segunda-feira, março 05, 2018

Bispado de Lamego


Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas

Desde os primórdios da Era Cristã, na Península Ibérica que uma extensa região da margem esquerda do Douro esteve sob domínio religioso do Bispado de Lamego.
Por isso é comum encontrar nas vilas e aldeias (e por vezes no meio de nada, nas faldas de uma serra ou numa várzea ribeirinha) monumentos religiosos bem antigos e interessantes.
É o caso do Mosteiro de Salzedas, uma grande construção do século XII, da Ordem de Cister.
Sofreu ampliação e melhoramentos até que o decreto de Extinção das Ordens Religiosas em Portugal, ordenou (como em tantos outros conventos e mosteiros) a venda a privados das instalações monásticas.
Hoje está em recuperação, após ter sido classificado monumento nacional.

domingo, março 04, 2018

A Fonte 678


SALZEDAS (Tarouca)

Uma fonte decerto muito antiga, localizada no largo contíguo à Igreja do Mosteiro de Santa Maria.
Aqui pode ver-se
  • o cruzeiro - espécie de pelourinho de tempos mais recentes;
  • ao fundo, uma velha casa de pedra com sacada ou varanda/marquise fechada (em madeira) com janelas de guilhotina à moda de antanho;
  • e colada ao chafariz, encontra-se a "Casa do Forno" - um pacato restaurante com comida típica e regional cozinhada no forno a lenha.


sábado, março 03, 2018

Amanhecer DLXXXIX


Jardim da Estrela, Lisboa

“O Despertar” - estátua conhecida igualmente por “A Preguiça” - 1920.

Esta imagem que captei (há pouco tempo) no jardim onde dei os meus primeiros passos inseguros, trôpego, agarrado ao meu carrinho de bébé, vem a propósito, por dois motivos:
  1. estou a despertar de uma longa ausência de actividade nestas lides das redes virtuais;
  2. certamente, por preguiça de pensar, de puxar pela imaginação e concentrar-me na escrita.
E já que falei nesta escultura (autor português), devo acrescentar que, nos meu tempos de criança, ela se encontrava intacta - não lhe faltava o braço direito como hoje se constata. Não faço ideia, não encontrei notícia na "net", não consegui saber quando, como e porquê terá esta bela estátua, sido alvo da fúria ou incúria de algum energúmeno, iconoclasta.

quinta-feira, outubro 12, 2017

A ver navios... muitas semanas


Barra do Tejo, Lisboa

É isso.
É mesmo assim. Eu vou deixar passar alguns meses sem publicar, escrever, reler e reescrever coisas neste espaço virtual.
Digo "coisas" porque não sei mesmo como designar de outra forma, aquilo que me apetece expor nas páginas deste meu "blog".
Que me desculpem todos aqueles que, mais dia menos dia, mais cedo ou mais tarde, por acaso ou não, cheguem até este sítio à espera de ver e/ou ler alguma coisa... de jeito.
Haverá decerto quem ache bem e outrem que não pense assim, porque acham mal ou nem por isso, tanto lhes faz.
Seja como for, a verdade é esta: estou a sentir algumas dificuldades no meu discurso escrito. Será por falta de treino, falta de leitura, será apatia, desinteresse, ou... simplesmente porque não me apetece.

quarta-feira, outubro 04, 2017

Uma passagem


MOURISCA (Setúbal)

caminho inseguro, com passo incerto, de forma hesitante, e avanço, sempre sem poder recuar, nem sequer parar pelo menos um bocadinho que seja, não mais do que o tempo bastante para unir dois pensamentos seguidos acerca da origem e natureza da vida, ou sobre a teoria do conhecimento:
será possível parar de pensar..?
talvez só no fim do caminho;
certo é que o caminho tem um fim,
mas será o fim de tudo, o fim da vida,
ou apenas mais uma passagem..?

sábado, setembro 30, 2017

Amanhecer DLXVII


São Pedro de Tarouca

Poderá ter sido o 1º Mosteiro Cistercense em Portugal.
Da descrição do monumento (DGPC) destaco o parágrafo onde se refere este ponto de vista da fotografia:
«Na fachada lateral esquerda foi edificada dupla sineira, e uma porta lateral com alfiz de arco apontado e várias arquivoltas, precedida por escadaria.»

