terça-feira, fevereiro 25, 2020
Entardecer e Adormecer
Praia de Algés, Oeiras
Ah... tanto tempo que eu gastei a pensar;
a pensar nas coisas que então queria dizer;
mas foi tanto o tempo que levei a escrever
que esqueci a metade daquilo que pensei;
não faz mal, agora sei, percebo porquê:
logo depois de ler o que tinha escrito,
achei que tudo estava errado, sem nexo;
era pois o tempo de apagar a escrita.
Ora pronto - já está!
Agora, não é tarde nem é cedo
- é hora de desligar, adormecer,
fechar a memória, esquecer...
sábado, fevereiro 15, 2020
Amanhecer e Despertar DCLX
O que até aqui era "Amanhecer", devia agora passar a ser "Despertar".
E, porquê?
Tudo por causa de uma velha "mania" adquirida durante a minha formação de programador de computadores nos sistemas IBM.
As linguagens de programação dos primórdios da computação (COBOL, RPG, FORTRAN, etc.) eram definidas por um conjunto específico de palavras simples ou compostas, que tinham por base a língua inglesa.Mas eu, como velhote fora de moda, ainda hoje procuro não utilizar caracteres gráficos comuns na língua portuguesa (o "ç", as vogais acentuadas e os dígrafos "nh", "ch" e "lh"), nos títulos das minhas publicações na NET, bem como na denominação dos ficheiros (arquivos) informáticos que eu guardo no computador.
Eram simples as instruções que faziam funcionar aquelas super-máquinas, então as mais avançadas criações cientificas dos anos 70 do Séc. XX, hoje completamente obsoletas, infinitamente ultrapassadas.
terça-feira, janeiro 28, 2020
domingo, janeiro 26, 2020
Sabor antigo
"O Frango na Púcara"
Parafraseando o título de um conhecido romance, hoje digo:
"Nem só de cultura vive o homem".
Para sustentar o alimento espiritual é preciso um complemento essencial - alimentar o organismo material que serve de suporte ao espírito.
E foi por isso que me entreguei completamente ao "pecado" da gula - redescobri uma iguaria original, uma especialidade de Alcobaça, que eu não saboreava desde os anos 70 do século passado - o verdadeiro "Frango na Púcara".
sábado, janeiro 25, 2020
Amanhecer DCLVII
"Jardim do Amor", Alcobaça
Situado na confluência dos Rios Alcoa e Baça, é um espaço de lazer que evoca o amor imortal de Pedro e Inês.
Aqui, pode-se para fazer uma surpresa original a alguém especial escrevendo uma mensagem (dedicatória, ou jura de amor) num pequeno papiro que depois se pode guardar num dos 700 cofres embutidos nas paredes do jardim.
No "Chalett Fonte Nova" pode adquirir o pequeno papiro e duas chaves de cofre.
A mensagem fica guardada num dos "Cofres do Amor" durante três anos, no fim do qual poderá regressar a Alcobaça para rever o seu cofre, fazendo deste modo, cumprir o mote da cidade: “Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar!”
sexta-feira, janeiro 24, 2020
Selvajaria Francesa
Túmulo de Inês de Castro, Igreja do Mosteiro de Alcobaça
Os túmulo de D. Pedro e de Inês são verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal.
A profanação de 1810.
Por ocasião da invasão comandada por Massena, os soldados invasores franceses, imaginando tesouros escondidos nos túmulos, arrombaram-nos bárbara e estupidamente, despedaçando com "maça" e "picão", boa parte do lado direito do sarcófago de D. Pedro e o lado esquerdo de D. Inês, fazendo largos rombos por onde retiraram para fora quanto lá havia dentro.
quinta-feira, janeiro 23, 2020
Sala dos Reis
Mosteiro de Alcobaça
Passaram largos anos (algumas décadas) desde a minha primeira visita ao mais importante mosteiro cisterciense de Portugal.
Curiosamente, a única recordação que desde então, permaneceu viva na minha memória, foi a colecção de esculturas da "Sala dos Reis".
Antiga capela-salão (séc. XVIII) onde estão expostas ao redor das paredes, esculturas em terracota policromada representando os Reis de Portugal desde D. Afonso Henriques até D. José I - deveriam ser 23, mas acho que faltam algumas.
O conjunto é completado com uma alegoria à coroação de D. Afonso Henriques pelo Papa Alexandre III e por São Bernardo - tudo obra dos monges barristas do Mosteiro.
quarta-feira, janeiro 22, 2020
A Fonte 763
Cozinha, Mosteiro de Alcobaça
Uma perfeita canalização de água corrente, oriunda da nascente, alimentava as diversas torneiras sobre as grandes bacias de pedra da cozinha onde se lavavam os ingredientes utilizados na confecção das refeições.
terça-feira, janeiro 21, 2020
Claustrofilia

Claustro, Mosteiro de Alcobaça
A "clausura" (monástica ou conventual) é a forma de vida que levam os monges (homens) e as monjas (mulheres) em respeito ao voto religioso que lhes deu a obrigação de não mais saírem do seu Mosteiro ou Convento.
A acepção da palavra aponta para o conceito de retirado ou fechado - a etimologia é a mesma da palavra "claustro" - daí derivam as palavras "claustrofilia" (desejo da clausura) e "claustrofobia" (aversão à clausura) - estou em crer que os monges e monjas deviam esporadicamente ser acometidos por acessos, ora de uma, ora de outra destas neuroses.
segunda-feira, janeiro 20, 2020
Lugar do Leitor
domingo, janeiro 19, 2020
A Fonte 762
Mosteiro de Alcobaça
No claustro do mosteiro, mesmo frente à porta do refeitório, esta fonte era usada como lavabo, pelos monges, antes de entrarem no salão de refeições.
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