quinta-feira, dezembro 22, 2011

A Fonte 596


Fonte da Carranquinha

(Palácio dos Marqueses de Fronteira, Lisboa)
Classificado como Monumento Nacional, o palácio foi mandado construir em 1640, pelo 1º Marquês de Fronteira, D. João de Mascarenhas.
Hoje pertence à Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, e é a residência do actual e 12º Marquês de Fronteira, D. Fernando de Mascarenhas.
(uma lembrança para o meu amigo José Carranquinha que está de passagem pelo nosso Portugal)

sexta-feira, dezembro 16, 2011

a fonte 595


SINTRA, Palácio da Vila
Quantas vezes passei por aqui e nunca parei para fotografar a fonte?
Vezes sem conta, dado que este lugar se encontra no meu trajecto habitual para a "Casa da Praia".
Mas além disso, há aqui outra coisa curiosa - é uma vergonha, mas confesso:
ao contrário de muitos milhares, dezenas, centenas de milhar de turistas portugueses e estrangeiros que chegam de longe, eu (je, moi même) nunca visitei o interior deste Palácio.
Esta agora...?
Mas não perdi a esperança de algum dia arranjar alguém que me faça companhia numa visita.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Autoretrato 36



Retrato de um ex-fumador inveterado.
Sete anos sem os malefícios do tabaco.
Convertido em esfumador de recordações.
Viciado nos benefícios do não fumador.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

A Fonte 594


"Salto El Limon", Rep. Dominicana
Talvez a maior e mais visitada catarata das Grandes Antilhas.
- Será possível, algum dia eu voltar aqui?
- Acho que não, porque as atribulações da cavalgada e caminhada para alcançar esta maravilha, são obstáculos difíceis de mais para a minha condição física. A hipótese de uma nova visita não recompensa o sacrifício, quando, para além do mais, a vista já não seria uma surpresa como da primeira vez.

domingo, dezembro 11, 2011

a ver navios 116



DISPERSÃO
..
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...


Mário de Sá-Carneiro, 1913

sábado, dezembro 10, 2011

Amanhecer CCXCVII



ANIVERSARIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.


Álvaro de Campos

quarta-feira, dezembro 07, 2011

A Fonte 593



ORTIGA (Mação)

Por aqui se pesca,
sável, peixe-rei e irós,
e se come a
fritada de peixe do rio,
servida com a
excepcional açorda de ovas.
e um carrascão,
vinhaça bem portuguesa,
a completar
uma noite em beleza.
Isto meus amigos,
não são coisas novas,
aconchegar o
estômago a enganar o frio
à maneira do
tempo dos nossos avós.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

a ver navios 115



o navio desaparece
rumo ao anoitecer
a onda que esmorece
no flanco da mulher

é o navio do desejo
vogando na lua cheia
e o homem, caranguejo
no céu feito de areia

o corpo que se esfrega
em agitação na praia-mar
no corpo que se entrega
na beira-rio, a ondular...

(rima de letras desenquadradas)

domingo, dezembro 04, 2011

a fonte 592



Vale de S. Gião
Um pequeno lugar nos arredores de Lisboa, já em plena região saloia, perto do Freixial, Cabeço de Montachique e Póvoa da Galega, para nomear apenas os lugares mais conhecidos.

Existe outro no concelho de Oliveira do Hospital.
Nesse outro vale dedicado ao santo (Julião, Gião ou João?) montei por algumas vezes a tenda de campismo, à beira das frescas e límpidas águas do Rio Alva, nos meus tempos de campista itinerante - já lá vão algumas décadas - que percorria todo o Portugal interior de tenda às costas.

sábado, dezembro 03, 2011

Amanhecer CCXCVI



Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!

Non son degno di te,
non ti merito più,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.


Este é um bocadinho do poema de uma canção que sobrevive na minha fraquíssima memória musical, há um ror de anos, há mesmo muitas décadas.
Porquê, não sei, talvez por ser uma letra romântica, por ser uma música bonita, ou por ser uma excelente interpretação do Gianni Morandi.
Ou terá sido por tudo isso mais a audição repetida vezes sem conta, nos "tops" da Rádio, em conjunto com uma provável situação afectiva da minha parte, naquele tempo, especialmente propícia...

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...