sábado, janeiro 07, 2012

Amanhecer CCCI



Rever este registo de uma manhã de um calmo e claro dia passado nos claustros do velho Convento quinhentista, onde já esteve instalada uma Fábrica de Cortiça e hoje se encontra o Museu Minicipal de Faro, traz-me à lembrança um escrito de Camões:

Mundo

Enfim, mundo, és estalagem
em que pousam nossas vidas
de corrida;
de ti levam de passagem
ser bem ou mal recebidas
na outra vida.


("Cartas" de Luís Vaz de Camões)

quarta-feira, janeiro 04, 2012

a ver navios 118



Menina em teu peito sinto o Tejo
E vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
Rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar.


("Menina Dos Olhos De Água", Pedro Barroso)

terça-feira, janeiro 03, 2012

a fonte 599


Évora
Largo do Colégio e Igreja do Espírito Santo,
depois pela R. da Freiria de Baixo, R. do Cenáculo, Portas de Moura, etc.,
um passeio no fresco da noite para desentorpecer as articulações e reactivar a circulação do sangue, relentada pelas horas passadas no conchego do chaminé junto ao borralho do lume de azinho.
No sossego da noite alentejana, «no interior, felizmente», dizia o amigo Zé, «ainda distante do bulício das terras do litoral».
«Apesar das boas estradas e da grande autoestrada que hoje ligam todas as cidades do interior, aqui ainda podemos passear na rua pela noite dentro, sem grandes temores, sem recear-mos ser alvo de actos de malvadez.»
«Por enquanto... pró bem e pró mal, por enquanto estamos um bocado afastados, esquecidos, esquecidos dos políticos e de outros vândalos que tal.»

segunda-feira, janeiro 02, 2012

A VER NAVIOS 117



ali a ver navios fiquei
a vê-los passar ao largo
naquele dia em que voltei
a sentir um sabor amargo

domingo, janeiro 01, 2012

a Fonte 598


ÉVORA

E passando do calor Caribenho directamente para o calor Alentejano,
estamos Évora, na Praça do Giraldo, onde hoje a fonte é de calor.
Calor que, tal como a água, também é origem da vida.
Na noite de Fim de Ano, a festa teve lugar á volta da fogueira.Este ano, não foi o fogo de artifício, lá nos ares, o responsável pelo invulgar ajuntamento das pessoas neste largo da cidade património da Unesco.
Desta vez foi o fogo do braseiro, ali no chão, que fez acorrer o pessoal à rua, na noite fria da grande planície. Foi o calor do tradicional madeiro que aqui se manteve aceso desde o Natal até ao Ano Novo - sem dúvida alguma, muito mais quente e duradouro do que os cinco ou dez minutos do costumeiro fogo-de-vista.

sábado, dezembro 31, 2011

Amanhecer CCC



Aqui e em qualquer lugar
de um e do outro lado do mar

assim foi determinado
definido por calendário
em qualquer fuso horário
este ano é quase finado

a lua, a terra, o sol, energia
todos os astros em movimento
concorrem para este momento
este ano não terá mais um dia

se tudo correr como se espera
amanhã dizemos, o 2011 já era!


VAMOS TERMINAR EM BELEZA
ESQUECER TODA A INCERTEZA
ERGO A TAÇA AO NOSSO POVO
NUM BRINDE DE FELIZ ANO NOVO!

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Natais



Já cá cantam sessenta e três,
Pró ano haverá outra vez..?

Que não seja pior, se puder...
Ou pelo menos que seja igual
Mas se não for, não faz mal,
Tanto faz, venha o que vier.

E já estou atrasado para o jantar
Não posso escrever mais, vou desligar.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

A Fonte 597


Bem longe da minha terra, em viagem pelas Grandes Antilhas,
não posso deixar (que mania) de registar mais uma fonte:
Numa praça de Punta Cana, frente à discoteca "La Bachata" - nome de uma dança folclórica, típica da Dominicana - podemos ver a escultura de D. Quixote, uma espécie de homenagem aos últimos colonizadores da ilha, os espanhóis.

sábado, dezembro 24, 2011

amanhecer CCXCIX



Outro lugar,
outro clima,
outro mar,
outras flores,
outro ar,
outra luz,
outro Natal,
PARA TODOS UM BOM NATAL!

quinta-feira, dezembro 22, 2011

A Fonte 596


Fonte da Carranquinha

(Palácio dos Marqueses de Fronteira, Lisboa)
Classificado como Monumento Nacional, o palácio foi mandado construir em 1640, pelo 1º Marquês de Fronteira, D. João de Mascarenhas.
Hoje pertence à Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, e é a residência do actual e 12º Marquês de Fronteira, D. Fernando de Mascarenhas.
(uma lembrança para o meu amigo José Carranquinha que está de passagem pelo nosso Portugal)

sábado, dezembro 17, 2011

Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...