segunda-feira, novembro 11, 2019

Castanhas e Vinho


Óbidos, Portugal
No assomo de calor próprio do famigerado "verão de S. Martinho",
fazemos uma paragem na esplanada sob os frondosos plátanos do
largo do adro da igreja de Santa Maria, bem no centro do burgo.
E porque já não se produz verdadeira "água-pé" como antigamente,
vamos provar o vinho novo (clarete) e, pois claro, uma dúzia de castanhas assadas!

domingo, novembro 10, 2019

Compras da Semana


Caldas da Rainha, Portugal

A "Praça da Fruta" ao fim de semana, com o tempo ensolarado, tem outra animação.
Aqui aflui muita gente de fora, como eu, para fazer umas compras extraordinárias.
Hoje nós precisámos de três sacos grandes para carregar as compras do dia:
tudo começou com 1/2 kg de azeitonas carnudas esmagadas, broa e um pão saloio;
um molho de nabiças, outro de grelos de nabo, alfaces e rabanetes (que eu gosto de  comer, cortados em rodelas salpicadas com umas pedrinhas de sal grosso);
feijão verde raiado e feijão verde maduro para debulhar (que deliciosa sopa vai fazer);
uma mão cheia de batatinhas da areia (pequeninas para os assados) e outras quantas "olho-de-perdiz" (para cozer), mais uma trança de cebolas novas;
uns cachos de uva Dona Maria e uma dúzia de maçãs reinetas (para o forno);
e uma carrada de nozes e figos secos "pré-flor", para comer à lareira nas noites frias que se aproximam;
a completar a sessão, as gulosices - um pacote de "Cavacas" e outro de "Beijinhos das Caldas", para todos!

sábado, novembro 09, 2019

Amanhecer DCXLVII


Caldas da Rainha, Portugal
O quiosque num recanto da Praça da República - conhecida por “Praça da Fruta”.
Aqui tem lugar o único mercado ao ar livre, de fruta e produtos hortícolas do nosso país.
Todos os dias desde há mais de 100 anos, os feirantes (quase todos produtores) montam
(e desmontam no fim da manhã) as bancas onde expõem os seus produtos para venda.

sexta-feira, novembro 08, 2019

Arco da Cadeia

Óbidos, Portugal

Um bonito recanto, dos muitos que se podem encontrar num passeio pelo velho burgo medieval.
A "Casa do Arco da Cadeia" local dos Paços do Concelho, durante uma parte da Idade Média e, antes ou depois disso, como sugere a denominação, terá servido de prisão.

quinta-feira, novembro 07, 2019

A Fonte 752


Óbidos, Portugal

Extramuros, próximo da Porta da Vila, a entrada principal do castelo.
A maior e mais bem (ou melhor) conservada das fortificações medievais portuguesas.

quarta-feira, novembro 06, 2019

Gigantone de Ferro


Azenhas do Mar, Sintra

Impressionante, a silhueta do colossal guindaste que se destaca no horizonte, muito acima dos telhados das casas.
Ao que ouvi dizer, vai servir para as obras de consolidação da falésia, mas eu, quando vi tal coisa,  cheguei a pensar que iam construir um bloco de apartamentos com vários pisos.


terça-feira, novembro 05, 2019

Espuma de Vento


Praia das Maçãs, Sintra

Aprendi nas minhas aulas de Geografia do antigo 5º ano do Liceu:
As ondas do mar formam-se pela acção do vento sobre a superfície da água.
Perto da terra, elas correm em direcção à costa devido à deslocação do ar que sopra da terra para o mar ou vice-versa, consoante as diferenças de temperatura destes dois ambientes.
A espuma branca que se forma na "rebentação" é tão somente um aglomerado de bolhas de ar envoltas numa fina película de água salgada.
O mesmo ar que está na origem da espuma, também a faz desaparecer quando favorece a evaporação da película de água.
Ora, ora, a gente lembra-se de cada coisa..!



segunda-feira, novembro 04, 2019

Imagem de Vidas


Ao olhar para esta fotografia que tirei por acaso, sem querer, logo, logo na minha mente, escrevi (apenas mentalmente - não converti em texto legível) um longo monólogo, dissertando sobre as vidas que, ao longo de nossas vidas, se vão, ora entrecruzando connosco, ora seguindo caminhos paralelos, mais próximos do nosso ou afastados... o telefone, o "smartphone", a televisão, a "internet", a notícia, a informação, os factos, a realidade palpável, a realidade virtual, a História, o Conhecimento, a verdade, a simulação, as emoções, a Tolerância, a irreverência, a Liberdade, a imaginação e a força de vontade que não tenho para continuar a escrever alguma coisa com jeito... "bolas", 70 anos - quase 71 - só penso que vou (ou estou) a caminho dos 80... "uma gaita", mais dia menos dia, não digo coisa com coisa e arrisco-me a passar mais tempo a olhar para trás, revivendo memórias do que vivendo a actualidade que me rodeia... mas talvez não, porque ainda gosto de viajar, conhecer coisas novas (para mim), ver outros lugares, passar pela vida de outras gentes, algures, onde quer que vá... ora bem, seja lá o que for, eu por cá vou andando até onde quando, o tempo o dirá!
Pensei reler o texto para revisão, mas desisti face a uma dificuldade semelhante à que enfrentei ao tentar ler alguns livros do ("Nobel") Saramago.



sábado, novembro 02, 2019

Amanhecer DCXLVI


Praia das Maçãs, Sintra

As ondas vão depositando de mansinho, ao longo de toda a praia,
a "nata" do Atlântico - uma forma de clarear a manhã, hoje pouco luminosa.


sexta-feira, novembro 01, 2019

Estado de Alma



Praia das Maçãs, Sintra

De regresso à minha praia, fico a olhar o pôr do sol.
Um sol branco, sem brilho, no céu de cinza sobre o mar plúmbeo.
Tudo frio, como eu me sinto por dentro - como o meu estado de alma.
Então recordo a minha amiga Cristina, que nos deixou há já sete anos.
Revejo a sua pequena silhueta na areia desta praia, na orla do mar,
com a inseparável máquina fotográfica, captando imagens das coisas e das gentes deste lugar que, para ela, era o melhor bocadinho do Portugal que estava no seu coração.

"La Portugaise" - assim lhe chamavam os vizinhos do "quartier" de Bruxelas ("Anderlecht") onde vivia Christine Dumoulin - saudade!
Lembrei-me e fui revisitar o arquivo do seu Blog que ainda está acessível:
"ÉTATS D'ÂME" - "mes photos au fil des jours... au fil du temps"

http://alzira.canalblog.com/archives/2009/07/11/14367193.html


Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...