Azenhas do Mar, Sintra
A mudança dos relógios para o horário de Inverno tem os seus inconvenientes.
Por exemplo:
às 18:00 H é noite escura - até mesmo na costa Oeste;
ora isso dificulta a execução dos trabalhos ao ar livre.
Por exemplo:
às 18:00 H é noite escura - até mesmo na costa Oeste;
ora isso dificulta a execução dos trabalhos ao ar livre.
É fácil, assim revisitar os lugares por onde passei - paisagens, monumentos, gentes, ambientes - e reviver situações mais ou menos agradáveis, mais ou menos complicadas, em que me envolvi.As duas coisas acontecem com esta fotografia da fonte "Pomnik Żaka", captada numa fria tarde de Novembro 2018, junto à entrada lateral da Basílica de Santa Maria (Bazylika Mariacka).
No meio disto, acontece-me por vezes encontrar imagens de lugares ou "coisas" que me fazem ficar mais tempo a olhar o "ecran":
- por vezes descubro pormenores de que não me tinha apercebido quando tirei a fotografia;
- outras vezes, não estou a ver a fotografia, mas sim o tempo e o lugar, o momento em que captei a imagem.
Estou aqui "há que tempos", à espera! Mas, à espera de quê?Pois eu, não consigo ficar assim à espera.
Ora, passaram tantos anos, séculos, que até já me esqueci...
Praia das Maçãs, Sintra.
Um fim de dia atípico na nossa costa;
o céu azul escuro, confunde-se com o mar;
no ar parado, não se faz sentir a brisa marítima;
o mar, de sobremaneira, sereno, quase sem ondulação;
ao largo, a luzinha denuncia a faina a bordo de uma traineira;
aqui em terra, em meu redor, está tudo tão estranhamente silencioso;
um verdadeiro marasmo que suscita abatimento, tédio, desalento, melancolia...

Nem a propósito, a "app" de música nos meus auscultadores, dispara Katie MeluaInquietação - o desassossego apodera-se de mim - vou ter que fazer qualquer coisa...
interpretando uma velha canção do "Willie Nelson"
On the road again
Goin' places that I've never been
Seein' things that I may never see again
And I can't wait to get on the road again
Um pequeno espaço público para merendas,
numa encruzilhada de caminhos de terra
que dão acesso à pequenina Praia da Samarra,
na foz da ribeira do mesmo nome.
Prelo que vejo, há pressa na execução do trabalho de consolidação da arriba.
Acho bem que despachem a empreitada o mais rapidamente possível.
Primeiro por uma questão de segurança - antes que aconteça uma derrocada.
Depois, por uma questão de estética - não é agradável a presença das silhuetas
das enormes zorras, nas fotografias dos turistas que visitam o bonito miradouro.
Todavia, o rio da aldeia da minha infância é (era) o Rio das Piçarras - um antigo regato de água límpida, com nascente numa fonte, no sopé da Serra do Marco (Falagueira).
Corria mansinho até desembocar numa ribeira, na Venda Nova.
No seu pequeno curso pelo vale da Porcalhota, existiam duas pequenas represas de forma rudimentar, feitas apenas com pedras e pedrinhas sobrepostas - eram os lugares onde, no tempo quente, as mulheres de então iam lavar a roupa e onde os "putos" se entretinham a chapinhar, fingindo nadar.
Um tempinho de descanso, já não era sem tempo! - parece que dizem as minhas pernas.
Os meus calcanhares, agora ficam bastante doridos, sempre no final das caminhadas - coisas da idade.
Mas isto melhora com uma voltinha, descalço, na areia molhada da beira mar, seguida de um repouso no quentinho.
Há perto de 40 anos, eu fiz a minha primeira viagem desde o "Cacém" até aqui.
De então para cá, pouca coisa mudou (para melhor) na Linha do Oeste.
A ligação entre "Coimbra B" e "Figueira da Foz" parece que já não existe.
O percurso desta linha é muito interessante - o desfilar da paisagem é
bastante diferente daquele que temos quando se viaja de automóvel -
especialmente no troço entre a região da Malveira e a de Alcobaça.
Saindo do Castelo pela Porta do Vale (ou Senhora da Graça),
passamos pela "Fonte Nova" - coisa antiga.
Conforme inscrição na lápide sob as armas reais do frontão,
foi construída em 1792, por ordem de D. Maria I.
(“Maria Prima - Utilitate Publicae. MDCCLXLII”)
Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...