Realço também um altar com esta interessante "pietá" portuguesa.



domingo, setembro 17, 2017

A Fonte 677


Tarouca

Nos limites da zona histórica da vila, por detrás da Igreja de S. Pedro, encontra-se esta fonte com três enormes tanques - e mais não sei dizer, a não ser que nela lavei as mãos antes de ir almoçar uma bela "dobrada com feijão branco" (ou seja, "tripas quase à moda do Porto" *) na tasquinha que, por acaso, se encontra mesmo aqui ao lado Igreja.

(*) escrevo quase porque me recordo de ter apresentado reclamaçao na cozinha - não encontrei na minha dose, quaisquer rodelinhas de chouriço de carne.

sábado, setembro 16, 2017

Amanhecer DLXV


Foz do Távora (Valença do Douro)

Uma bela manhã de outono, para fazer todo o curso do rio Távora, desde a foz, aqui nos socalcos do vinho do Douro, com Tabuaço à vista, lá nas alturas, até chegar à nascente, em Trancoso.

O apelido utilizado pelos membros da Casa de Távora, uma das mais ilustres Casas nobiliárquicas portuguesas., deriva deste rio.
A expansão desta família começou nos finais do século XI, a partir da vila de Trancoso, tendo sido um raro caso de ascendência social constante devido ao desempenho de cargos militares e administrativos do Reino, até caírem em completa desgraça, muito por mérito da acção do Conde de Oeiras (futuro Marquês de Pombal) então 1º Ministro do Rei D. José de Portugal.
O tristemente célebre "Processo dos Távoras" aniquilou quase completamente a linhagem da Casa de Távora.

quinta-feira, setembro 14, 2017

A Fonte 676


ALVARENGA (Arouca)

Designa-se alvarenga, um batelão utilizado para carga e descarga de navios fundeados num porto, ou também pode ser a toponímia que indica um filho de Álvaro.
Qual a origem de tão inusitado nome para esta povoação, encravada num soalheiro vale da enorme Serra de Montemuro, bem longe do mar?
  • Eis um bom motivo (ou desculpa) para voltar aqui - investigar quem foi o filho do Álvaro, ou encontrar vestígios do barco - e, principalmente saborear o suculento "Bife à moda de Alvarenga".
Ora depois de um festim de "Vitela Arouquesa" bem acompanhada com todos os ingredientes, e bem regada, a sede acontece. E para matar a sede não há como água corrente, fresca, no estado puro - sem tratamento (nem físico, nem químico) - como brota das nascentes dispersas pelas íngremes encostas rochosas, que vamos começar a subir.

sexta-feira, setembro 08, 2017

Condado de Mumadona

LONGROIVA (Mêda)

"Um castelo na Lusitania a par do rio Douro, vinte léguas do Porto, a que Ptolomeu chamava Langrobriga."
Segundo as crónicas, a primitiva forma do castelo remonta à época da reconquista cristã, início do século X, quando a região foi conquistada por Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia com quem gerou D. Flâmula (Chamoa Rodrigues), a qual em 960 da Era Cristã, gravemente enferma, recolheu ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia, a poderosa Condessa Mumadona Dias.
Ao tempo da fundação da nacionalidade, Longroiva existia como concelho particular, na posse da Ordem do Templo, cujo Mestre Gualdim Pais mandou erguer a Torre de Menagem que hoje subsiste - uma das primeiras a ser edificada em Portugal.
No final do século XVIII o castelo começou a ser desmantelado, continuando a ser utilizado como pedreira ao longo do tempo, desaparecendo assim as suas muralhas em favor da construção de obras particulares.
No século XIX, a praça de armas deste velho Monumento Nacional, passou a ser utilizada como cemitério municipal, função que perdurou até aos nossos dias.

(excertos do site "Fortalezas.org")

sábado, setembro 02, 2017

Amanhecer DLXIII


Praia das Maçãs, Sintra

C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage, tremblent sous l'ombre
D'un automne débronzé


(Gilbert Bécaud)

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...