sexta-feira, dezembro 16, 2011

a fonte 595


SINTRA, Palácio da Vila
Quantas vezes passei por aqui e nunca parei para fotografar a fonte?
Vezes sem conta, dado que este lugar se encontra no meu trajecto habitual para a "Casa da Praia".
Mas além disso, há aqui outra coisa curiosa - é uma vergonha, mas confesso:
ao contrário de muitos milhares, dezenas, centenas de milhar de turistas portugueses e estrangeiros que chegam de longe, eu (je, moi même) nunca visitei o interior deste Palácio.
Esta agora...?
Mas não perdi a esperança de algum dia arranjar alguém que me faça companhia numa visita.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Autoretrato 36



Retrato de um ex-fumador inveterado.
Sete anos sem os malefícios do tabaco.
Convertido em esfumador de recordações.
Viciado nos benefícios do não fumador.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

A Fonte 594


"Salto El Limon", Rep. Dominicana
Talvez a maior e mais visitada catarata das Grandes Antilhas.
- Será possível, algum dia eu voltar aqui?
- Acho que não, porque as atribulações da cavalgada e caminhada para alcançar esta maravilha, são obstáculos difíceis de mais para a minha condição física. A hipótese de uma nova visita não recompensa o sacrifício, quando, para além do mais, a vista já não seria uma surpresa como da primeira vez.

domingo, dezembro 11, 2011

a ver navios 116



DISPERSÃO
..
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...


Mário de Sá-Carneiro, 1913

sábado, dezembro 10, 2011

Amanhecer CCXCVII



ANIVERSARIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.


Álvaro de Campos

quarta-feira, dezembro 07, 2011

A Fonte 593



ORTIGA (Mação)

Por aqui se pesca,
sável, peixe-rei e irós,
e se come a
fritada de peixe do rio,
servida com a
excepcional açorda de ovas.
e um carrascão,
vinhaça bem portuguesa,
a completar
uma noite em beleza.
Isto meus amigos,
não são coisas novas,
aconchegar o
estômago a enganar o frio
à maneira do
tempo dos nossos avós.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

a ver navios 115



o navio desaparece
rumo ao anoitecer
a onda que esmorece
no flanco da mulher

é o navio do desejo
vogando na lua cheia
e o homem, caranguejo
no céu feito de areia

o corpo que se esfrega
em agitação na praia-mar
no corpo que se entrega
na beira-rio, a ondular...

(rima de letras desenquadradas)

domingo, dezembro 04, 2011

a fonte 592



Vale de S. Gião
Um pequeno lugar nos arredores de Lisboa, já em plena região saloia, perto do Freixial, Cabeço de Montachique e Póvoa da Galega, para nomear apenas os lugares mais conhecidos.

Existe outro no concelho de Oliveira do Hospital.
Nesse outro vale dedicado ao santo (Julião, Gião ou João?) montei por algumas vezes a tenda de campismo, à beira das frescas e límpidas águas do Rio Alva, nos meus tempos de campista itinerante - já lá vão algumas décadas - que percorria todo o Portugal interior de tenda às costas.

sábado, dezembro 03, 2011

Amanhecer CCXCVI



Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!

Non son degno di te,
non ti merito più,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.


Este é um bocadinho do poema de uma canção que sobrevive na minha fraquíssima memória musical, há um ror de anos, há mesmo muitas décadas.
Porquê, não sei, talvez por ser uma letra romântica, por ser uma música bonita, ou por ser uma excelente interpretação do Gianni Morandi.
Ou terá sido por tudo isso mais a audição repetida vezes sem conta, nos "tops" da Rádio, em conjunto com uma provável situação afectiva da minha parte, naquele tempo, especialmente propícia...

sábado, novembro 26, 2011

Amanhecer CCXCV



as bagas de "não-sei-o-quê",
ao sol de, quase, inverno,
a meio da manhã de outono,
no ar o cheiro da lareira,
lume aceso para todo o dia,
do fim de semana no campo,
costumes do íntimo do povo,
perfumes do País interior,
coisas que é preciso viver...

segunda-feira, novembro 21, 2011

a fonte 591



Maçãs de Caminho

No verão passado, andei alguns dias, mais ou menos perdido, por estradas e estradinhas no pinhal interior centro do nosso pequeno País.
Como eu gosto de fazer, sem utilizar o GPS, nem olhar para o Mapa das Estradas, guiando-me apenas pela minha bússula interior e pelo sol.
Mais uma vez, passei por lugares bem interessantes, que nem fazia a mais pequena ideia que existiam, como foi o caso que hoje recordo aqui.
Uma curiosa toponímia:
depois das "Maçãs de D. Maria", mais curva menos curva, mais km menos km, lá estão as "Maçãs de Caminho".

Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...