de chuva.
Chuva miudinha, persistente, molha tudo.
A terra absorve lentamente toda aquela humidade.
As plantas do meu quintal e o sapo (bufo-bufo) que vive algures no meio delas, agradecem. Se a gente conseguisse escutar-lhes os pensamentos, ouviria:

«Abençoada Natureza, que a custo, lá se vai sobrepondo aos desarranjos provocados no Planeta Azul, pela vontade humana!»

O Santo Incomum

Igreja Nossa da Lapa (ARCOS DE VALDEVEZ) O templo setecentista, exemplo de arquitectura religiosa no estilo barroco, tem uma incomum p...