quinta-feira, março 12, 2020

Isolamento Social


Retido em Casa - dia 1

Vai ser duro suportar a quarentena anunciada.
Viver as próximas semanas (duas ou mais) retido em casa,
confinado, limitado a 120 metros quadrados de espaço "livre", entre paredes.


sábado, março 07, 2020

Despertar DCLXIV


Livramento, Mafra

Foi há mais de 50 anos, a primeira e única vez que entrei neste moinho, na Serra da Aboboreira.
Nesse tempo distante, o engenho estava ainda em actividade, moendo os grãos de trigo ou milho para fazer farinha.
Recordo-me bem que o moleiro de então (meu primo em 2º grau) fez questão de explicar toda a extraordinária engrenagem mecânica que fazia funcionar o moinho.
Um engenhoso sistema de eixos e rodas dentadas em madeira fazia girar a pesada mó de pedra (hoje ali encostada à parede) sobre uma outra igual, de forma a triturar os pequenos grãos de cereal colocados entre superfícies mais ou menos lisas das duas pedras.
Ainda tenho na memória os mecanismos simples mas eficazes (sem óleo, sem gasolina nem electricidade) que convertiam toda a energia do vento em trabalho útil.
Havia diferentes controlos do movimento, nas velas de pano e nos eixos, adaptando a velocidade do sistema à força do vento.
A quantidade de grão que escorria da calha e a espessura da farinha resultante da moagem, também tinham eram controladas mecanicamente.


terça-feira, fevereiro 25, 2020

Entardecer e Adormecer


Praia de Algés, Oeiras

Ah... tanto tempo que eu gastei a pensar;
a pensar nas coisas que então queria dizer;
mas foi tanto o tempo que levei a escrever
que esqueci a metade daquilo que pensei;
não faz mal, agora sei, percebo porquê:
logo depois de ler o que tinha escrito,
achei que tudo estava errado, sem nexo;
era pois o tempo de apagar a escrita.
Ora pronto - já está! 
Agora, não é tarde nem é cedo
- é hora de desligar, adormecer, 
fechar a memória, esquecer...



sábado, fevereiro 15, 2020

Amanhecer e Despertar DCLX


O que até aqui era "Amanhecer", devia agora passar a ser "Despertar".

E, porquê?
Tudo por causa de uma velha "mania" adquirida durante a minha formação de programador de computadores nos sistemas IBM.
As linguagens de programação dos primórdios da computação (COBOL, RPG, FORTRAN, etc.) eram definidas por um conjunto específico de palavras simples ou compostas, que tinham por base a língua inglesa.
Eram simples as instruções que faziam funcionar aquelas super-máquinas, então as mais avançadas criações cientificas dos anos 70 do Séc. XX, hoje completamente obsoletas, infinitamente ultrapassadas.
Mas eu, como velhote fora de moda, ainda hoje procuro não utilizar caracteres gráficos comuns na língua portuguesa (o "ç", as vogais acentuadas e os dígrafos "nh", "ch" e "lh"), nos títulos das minhas publicações na NET, bem como na denominação dos ficheiros (arquivos) informáticos que eu guardo no computador.






terça-feira, janeiro 28, 2020

A Fonte 764


Pia da "Água Benta"

Algures, numa parede interior do Mosteiro de Alcobaça.



domingo, janeiro 26, 2020

Sabor antigo


"O Frango na Púcara"

Parafraseando o título de um conhecido romance, hoje digo:
"Nem só de cultura vive o homem".
Para sustentar o alimento espiritual é preciso um complemento essencial - alimentar o organismo material que serve de suporte ao espírito.
E foi por isso que me entreguei completamente ao "pecado" da gula - redescobri uma iguaria original, uma especialidade de Alcobaça, que eu não saboreava desde os anos 70 do século passado - o verdadeiro "Frango na Púcara".



sábado, janeiro 25, 2020

Amanhecer DCLVII


"Jardim do Amor", Alcobaça

Situado na confluência dos Rios Alcoa e Baça, é um espaço de lazer que evoca o amor imortal de Pedro e Inês.
Aqui, pode-se para fazer uma surpresa original a alguém especial escrevendo uma mensagem (dedicatória, ou jura de amor) num pequeno papiro que depois se pode guardar num dos 700 cofres embutidos nas paredes do jardim.
No "Chalett Fonte Nova" pode adquirir o pequeno papiro e duas chaves de cofre.
A mensagem fica guardada num dos "Cofres do Amor" durante três anos, no fim do qual poderá regressar a Alcobaça para rever o seu cofre, fazendo deste modo, cumprir o mote da cidade: “Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar!”

sexta-feira, janeiro 24, 2020

Selvajaria Francesa


Túmulo de Inês de Castro, Igreja do Mosteiro de Alcobaça

Os túmulo de D. Pedro e de Inês são verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal.
A profanação de 1810.
Por ocasião da invasão comandada por Massena, os soldados invasores franceses, imaginando tesouros escondidos nos túmulos, arrombaram-nos bárbara e estupidamente, despedaçando com "maça" e "picão", boa parte do lado direito do sarcófago de D. Pedro e o lado esquerdo de D. Inês, fazendo largos rombos por onde retiraram para fora quanto lá havia dentro.

quinta-feira, janeiro 23, 2020

Sala dos Reis


Mosteiro de Alcobaça

Passaram largos anos (algumas décadas) desde a minha primeira visita ao mais importante mosteiro cisterciense de Portugal.
Curiosamente, a única recordação que desde então, permaneceu viva na minha memória, foi a colecção de esculturas da "Sala dos Reis".
Antiga capela-salão (séc. XVIII) onde estão expostas ao redor das paredes, esculturas em terracota policromada representando os Reis de Portugal desde D. Afonso Henriques até D. José I - deveriam ser 23, mas acho que faltam algumas.
O conjunto é completado com uma alegoria à coroação de D. Afonso Henriques pelo Papa Alexandre III e por São Bernardo - tudo obra dos monges barristas do Mosteiro.

quarta-feira, janeiro 22, 2020

A Fonte 763


Cozinha, Mosteiro de Alcobaça

Uma perfeita canalização de água corrente, oriunda da nascente, alimentava as diversas torneiras sobre as grandes bacias de pedra da cozinha onde se lavavam os ingredientes utilizados na confecção das refeições.



terça-feira, janeiro 21, 2020

Claustrofilia



Claustro, Mosteiro de Alcobaça

A "clausura" (monástica ou conventual) é a forma de vida que levam os monges (homens) e as monjas (mulheres) em respeito ao voto religioso que lhes deu a obrigação de não mais saírem do seu Mosteiro ou Convento.
A acepção da palavra aponta para o conceito de retirado ou fechado - a etimologia é a mesma da palavra "claustro" - daí derivam as palavras "claustrofilia" (desejo da clausura) e "claustrofobia" (aversão à clausura) - estou em crer que os monges e monjas deviam  esporadicamente ser acometidos por acessos, ora de uma, ora de outra destas neuroses.


Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...