domingo, maio 14, 2017

A Fonte 658


PONTE DA BARCA

Acerca desta, tenho pouco, muito pouco a dizer, a não ser que a imagem resultante não ficou de acordo com o enquadramento que eu tinha previsto - a torre e a frontaria da igreja e o crucifixo do pelourinho ficaram meio obliterados por uma espécie de pinheiro nórdico.
Como é que eu não percebi isto quando fiz a fotografia? Já sei:

  1. o vinho verde tinto com que acompanhei o "bacalhau frito à minhota" ao almoço, era um excelente "vinhão";
  2. a minha máquina fotográfica tem um pequeno ecran, onde eu mal consigo perceber o que estou a fotografar. prefiro aquelas que têm um buraquinho para espreitar - ah que saudades da minha "reflex" Nikon!

Sendo assim, aqui fica apenas mais uma fonte na minha colecção de recordações de incansável viajante.

sábado, maio 13, 2017

Amanhecer DXLVII



PONTE DE LIMA

E depois de uma noite que se anunciava tormentosa... o despertar é uma bênção para a vista e para a vida. A este mesmo propósito, escreveu o poeta limiano, António Feijó:

Nasci à beira do rio lima,
Rio saudoso, todo cristal,
Daí a angústia que me vitima,
Daí deriva todo o meu mal.

É que nas terras que tenho visto,
Por toda a parte por onde andei,
Nunca achei nada mais imprevisto,
Terra mais linda nunca encontrei.

sexta-feira, maio 12, 2017

Os reflexos do tempo


PONTE DE LIMA

Ao cair da noite, parou o vento, parou a chuva e parou o tempo, encapsulado nesta memória fotográfica que me foi possível fazer.
Nem uma brisa para agitar a superfície, espelho de água, do rio Lima, que a esta hora tardia corre de mansinho.
Parou o movimento de caminheiros peregrinos que vão a Compostela, não há ruído de motores, instalou-se o silêncio, apenas entrecortado pelo coaxar de duas ou três rãs escondidas na erva da margem - o sossego, a paz.
Já faz frio. Daqui a pouco a humidade da noite começa a cobrir de névoa todo este vale e então vai ficar embaciado o reflexo da história - a ponte Romana e Medieval e a Igreja de Santo António da Torre Velha - neste lendário rio do esquecimento.

quarta-feira, maio 10, 2017

A ver navios (135)


BARCA D'ALVA
Daqui para cima, isto é, para montante, o Douro é um rio internacional - ao longo de 120 km, faz fronteira entre Espanha e Portugal.
O caminho por estrada, desde Barca e quase até ao Freixo, é feito numa estreita faixa de terrenos cultivados, entre o rio e uma imponente parede de granito que chega aos 730 m de altura - o Penedo Durão, um ciclópico, maciço pedregulho que se avista ao longe e do cimo do qual a vista se alarga até  bem longe por terras de Espanha e Portugal.

terça-feira, maio 09, 2017

A Fonte 657



Fonte Ribeira da Degoldra
(COVILHÃ)

Para mim, esta fonte é espectacular, monumental.
Eu gosto, repito, é uma questão de gosto pessoal, da estrutura desta contrução, do imenso caudal que debita e da sua localização, no curso da ribeira da Degoldra.
Sempre que passo por esta rotunda, uma das entradas (e saídas) daquela que foi durante muito tempo, a "cidade fábrica", sinto vontade de parar e ficar alguns momentos a observar uma das obras da moderna engenharia civil, que impressionam pela positiva.

segunda-feira, maio 08, 2017

O Santo dos Óculos


FREIXO DE ESPADA À CINTA
Visitei a Igreja Matriz, com todo o vagar de que dispunha, antes da hora de celebração da missa. Observei os pormenores da arquitectura, os retábulos quinhentistas, os painéis, os altares, os cadeirais, órgão e tudo o mais.
No entanto, e apesar de saber da sua existência (pelo texto descritivo afixado numa vitrina na entrada do templo), não consegui vislumbrar a figurinha do santo usando óculos escuros que se encontra no retábulo de um dos altares - ou sou que estou a precisar de mudar de óculos, ou o santo tinha saído para tratar de algum assunto importante, nas finanças, ou... sabe-se lá, podia ter ido ao oculista.

Mas ele, São Mateus, o cobrador de impostos, está sempre lá. Eu já o vi numa fotografia.

sábado, maio 06, 2017

Amanhecer DXLVI



MALPARTIDA
uma aldeia raiana com pouco mais de 70 casas e 2 restaurantes, lugar quase remoto, no planalto da Beira Alta, varrido pelo agreste vento de nordeste,
No despertar deste dia de Primavera, quente e luminoso, temos boas e más notícias:
  • as boas novas estão à vista, no verde intenso junto à ponte que dizem Romana (é Românica) - a água fresca que corre na ribeira, faz crescer a Marujinha; mais logo, ao almoço (na "Casa d'Irene") vamos ter uma belíssima salada para acompanhar... o mais que vier para à mesa.
  • as más notícias, essas não interessa chamar para aqui, nesta altura.

sexta-feira, abril 21, 2017

Sem novidades

Tudo volta ao que sempre foi.
O planeta gira e roda em volta duma estrela, desde há muito!
Desde que há memória, até mesmo antes de haver história escrita e contada pelo homem.
História gravada nas pedras, no fundo dos mares, nas vertentes e cumes das montanhas, no ar preso no gelo dos glaciares e na atmosfera, e por aí fora em tudo o que a gente se lembrar de invocar...

Tudo isto, ilustrado com uma fotografia do fim do dia, na beira do Tejo perto da foz, só para dizer que vou voltar a escrever e publicar "coisas" minhas neste blog.

quarta-feira, dezembro 07, 2016

A fonte 656



LISBOA

Eis senão quando, eu percebo que regresso às origens.
E porquê, como?
Pois, estou de volta à minha cidade natal e, pelo que dizem os entendidos, regresso à juventude.

Sim senhor, graças ao bom tempo que beneficia quem vive neste recôndito e pacífico cantinho da Europa ocidental, posso ocupar o tempo livre que tenho de sobra, com mais uma volta pela capital.

E quem mais contribuiu foi quem teve a ideia de construir o túnel que traz o comboio até à baixa da cidade - Rossio e ao benefício concedido pela CP aos viajantes "idosos" - 50 % de desconto no preço do bilhete de comboio. Ora aí está uma coisa bem feita...
E mais: segundo uma classificação internacional sou um "Idoso jovem" (66 - 74 anos) - afinal sou jovem outra vez e ainda me falta quase uma década para entrar na velhice - "Idoso velho" (75 - 85 anos).

domingo, dezembro 04, 2016

Amanhecer DXXIV


MASSAMÁ

Não parece, mas é um amanhecer - uma grande Lua cheia, ao nascer do Sol.

Perpassou um ano e muitos meses sem amanhecer, por aqui.
Após este interregno, volto, só para dizer que... ainda cá estamos, para fazer e escrever coisas!


domingo, novembro 27, 2016

A ver navios, no fim



"TRAFARIA PRAIA", o Cacilheiro

A última viagem como navio de passageiros no Tejo, em Lisboa,
antes de ser convertido pela artista portuguesa, Joana Vasconcelos,
numa obra de arte que representou Portugal na 55ª Bienal de Veneza.

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...