segunda-feira, maio 29, 2017

A Fonte 662

Convento de Santa Clara
(GUIMARÃES)

A fonte, neste caso, não tem importância; o que se destaca é a fachada barroca (séc. XVI) do que foi um dos mais ricos conventos do alto Minho, até ser espoliado, saqueado durante a onda de movimento anticlerical liberal que percorreu o país no século dezanove.
Com a chegada da República, foi adaptado a liceu e internato municipal.
Hoje está parcialmente ocupado pelas instalações da Câmara Municipal.

sábado, maio 27, 2017

quinta-feira, maio 25, 2017

Dia da Espiga


QUINTA FEIRA DA ASCENÇÃO

Fui ao campo para colher as várias flores silvestres, os pezinhos de espiga e os raminhos de oliveira para compor o tradicional raminho do dia da espiga.

E quando deparei com este passaroco (não sei a raça) empenhado nas suas actividades silvícolas, lembrei-me daquela bem conhecida modinha do Cante Alentejano:

Quais, quais, oliveiras, olivais
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Tarambolas, galinholas,
Perdizes e codornizes,
Cartaxos e pardais,
Cucos, milharucos,
Cada vez há mais.


No entanto, culturas de trigo, cevada ou centeio, nos arredores da grande cidade, cada vez há menos!

quarta-feira, maio 24, 2017

A Fonte 661


BRAVÃES

Deve ter uma designação e uma data, que não consegui saber - ninguém passou ali para me esclarecer.
No início da íngreme subida que leva ao alto do monte/miradouro da Capela Sra. da Pegadinha, ests duas bicas jorram uma impressionante quantidade de água.
Não sei se é de boa qualidade, mas eu bebi, não me soube mal e, sei agora que não me fez mal. Lavei a cara - senti que a pele ficou mais suave - e enchi uma garrafa com água fresca para a viagem.

terça-feira, maio 23, 2017

Pelourinho Desaparecido


CASTELO BOM
(Largo da Igreja)

Neste lugar esteve o símbolo do domínio administrativo e judicial, um pelourinho quinhentista.

1510 - renovação da primitiva Carta de Foral (D. Diniz) por D. Manuel I, englobando as freguesias de Freineda, Naves, São Pedro de Rio Seco e Vilar Formoso.
1834 - extinção do concelho e sua integração no município de Almeida, o provável período de desmantelamento do pelourinho com reutilização dos seus fragmentos (bem como muitos blocos das antigas muralhas do castelo) para compor outras construções na freguesia:
o soco foi integrado nos degraus da igreja e as peças do fuste com fuste (octogonal com 7m de altura) encontram-se a sustentar o alpendre de uma casa particular..

Tratava-se de um pelourinho de gaiola, em tudo semelhante ao que ainda existe em Castelo Mendo.

segunda-feira, maio 22, 2017

A Fonte 660


MALPARTIDA

Nome da fonte, não sei se tem, mas água sei que ainda tem - bebi e achei fresca e leve.
Da história, sei apenas o que se encontra gravado la lápide: "T. F. 1953"
Pela arquitectura e localização, junto à ponte românica sobre a Ribeira das Alvercas, penso tratar-se de uma simples fonte que poderia abastecer de água os habitantes e com um tanque para dar de beber ao gado e para rega das culturas das leiras próximas.

domingo, maio 21, 2017

O Santo Incomum


Igreja Nossa Senhora da Lapa
(ARCOS DE VALDEVEZ)

O templo setecentista, exemplo de arquitectura religiosa no estilo barroco, tem uma incomum planta oval e na decoração do espaço octogonal interior, todo coberto por uma cúpula, predomina o estilo rococó. O projecto é atribuído ao arquitecto bracarense, André Soares.

Num altar desta igreja, encontrei esta imagem peculiar, uma representação fora do comum de São Bentinho, o santo padroeiro de Arcos de Valdevez, que é alvo de muita devoção durante uma curiosa romaria que se realiza noite dentro até ao lugar de Ermêlo.

São Bentinho do Ermêlo,
Eu, p’ro ano hei-de vir,
Ou casado ou solteiro,
Ou criado de servir:

São Bentinho do Ermêlo,
Quem me dera lá chegar...
No meio do seu terreiro,
Cinco voltas hei-de dar...

A caminhada é dura e é de preceito seguir pelos velhos caminhos tal como faziam os pais e os avós. Não vale utilizar as estradas, por isso é preciso ser bom caminheiro.
Há que chegar lá, dar as voltinhas prometidas (três, cinco, sete, etc., sempre número ímpar), à volta da capela e da direita para a esquerda e depor a oferenda no altar do santinho... mas, tudo isto, deve ser cumprido antes do nascer do sol.
No final, o devoto retira o chapéu da cabeça do santinho, persigna-se com ele na mão, beija-o e volta a colocá-lo no seu lugar.

sábado, maio 20, 2017

Amanhecer DXLVIII



Praia das Maçãs

(SINTRA)

Porque não me acorrem à imaginação mais ideia e palavras, para escrever acerca deste lugar, que conheço bem, fico-me pela lembrança dos sentidos no momento de captação da fotografia:
inspirar o intenso cheiro de maresia, caminhar descalço sobre um espelho de areia molhada, a brisa ligeira refrescando a pele aquecida pelos raios do sol sem o filtro de nuvens ou neblina... e fico por aqui.

sexta-feira, maio 19, 2017

Portugal Românico (1)



Igreja do Mosteiro de Bravães

(PONTE DA BARCA)

Este templo do é, com toda a certeza, um dos mais importantes monumentos românicos portugueses.
Arquitectura, arte, escultura românicas (século XII) fazem desta igreja uma das mais interessantes de todo o vale do Lima.



Depois de visitar este monumento, Miguel Torga, escreveu no seu diário:
"desde o românico que o catolicismo vive em plena heresia"

quarta-feira, maio 17, 2017

Fonte 659


Chafariz de santo Antão
(FREINEDA)

Uma aldeia raiana (freguesia do concelho de Almeida) muito interessante - tem estação de comboio.
Actualmente é um dos sítios que mantém as tradições - tem uma feira mensal e um grande recinto de festas onde se realizam romarias anuais, sendo a mais importante a festa de Santa Eufémia.

Historicamente foi lugar de relevo durante a Guerra Peninsular - quartel general de Lord Wellington.

terça-feira, maio 16, 2017

Alminhas de 1948


Ribeira do Mosteiro
(FREIXO DE ESPADA À CINTA)

No Parque Natural do Douro Internacional há uma estrada de montanha que acompanha quase todos os meandros do curso desta ribeira, que no seu caminho para o Douro, ao longo de milénios, foi recortando um sulco profundo no monumental bloco de pedra dura que é o Penedo Durão.

Este pequeno santuário construído em 1948 com xisto (agora reforçado com cimento) encontra-se numa acentuada curva do caminho na Calçada de Stª Ana, perto da ponte que atravessa a ribeira muito lá no fundo. Aqui se observam interessantes dobras na formação rochosa.



Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...